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Futebol Recuo dos russos tumultua fim de janela e contas de Flamengo e Botafogo Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 02/09/2026 05h30 Deixe seu comentário Gonzalo Plata na recepção em Moscou; negócio não foi confirmado Imagem: Divulgação/Dínamo Moscou Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Um raio que saiu duas vezes do mesmo lugar. A origem? O Dínamo Moscou, que cancelou de última hora as contratações de Gonzalo Plata e Matheus Martins, embolando o planejamento de elenco e trazendo repercussões financeiras para Flamengo e Botafogo. Não por acaso, os rivais cariocas estão unidos. Surpreendidos com alegações de problemas físicos com seus respectivos atacantes e indignados, adotam postura parecida: analisam como buscar reparação por via judicial. Os dois clubes negam que Plata e Matheus Martins tenham alguma lesão que justificasse o cancelamento das negociações. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Tanto Fla quanto Botafogo alimentaram os russos com as informações físicas sobre os jogadores e apontam que a minutagem recente deles também respalda as condições adequadas. Plata e Matheus Martins chegaram juntos à Rússia, foram recebidos por uma comitiva, posaram para fotos postadas nas redes do Dínamo Moscou, mas viram o plano mudar em cerca de dois dias. A postura do departamento médico e a decisão de cancelar as negociações foram classificadas pelo Fla como "resultado de amadorismo e irresponsabilidade". Matheus Martins na chegada a Moscou, onde defenderia o Dinamo Imagem: Divulgação/Dinamo Moscou O efeito para o caixa Em jogo, estavam duas operações relevantes para as realidades que os dois vivem. Continua após a publicidade E não é porque o Flamengo teve faturamento bilionário que pode desprezar o impacto imediato de R$ 72 milhões, valor acertado inicialmente para vender Plata aos russos. No caso do Botafogo, a operação de Matheus Martins estava na casa dos R$ 42 milhões. Para o Fla, a volta de Plata pode ser até uma boa notícia, tecnicamente falando. No processo de negociação, chegou a haver um debate sobre abrir mão de um jogador titular com frequência. "Que jogador ganhamos se volta Platita", resumiu Arrascaeta, nas redes sociais. Mas o cancelamento da negociação na Rússia veio no dia em que o Fla confirmou as contratações da dupla Joaquín Freitas e Anthony Valencia. O segundo, inclusive, esteve com Plata na Copa 2026 e chegou com o carimbo de substituir o compatriota. Gonzalo Plata em Moscou, onde defenderia o Dínamo Imagem: Divulgação/Dínamo Moscou As duas operações custaram, juntas, na casa dos R$ 78 milhões. Mas diferentemente da então venda de Plata, que seria recebida à vista, o Flamengo engatilhou parcelamentos com River Plate e Royal Antuérpia, de onde vieram Freitas e Valencia, respectivamente. Continua após a publicidade Os reforços já treinaram, estão aí e serão regularizados. Mas o Fla passa a ter dez estrangeiros no elenco, um a mais do que o limite permitido por partida no Brasileirão. Pensando na frieza dos números, o Flamengo já contava com esse dinheiro da saída de Plata para reforçar o caixa de imediato. O clube também vivia expectativa de reduzir a distância entre o que gastou e o que vendeu com jogadores na temporada. Agora, a diferença de entradas e saídas, na contabilidade, aumentou. No primeiro semestre, o Fla já tinha registrado R$ 495 milhões investidos em contratações — com os R$ 315 milhões por Paquetá puxando a fila. Em contrapartida, o volume de saídas estava em R$ 98,6 milhões. Na janela atual, a venda de Wallace Yan ao Red Bull Bragantino, por R$ 36 milhões, ajuda a elevar esse saldo. Plata poderia encorpar ainda mais essa soma. Por ter uma situação financeira saudável, o Fla não deve ficar tão estrangulado. Mas o momento é de atenção. No efeito caixa, o clube já tinha uma diferença de R$ 304 milhões entre o que tem a pagar e a receber com transferências de jogadores neste ano. A saída de Plata poderia amenizar isso. Desfalque para quem está em RJ No Botafogo, a necessidade de vender jogadores não é segredo, diante do momento de crise financeira e reorganização após o endividamento gerado na gestão John Textor. Continua após a publicidade O alvinegro respirou nos últimos tempos graças à recuperação judicial da SAF. Isso estancou cobranças na Justiça e serviu para derrubar os transfer bans aplicados pela Fifa. A empresa GDA, que está em vias de assumir a SAF de vez, tem ajudado a financiar o cotidiano do Botafogo. O cancelamento da saída de Matheus Martins mexe com o planejamento financeiro. E o cenário só não é ainda pior porque o Botafogo tem engatilhada a transferência de Santi Rodríguez para o Columbus Crew, da Major League Soccer (MLS). Aliados involuntários da crise com os russos, Botafogo e Flamengo podem se encontrar ainda nesta janela, caso a negociação com Everton Cebolinha dê certo. O camisa 11 negocia com o Alvinegro. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? 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