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A grande novela da disputa judicial pela liberação do Maracanã para o confronto entre Vasco e Boca Juniors , pelas semifinais da Sul-Americana , virou tema de debate no programa News Esporte, do UOL . Julio Gomes, comentarista de futebol, criticou o posicionamento de Flamengo e Fluminense na situação.
O jornalista destacou que as redes sociais têm grande poder sobre a opinião pública, o que acaba impedindo a postura de dirigentes e diretores dos clubes de futebol quando necessária atualmente.
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Inicialmente, Julio Gomes ironizou os torcedores que disparam opiniões nas redes sociais por meio de brincadeiras e ironias com a imagem do clube. O jornalista apontou que percebeu uma "falta de opinião" pública:
- Eu acho engraçado como uma parte do torcedor de futebol hoje, a parte que se manifesta online, virou gado. Todo mundo espera para ver o que o clube vai falar para eles falarem. Quando o clube se manifesta, aí começam a aparecer os influenciadores nas redes sociais para falar dessas coisas. Eles fazem o trabalho de espalhar a informação de forma única. Parece que ninguém tem mais opinião sobre nada, esperando chegar os memes no privado. - disparou Julio.
Posteriormente, o comentarista mencionou a situação entre o Vasco e seus rivais cariocas, em uma disputa judicial pela liberação, ou não, do Maracanã para a partida contra o Boca Juniors pela Sul-Americana:
- É um escárnio que o Vasco não possa jogar no Maracanã. Lá atrás, quando o Maracanã foi construído com dinheiro público, tinha dinheiro de torcedor do Vasco aí também, de toda a sociedade carioca. É óbvio que não é gramado, é óbvio que é picuinha de treinador de clubes, e isso é uma pequena historinha que explica bem por que o futebol brasileiro está onde está. É a incapacidade de negociar, exercer empatia e entender que às vezes o coletivo deveria se sobrepor ao interesse individual - completou o especialista em futebol.
A controvérsia teve início diante da impossibilidade de o Vasco atuar em São Januário , cuja capacidade atual não alcança o limite mínimo de 30 mil espectadores exigido pela Conmebol para a fase semifinal. A solicitação formal feita pelo presidente vascaíno, Pedrinho , foi vetada inicialmente pela administração gerida por Flamengo e Fluminense , sob a alegação de preservação do gramado.
O impasse gerou uma intensa batalha nos tribunais. O Vasco obteve uma liminar liberando a praça esportiva e comercializou mais de 46 mil ingressos em poucas horas. No entanto, o consórcio derrubou a decisão no plantão judiciário, citando preocupações de segurança pública, já que o Maracanãzinho abrigaria no mesmo dia um clássico entre Flamengo e Botafogo pelo NBB .
Diante da indefinição e do risco de estouro dos prazos regulamentares, a Conmebol chegou a sinalizar a transferência do confronto para o Paraguai . O cenário foi contornado após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ( TJ-RJ ) dar o veredito final favorável ao Vasco, garantindo a realização da partida contra o Boca Juniors no Estádio do Maracanã , no dia 20 de outubro de 2026.