Conteúdo Original
Futebol O que explica Luiz Henrique ter perdido espaço na seleção de Ancelotti Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 02/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Luiz Henrique em ação durante Brasil x Marrocos, duelo da Copa do Mundo Imagem: Harry Langer/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images O crescimento do espaço de uns é a redução de minutos de outros. Na seleção brasileira que disputa a Copa do Mundo, Luiz Henrique tem experimentado o lado negativo disso. Se antes da Copa tinha até conseguido beliscar uma titularidade e despontava como candidatíssimo a jogar com frequência diante das lesões de Estêvão e Rodrygo, o atacante só entrou no segundo tempo da estreia, contra o Marrocos, e não apareceu mais. A perda de espaço de Luiz Henrique casa com uma mudança de característica buscada por Carlo Ancelotti para quem ocupa a faixa direita do campo. PVC Existe um abismo entre Brasil e França Casagrande Futebol dá alegrias, mas também tristezas imensas Josias de Souza Michelle aprisiona Flávio no interior de agenda negativa Tony Marlon Trabalho de psicóloga é trunfo do Brasil na Copa O Brasil mudou de esquema. Saiu do 4-2-4 para o 4-4-2 com losango no meio. Com isso, quem forma dupla de ataque com Vini Jr. trabalha bastante na pressão sem a bola, por vezes compõe a marcação no lado direito, mas precisa ter mais cara de atacante/centroavante do que de um ponta. Pelo menos no jeito que Ancelotti montou o time diante de Haiti, Escócia e Japão. Rayan foi quem assumiu a vaga do lesionado Raphinha e tem correspondido, o que complica as coisas para Luiz Henrique. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Mesmo sem dar "boa noite" e responder "se vai ter gol do Rayan hoje", o garoto de 19 anos participou ativamente de dois gols nas últimas partidas. Sempre ao pressionar (contra a Escócia) ou recuperar a posse pouco antes do gol (como foi contra o Japão). Luiz Henrique bebeu da fonte de ser um substituto de impacto. Com Ancelotti, a melhor amostra foi contra a França, mesmo com a derrota por 2 a 1. Desde que estreou na seleção, em setembro de 2024, ainda na gestão Dorival, foi quem somou mais participações em gols entre os que saíram do banco durante os jogos — foram cinco, sendo três assistências e dois gols. Continua após a publicidade Mas as atuações não saltaram aos olhos quando Luiz Henrique foi titular. A concorrência também cresceu e o número de atacantes diminuiu. Ao mesmo tempo, tem mais gente no banco brigando pelo papel de substituto de impacto. Martinelli atingiu o ápice disso com o gol da vitória sobre os japoneses, aos 50 minutos do segundo tempo. Antes, nesse mesmo jogo, Ancelotti já tinha recorrido a Endrick para dar mais presença de área. Contra a Escócia, Rayan foi até substituído, mas deu lugar a Endrick, em um jogo em que outra mudança ofensiva foi a estreia de Neymar na Copa, substituindo Matheus Cunha. Luiz Henrique foi titular contra o Panamá, em um primeiro tempo nada empolgante do Brasil no Maracanã, apesar da vitória parcial por 2 a 1 até o intervalo. No segundo tempo, Ancelotti mudou o time todo e aí o Brasil decolou rumo ao 6 a 2. Contra o Egito, outro amistoso, Luiz Henrique entrou no segundo tempo, mas sem participação direta em gol. Quem resolveu foi Endrick. Continua após a publicidade Luiz Henrique é daqueles que fala sobre o aspecto mental sempre que pode. Ele tem um trabalho com um mentor particular, que o faz mentalizar todos os dias um gol na final da Copa. Mas a questão é qual vai ser a brecha no time para isso se concretizar. Para o Brasil chegar à final, precisa primeiro superar a Noruega, domingo, às 17h (de Brasília), pelas oitavas de final. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Rússia faz ataque em massa contra Ucrânia e deixa mortos e feridos em Kiev Em dia de Santo Claus, EUA perdem seu centroavante africano contra Bélgica Pochettino critica Claus após expulsão: 'Nunca foi para vermelho' EUA 2 X 0 Bósnia | Melhores Momentos | Copa 2026 EUA superam expulsão, vencem Bósnia e reencontram algoz de 2014 nas oitavas