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Análise dos Times

Bolivia

Principal

Motivo: O artigo foca na história e nas chances da Bolívia de se classificar, destacando a altitude e jogadores históricos e atuais a favor da equipe.

Viés da Menção (Score: 0.8)

Motivo: Brasil é mencionado como adversário da Bolívia, mas o foco não está na sua performance ou análise, apenas no contexto do jogo.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

santos copa do mundo brasil america mg miguelito colombia la paz bolivia eliminatorias venezuela el alto marco etcheverry

Conteúdo Original

O jogo de despedida das eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo-2026 pode até não ter lá uma grande importância para a seleção brasileira. Em compensação, vale tudo para sua adversária. Para a Bolívia, o que estará em jogo no estádio Municipal de El Alto, na terça-feira, é a possibilidade de unir-se aos melhores times de futebol do planeta depois de mais de 30 anos de espera. Independente do que aconteça nesta semana, os bolivianos ainda não conquistarão a vaga para a Copa. Mas, caso derrotem o Brasil e a Venezuela não ganhe da Colômbia, em casa, ganharão uma segunda chance na repescagem mundial, que classificará mais duas seleções para o torneio, em março do próximo ano. E assim, poderão continuar sonhar por mais alguns meses em repetir o feito de 1994, quando foram pela última vez ao Mundial (curiosamente, também jogado nos Estados Unidos) com ajuda do "céu" e também de um certo "Diabo". A classificação da Bolívia para sua única Copa foi um presente do alto ou, para ser mais preciso, da altitude de 3.650 metros de sua capital, La Paz. Jogando lá em cima, onde o ar é mais rarefeito e a bola corre em uma velocidade diferente do habitual, os bolivianos tiveram uma campanha perfeita como mandantes e venceram todos os jogos que disputaram nas eliminatórias de 1994 (até mesmo o Brasil). Desta vez, o fator casa/altitude também tem sido determinante para a Bolívia. Só três dos 17 pontos somados no qualificatório foram conquistados longe dos seus domínios. E a seleção da camisa verde dobrou a aposta naquilo que tem de melhor. Desde setembro passado, manda seus jogos em El Alto, cidade localizada ainda mais "perto do céu" que La Paz, e que tem seu estádio construído 4.150 m acima do nível do mar (é o segundo mais alto do mundo inteiro). A altitude foi essencial, é claro. Mas a Bolívia jamais teria disputado uma Copa se não fosse por um camisa 10 cabeludo e apelidado de "El Diablo" (O Diabo, em tradução para o português). Marco Etcheverry é provavelmente o maior nome que o futebol boliviano já produziu. Ele jogou entre 1986 e 2004 e obteve um feito raro para atletas do seu país: atuou no primeiro escalão da Europa. Na temporada 1992/93, disputou o Campeonato Espanhol pelo Albacete. O "Etcheverry" da vez para Bolívia é Miguelito, meia-atacante formado nas categorias de base do Santos e que ainda hoje atua no Brasil (joga a Série B pelo América-MG). Ele já marcou seis vezes nas eliminatórias da América do Sul e é o terceiro colocado na artilharia do torneio. A disputa entre Venezuela e Bolívia para definir quem será o representante da Conmebol na repescagem mundial é a única briga ainda em aberto para a última rodada das eliminatórias sul-americanas. As seis vagas diretas destinadas ao continente para a Copa-2026 já foram preenchidas com antecedência e ficaram com Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Paraguai e Uruguai. Além das seis seleções sul-americanas e os três países anfitriões (Canadá, Estados Unidos e México), Nova Zelândia, Marrocos, Japão, Irã, Coreia do Sul, Austrália e os estreantes Jordânia e Uzbequistão também estão com o passaporte carimbado para o torneio. O Mundial do próximo ano será o primeiro com a participação de 48 equipes (16 a mais do que no formato que imperou entre França-1998 e Qatar-2022). Seu início está marcado para 11 de junho, na Cidade do México. E o MetLife Stadium, em Nova Jersey, receberá a decisão, no dia 19 de julho.