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Futebol Destaque espanhol, Unai Simón desafia 'freguesia' contra belga Courtois Julio Gomes e Marcelo Belpiede Colunista UOL, em Los Angles (EUA) e Colaboração ao UOL, em São Paulo 10/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Courtois e Unai Simón, goleiros de Bélgica e Espanha na Copa 2026 Imagem: Getty Images O confronto de hoje entre Espanha e Bélgica, às 16h (de Brasília), em Los Angeles (EUA), reserva um duelo particular entre dois dos grandes goleiros da Copa do Mundo de 2026. Do lado espanhol, Unai Simón defende uma meta que ainda não foi vazada na competição. Já os belgas confiam em Thibaut Courtois — eleito o melhor da posição na edição de 2018 — como um dos pilares para buscar a vitória no jogo das quartas de final. Velhos conhecidos do futebol espanhol, os arqueiros vivem realidades consolidadas em seus clubes: Simón é o dono do gol do Athletic Bilbao, enquanto Courtois é peça fundamental no Real Madrid. Nas seleções, no entanto, a história é diferente. Unai Simón, goleiro da Espanha, durante partida contra a Áustria Imagem: Kelvin Kuo/Los Angeles Times via Getty Imag Juca Kfouri A França de hoje lembra o melhor Brasil Aline Sordili Consumo na Copa sai do estádio e entra no algoritmo Alicia Klein Onde estão mulheres e negros nas transmissões? José Fucs O Itamaraty e a falácia da intervenção dos EUA Courtois é o titular da Bélgica há 15 anos, desde que tinha 19, e foi protagonista no crescimento recente dos Diabos Vermelhos - a tal "geração de ouro", no entanto, não conseguiu um título de expressão, como a Copa, a Eurocopa e nem mesmo a Liga das Nações da Uefa. Já a Espanha chegou ao Mundial com uma dúvida no gol. Muitos achavam que Simón perderia a titularidade para David Raya, que fez grande temporada com o Arsenal. Simón não sofre um gol em Copas desde a fase de grupos de 2022 - a eliminação veio após um 0 a 0 contra Marrocos nas oitavas. São 609 minutos sem tomar gols, uma marca que superou a estabelecida pelo italiano Zenga no Mundial de 90 (517). "A Espanha está se defendendo muito bem", elogiou Courtois, que aproveitou para falar também de Marc Cucurella, que será companheiro de Real Madrid a partir da próxima temporada. "Ele está jogando muito bem, vamos ter de tentar aproveitar os espaços nas costas quando eue subir. Eles ainda não tomaram gols, precisamos quebrar isso para passar". Courtois x Simón: histórico desequilibrado O histórico de confrontos diretos entre eles, no entanto, mostra um cenário de ampla dominância. Em 12 partidas disputadas, são oito vitórias de Courtois, três empates e apenas uma vitória de Simón. Nestes jogos, o goleiro belga levou cinco gols, enquanto o espanhol foi vazado 17 vezes. Courtois é um goleiro completo e tem uma aptidão física que poucos na posição apresentam elogia o espanhol. Continua após a publicidade O consolo para Simón é que seu único triunfo sobre o rival foi histórico para o Athletic Bilbao: ocorreu na semifinal da Supercopa da Espanha de 2020/21 , torneio que a equipe basca faturou na sequência ao vencer o Barcelona na decisão. O último embate, contudo, reforçou a soberania do belga. Na temporada 2025/26, o Real Madrid venceu o Bilbao com facilidade por 3 a 0, com dois gols de Mbappé e um de Camavinga. Courtois em ação com a camisa do Real Madrid Imagem: Reprodução/Instagram realmadrid Por seleções, o duelo é inédito. No último amistoso entre os países em 2016, Courtois estava em campo pela Bélgica, mas o titular da meta espanhola ainda era David de Gea. Realidade oposta Agora, na Copa do Mundo, os papéis se invertem. Se por clubes a vantagem é de Courtois, no cenário internacional a Espanha de Unai Simón entra em campo como franca favorita. Os espanhóis ostentam uma invencibilidade de 35 jogos, sem saber o que é perder desde março de 2024, quando foram superados pela Colômbia por 1 a 0. A Espanha está jogando muito bem, controlando o ritmo das partidas com calma e ainda não sofreu gols. Isso reflete a confiança que toda a equipe transmite, assim como Unai Simón Courtois, goleiro Bélgica Continua após a publicidade Em Copas do Mundo, a Espanha venceu a Bélgica em 90, na Itália, pela fase de grupos (2 a 1). Mas quatro anos antes, em 86, as seleções empataram por 1 a 1 um jogo de quartas de final na cidade mexicana de Puebla. A Bélgica ganhou nos pênaltis por 5 a 4, e o grande destaque daquela partida foi um goleiro: Jean-Marie Pfaff, à época goleiro do Bayern de Munique. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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