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Atleta e jornalista Enilson Amorim lança livro sobre história do taekwondo no Acre O jornalista e atleta de taekwondo Enilson Amorim é o autor de um livro lançado neste mês de abril que conta a história da modalidade no estado. A ideia para produzir a obra surgiu após uma conversa, em 2021, com o grão-mestre José Carlos Gomes Guimarães, o Juca, que acabou falecendo em agosto daquele ano . De acordo com o escritor, Juca o procurou naquela oportunidade e lhe fez o pedido para que contasse a história do esporte no estado, preocupado com a disseminação de informações falsas sobre a introdução da modalidade no Acre. 1 de 3 Jornalista Enilson Amorim, autor de livro sobre a história do taekwondo no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre Jornalista Enilson Amorim, autor de livro sobre a história do taekwondo no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre – Ele estava um pouco insatisfeito porque, segundo ele, existiam alguns grupos de praticantes dessa modalidade que estavam espalhando a falsa notícia de que seria uma outra pessoa que havia sido responsável pela introdução do taekwondo no estado do Acre. Lhe bateu uma grande preocupação, ele me fez um pedido para que eu escrevesse um livro sobre a sua história, sobre a história do taekwondo – recorda Enilson Amorim. O autor conta que num período de três meses foram realizados encontros para falar sobre a produção, feitas entrevistas, mas a conclusão da obra não foi possível com o mestre em vida, pois Juca acabou falecendo em agosto de 2021, aos 62 anos, vítima de parada cardíaca. Na ocasião, o grão-mestre havia sido diagnosticado com Covid-19 no início de julho e estava entubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) há cerca de duas semanas. – Da última entrevista que tive com ele, após três meses ele faleceu. Aí a preocupação dobrou para minha pessoa porque foi um pedido dele. Eu fui aluno dele no ano de 1989, logo quando ele chega no estado do Acre. Aí comecei a fazer pesquisa, busca incessante por documentos, matérias jornalísticas e, de repente, descobri coisas extremamente interessantes que estão contidas no livro. Dentre elas, ilustres mulheres praticantes da modalidade – destacou Enilson Amorim. 2 de 3 Grão-mestre de taekwondo Juca, que faleceu em 2021, foi responsável pela introdução da modalidade no Acre — Foto: Divulgação/Feteac Grão-mestre de taekwondo Juca, que faleceu em 2021, foi responsável pela introdução da modalidade no Acre — Foto: Divulgação/Feteac O jornalista enfatizou a satisfação por poder relatar a modalidade através da obra literária, feito que considera um compromisso social e histórico para a sociedade do estado. – Foi muito gratificante ter essa responsabilidade e ao mesmo um compromisso social e também um compromisso histórico para a sociedade acreana, em especial aos praticantes desta modalidade. O taekwondo é uma arte marcial que não trabalha só movimentos corporais, ele trabalha também a formação do caráter, o equilíbrio mental do praticante. E o taekwondo também foi responsável em resgatar muitas crianças que, se não tivessem provavelmente o encontro com o taekwondo, estariam em outra situação – afirmou. – Eu sou uma dessas crianças, entrei no primeiro projeto social do grão-mestre José Carlos Gomes Guimarães, em 89. Morava no Taquari, sou nascido e criado na periferia de Rio Branco e vejo que o taekwondo, além de ser um esporte para beneficiar a saúde do praticante, ele também é um esporte que resgata e transforma vidas – completou. 3 de 3 Jornalista Enilson Amorim lança livro sobre a história do taekwondo no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre Jornalista Enilson Amorim lança livro sobre a história do taekwondo no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre + Após 26 anos, 1ª mulher faixa preta em taekwondo no Acre volta ao esporte e inspira filha Enilson Amorim ressaltou a importante participação das mulheres no esporte e citou que a primeira a praticar a modalidade no estado treinava com homens. – Uma das curiosidades é a Carminda, por exemplo, não tinha como o mestre Juca colocar ela para fazer combate com outra mulher porque ela era a única, foi a primeira mulher praticante de taekwondo (no Acre). Então, ele tinha que colocar ela para lutar com os homens. E a Carminda virou uma atleta extraordinária, ganhou várias competições aqui no estado do Acre nos anos 90. Eu lembro que todas as vezes que ia fazer combate com ela, precisava suar bastante o dobok para não apanhar dela. A Carminda, inclusive, foi apelidada de ‘A Dama de Ferro’, e era uma atleta extraordinária que marcou a história do taekwondo – citou. *Colaboração repórter Amanda Oliveira, da Rede Amazônica Acre