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Rodrigo França analisa saída de chefe da Audi na F1 e impacto para Bortoleto A saída de Jonathan Wheatley como chefe de equipe da Audi na F1, confirmada em comunicado oficial do time nesta sexta-feira (20) , pegou muita gente de surpresa. Ainda não é oficial, mas é esperado que a Aston Martin anuncie sua contratação para trabalhar com Adrian Newey, reeditando uma parceria de sucesso com diversos títulos na Red Bull nos anos de Max Verstappen e Sebastian Vettel. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp Carros históricos de Senna e Fittipaldi vão a leilão em Mônaco Leclerc aprova carros “divertidos”, mas critica a classificação em 2026 1 de 4
Jonathan Wheatley, ex-chefe da Audi, ao lado de Gabriel Bortoleto — Foto: Anni Graf - Formula 1/Formula 1 via Getty Images Jonathan Wheatley, ex-chefe da Audi, ao lado de Gabriel Bortoleto — Foto: Anni Graf - Formula 1/Formula 1 via Getty Images A perda tem importante impacto para uma equipe que faz sua estreia oficial na F1, herdando a estrutura de um time que nos últimos anos frequentava as últimas colocações (Sauber) e que inicia em 2026 o projeto da unidade de potência de F1 do regulamento mais complexo de toda a história. A chegada de Wheatley em abril do ano passado surtiu boas melhoras no time, quando ainda corria com as cores da Sauber, mas já tinha em sua gestão a filosofia da Audi. Sem pontos nos GPs iniciais, Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg começaram a frequentar a zona de pontuação após a equipe trazer valiosos upgrades no carro, especialmente após o GP de Barcelona. O alemão conseguiu inclusive seu primeiro pódio na F1 e Bortoleto chegou ao sexto lugar em Budapeste, resultado expressivo para um estreante competindo pela Sauber. O quanto desta melhora tinha impacto da chegada de Wheatley era difícil de medir, mas seu sucesso em times como Benetton, Renault e Red Bull, e tendo trabalhado junto com campeões como Michael Schumacher, Fernando Alonso, Vettel e Verstappen mostrava que a Sauber/Audi estava no caminho certo. 2 de 4
Gabriel Bortoleto cumprimenta Nico Hulkenberg após pódio inédito na F1 — Foto: Clive Rose/Getty Images Gabriel Bortoleto cumprimenta Nico Hulkenberg após pódio inédito na F1 — Foto: Clive Rose/Getty Images Mattia Binotto lidera o projeto da Audi há mais tempo e a chegada de Wheatley o ajudou a focar no desenvolvimento da unidade de potência da equipe para 2026. Essa é a grande especialidade do italiano, que trabalhou diversos anos na Ferrari no departamento de motores em uma era de domínio do time com os cinco títulos de Schumacher entre 2000 e 2004. Será que Binotto terá mais tempo para fazer a função de chefe de equipe agora que o campeonato já começou? Será que conseguirá delegar o desenvolvimento de chassi e motor para os líderes desta área? O mais provável é que a Audi esteja trabalhando em algum nome para substituir Wheatley o mais rápido possível, buscando nomes dentro do time ou no mercado – há quem aponte Christian Horner, que saiu da Red Bull no ano passado. Para Gabriel Bortoleto, é evidente que há impactos. Era visível o bom relacionamento dele com o chefe de equipe e também em como seu espaço no time cresceu neste um ano de gestão de Wheatley à frente da Sauber e, agora, Audi. Mas é importante destacar que seu status como “futuro da Audi” não muda nesta alteração de comando do time. 3 de 4
Gabriel Bortoleto recebe parabéns de chefe da Sauber, Jonathan Wheatley, após pontuar no GP da Áustria de F1 em 2025 — Foto: Andy Hone/LAT Images Gabriel Bortoleto recebe parabéns de chefe da Sauber, Jonathan Wheatley, após pontuar no GP da Áustria de F1 em 2025 — Foto: Andy Hone/LAT Images Binotto foi quem trouxe Bortoleto para a Sauber já pensando no projeto Audi no meio de 2024, quando o brasileiro encaminhava o título da F2, impressionando o futuro chefe especialmente após o GP de Monza, quando largou em último e venceu a prova. Assim, o brasileiro segue com tranquilidade para focar em seus resultados. Com a chegada de um novo chefe de equipe, ele também terá que trabalhar para impressioná-lo com sua performance, como fez com Wheatley. Os próximos GPs serão decisivos para a Audi saber o tamanho do impacto da saída de seu chefe de equipe. Menos mal para o time que, depois do próximo final de semana no Japão, a F1 só volta a competir em maio em Miami. Abril será uma época de muitos ajustes internos para os 11 times da categoria. Para a Audi, será um mês ainda mais decisivo. 4 de 4
Perfil Rodrigo França — Foto: Infoesporte Perfil Rodrigo França — Foto: Infoesporte