Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Reportagem A França marcha para o tri com talento e graça Juca Kfouri Colunista do UOL 09/07/2026 19h00 Deixe seu comentário Kylian Mbappé, da França, é derrubado por Mazraoui, do Marrocos, nas quartas de final da Copa do Mundo Imagem: picture alliance/dpa/picture alliance via Getty I Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Aos 26 minutos, em Boston, Kylian Mbappé, na competição com Lionel Messi para ser o goleador da Copa 26 e das Copas em geral, a exemplo do gênio argentino, perdeu pênalti, cometido nele, em cobrança defendida por Bono, tão mal batida como a de Bruno Guimarães contra a Noruega. Absolvido? Ronaldo Fenômeno, em entrevista recente, ao se referir ao sofrimento que sentiu ao bater pênalti, aos 20 anos, contra a Holanda na Copa de 1998, disse que pênaltis deveriam ser proibidos em Copas do Mundo: "Mas agora que não jogo mais, pode continuar", arrematou sorrindo. A França amassava Marrocos, já havia parado uma vez em Bono, em cabeçada de Upamecano e voltou a parar em seguida, em arremate de Doué. Alicia Klein Favorita ao título, França não tem um grande craque Mauro Cezar França encurrala Marrocos, que incomodou o Brasil Alexandre Borges Enterro de Khamenei: o que câmeras não mostram Gustavo Miller Por que todo lugar agora parece igual Eram dez finalizações francesas contra nenhuma marroquina. Aos 45, Digne acertou o travessão com desvio tão sútil de Bono que o árbitro argentino não marcou o escanteio. Era jogo para estar, no mínimo, 2 a 0, e estava empatado. Porque Alá deve ser marroquino. Marrocos começou o segundo tempo tão defensivo como jogou o primeiro, mas um pouco mais reativo, ao ensaiar contra-ataques, embora inconclusivos. Sob 32º, a França apertava feito torniquete, mas o tempo passava e nada de but. Continua após a publicidade Era o talento contra a resistência. Aos 14, o talento prevaleceu: Mbappé recebeu na entrada da área pela esquerda e chapou maravilhosamente na bochecha direita da rede: 1 a 0. E deveria ser 3 a 0. Nem dois Bonos pegariam. Na competição com Messi o gênio francês empatava de novo ao descontar o penal desperdiçado — e fazia o oitavo gol na Copa, como Messi, 20° em Copas, um a menos que o argentino. Aos 20, Dembélé resolveu a parada: 2 a 0. A arte vencia a força. Bono até tocou na bola e ficou, com razão, fulo da vida com a defesa, que abriu uma avenida para o eleito número 1 do mundo ampliar. Continua após a publicidade Bicampeã mundial em 1998/2018, vice-campeã invicta em 2022, na melhor final da história das Copas, a França marcha para o tricampeonato. Aos 76, Mbappé foi descansar e já pensar na Espanha ou na Bélgica nas semifinais. Os que permaneciam em campo buscavam o terceiro gol porque o 2 a 0, mesmo resultado com que venceram Marrocos nas semi no Qatar, estava de bom tamanho, mas le but est l'objectif du futball. Por mais duas vezes Bono impediu gols tricolores e Maignan fez apenas uma defesa em todo o jogo. Em tempo: a arbitragem argentina saiu-se muito bem. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Michelle Bolsonaro anuncia movimento 'Imparáveis' após deixar PL Mulher MP processa Virginia e Blaze em R$ 120 mi por abuso em propaganda de bets Publicitário é alvo de busca por suspeita de atuar por Vorcaro contra o BC Manchester United fecha com Andrey Santos para ser substituto de Casemiro Polícia prende pai que chutou a própria filha de 3 anos no Paraná