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Futebol Não foi só Haaland: as conexões da Noruega que o Brasil não conseguiu parar Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 06/07/2026 16h52 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O menor percentual de posse de bola da seleção brasileira em Copas do Mundo deu evidência a conexões da seleção da Noruega que o Brasil de Ancelotti não conseguiu travar no jogo que decretou o fim do sonho do hexa. O domínio do confronto pelas oitavas de final foi além das jogadas letais com Erling Haaland na frente. Com a estratégia de Ancelotti de dar campo à Noruega e não pressionar — em nome de não dar campo para Haaland correr —, o Brasil se viu envolto e controlado por linhas de passe constantes e até confortáveis dos vikings da Copa. PVC Principal problema do Brasil não é falta de jogador Mauro Cezar Espanha avança e joga melhor do que no início João Paulo Charleaux Trump vira a mesa e dá um golpe no futebol Helton Gomes Altman e Trump arquitetam dividir riqueza da IA Martin Odegaard, claro, tem o destaque por ser o camisa 10 do time e compôs as duas principais conexões da Noruega: Berge-Odegaard (33 passes) e Odegaard-Berge (28 passes). Juntas, essas duas linhas representam 11% dos passes trocados pela Noruega no jogo, segundo números da Fifa. Em contraste, a principal linha de passe do Brasil passou longe dos meio-campistas centrais. Foi entre Rayan e Danilo, com 11 passes (3,8%). A segunda ficou na outra extremidade esquerda, de Douglas Santos para Vini Jr: 9 passes (3,1%) do total. Olhando os números da Noruega, não foi um jogo que ficou parado e restrito entre os zagueiros, mas envolveu os articuladores. Sander Berge foi o jogador que mais deu passes certos no jogo (117), seguido por Odegaard (111). Haaland, da Noruega, comemora classificação contra o Brasil na Copa do Mundo Imagem: REUTERS/Dylan Martinez Continua após a publicidade A dupla também ocupou os dois primeiros lugares entre os alvos de passes do time: 110 para Berge e 98 para Odegaard. Outro dado que aponta a permissividade do meio-campo e da falta de marcação alta do Brasil: o zagueiro Marquinhos foi quem mais recuperou posse de bola no time brasileiro — dez vezes. Ou seja, o Brasil só tomava uma atitude mais drástica quando a bola chegava mais perto da última linha defensiva. Para se ter uma ideia da diferença de comportamento, Casemiro foi quem mais recuperou posse de bola no jogo contra o Japão, com sete retomadas, segundo a Fifa. O Brasil não se complicou só com o jogo no meio-campo. No segundo tempo, com mudanças de Ancelotti e substituições dos pontas noruegueses, o jogo passou a chegar mais frequentemente para as laterais do Brasil. Mesmo entrando no intervalo, Schjelderup foi o jogador que mais tentou cruzamentos na Noruega. Foram três tentativas. Numa delas, achou a cabeça de Haaland, e a Noruega fez 1 a 0. O centroavante, inclusive, foi o jogador da Noruega que menos deu passes no jogo — desconsiderando o zagueiro Ostigad, que entrou no fim e não tocou na bola. Continua após a publicidade Foram só 11 passes dados pelo camisa 9. Mas a estatística mais importante, claro, são os dois gols que levaram a Noruega às quartas e eliminaram o Brasil da Copa. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Aposta do Rio acerta Lotofácil e leva sozinha prêmio de R$ 1,9 milhão; veja Vídeo mostra momento da queda de avião em praia no litoral de SC Exército entrega 6 armas de Bolsonaro à PF, mas diz que faltam 2 'Respeito a Dilma, mas ela nunca mais falou comigo', diz Temer Justiça solta PM horas após matar mulher em posto no Ceará: 'réu primário'