🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Novorizontino

Principal

Motivo: O artigo foca na perspectiva e no sentimento do técnico Enderson Moreira e na conquista do Novorizontino, exaltando o feito histórico da equipe do interior.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Motivo: O Palmeiras é apresentado como o favorito, reconhecendo sua qualidade e experiência, mas sem detrimento ao mérito do Novorizontino. O tom é de respeito.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: A menção ao Santos é histórica, relacionada a uma mágoa passada de Enderson. A análise é neutra sobre o clube em si, focando na emoção do treinador.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Corinthians Santos Palmeiras Abel Ferreira Gustavo Gómez Filipe Luís Novorizontino Campeonato Paulista Enderson Moreira

Conteúdo Original

Novorizontino se prepara para enfrentar o Palmeiras na final do Campeonato Paulista Com 15 anos de carreira como técnico, Enderson Moreira está apenas pela segunda vez na disputa de um Campeonato Paulista. A competição, aliás, traz lembranças amargas para o treinador, que tem a chance de enterrá-las no comando do Novorizontino , na decisão contra o Palmeiras . Em 2015, mesmo invicto no estadual (com uma campanha de cinco vitórias e dois empates), Enderson foi demitido do Santos . O Peixe foi campeão naquele ano e o treinador reconheceu uma frustração por não ter tido a oportunidade de comandar a equipe na fase decisiva do campeonato. – Tive uma participação no Campeonato Paulista em 2015. Estava no Santos, liderando o campeonato e fui mandado embora naquele momento. O time foi campeão depois e sempre ficou um gostinho de não ter disputado a final, a fase decisiva. Mas acho que o tempo sabe de todas as coisas – disse. 1 de 2 Enderson Moreira em coletiva da final do Paulista — Foto: Thiago Ferri Enderson Moreira em coletiva da final do Paulista — Foto: Thiago Ferri Veja também + Como o Novorizontino foi da 2ª divisão à final do Paulistão + Ingressos esgotados para 2º jogo da decisão + Tigre não deve pagar multa para ter Rômulo na final Durante a coletiva que antecede às finais do Campeonato Paulista, o técnico do Tigre admitiu surpresa com a chegada da equipe à decisão. Enderson citou a reformulação do elenco após o fim de 2025 e a rápida adaptação dos jogadores que chegaram nesta temporada. – Confesso que é muito surpreendente para todos nós a chegada à final pela qualidade da competição e das equipes que enfrentamos. Temos muita noção disso, mas não canso de enaltecer os atletas, a forma como eles conseguiram em tão pouco tempo, pois passamos por uma grande transformação. São mais de 18 saídas e umas 20 chegadas em um espaço de tempo muito curto. Foi um trabalho que deu liga muito rápido. Mantivemos uma espinha dorsal e buscamos atletas que tinham características e possibilidade de nos auxiliar dentro da ideia que temos de jogo. Mas também que servissem ao Grêmio Novorizontino no decorrer da temporada, pois sabemos que o treinador às vezes não tem a condição de fazer um trabalho tão a longo prazo como acontece com o Abel, que é um exemplo para todos. 2 de 2 Robson, Enderson Moreira, Abel Ferreira e Gustavo Gómez em coletiva da final do Paulista de 2026 entre Novorizontino e Palmeiras — Foto: Thiago Ferri Robson, Enderson Moreira, Abel Ferreira e Gustavo Gómez em coletiva da final do Paulista de 2026 entre Novorizontino e Palmeiras — Foto: Thiago Ferri Veja outros assuntos da coletiva de Enderson Moreira: Satisfação com campanha – Me sinto extremamente realizado, pois é uma região que vive futebol, um clube que é muito correto em suas ações. Tudo o que promete, cumpre, tem pessoas investimento tempo e dinheiro para que as coisas possam acontecer. E sabemos que é um momento muito especial. Uma equipe do interior conseguir chegar a uma final é um feito. Temos dois jogos extremamente difíceis, temos consciência disso. O quão qualificada é a equipe do Palmeiras, que se conhece, tem muitas alternativas e sabe o que fazer dentro de campo. Mas estamos aqui para fazer o nosso melhor e, quem sabe, poder buscar o título, que seria muito especial não apenas para o Enderson, mas para o Grêmio Novorizontino e toda a região. Demissão de Filipe Luís – É claro que deve estar sendo muito difícil para o Filipe. É a primeira demissão dele como treinador, mas com certeza não será a última. Posso falar de carteirinha. Vamos percebendo que o futebol brasileiro não é para amadores. As pessoas que vêm de fora muitas vezes têm dificuldade para entender como as coisas acontecem aqui. O futebol tem uma gama de variáveis e, por mais que tenhamos a semana inteira para treinar, pensasse em todas as possibilidades e prevesse tudo o que pode acontecer, eu não teria controle sobre essas ações. É um jogo de 22 atletas interagindo em um espaço gigante. – Quem tem maior investimento vai ganhar? De 2003 para cá, na era dos pontos corridos, quantos campeões diferentes não tivemos? Quantas equipes que achávamos que não poderiam vencer e venceram? Veja as nossos resultados e conquistas no campeonato mundial. Costumo dizer que quando mais precisamos de apoio é quando menos temos. É justamente no tempo ruim que apanhamos mais, todo mundo protesta, invade CT e faz de tudo para que você se sinta o pior da face da terra. E uma hora você começa a acreditar que tudo o que fez, está errado. Rômulo na final? – O Rômulo está bem. Temos uma questão contratual que estamos discutindo. Seja R$ 1 milhão ou R$ milhões é muito dinheiro para uma equipe como o Novorizontino. É claro que lamentamos profundamente se não conseguirmos contar com ele. Sempre queremos contar com os grandes jogadores neste momento, mas há um contrato e o Novorizontino é honesto ao cumprir o que é determinado. Isso está em estudo, em avaliação e, se ele não jogar, como não jogou no primeiro jogo, não podemos ficar lamentando ausências. Temos enaltecer quem terá a oportunidade de representar bem a equipe e é assim que eu trabalho. Temos outros desfalques importantes e esperamos que o atleta que vá entrar entregue o seu melhor porque todos eles estão preparados para isso. Favoritismo do Palmeiras – É claro que temos um grande favorito, e é uma responsabilidade. Mas isso não quer dizer que já está ganho, que temos algum tipo de situação motivacional. É algo notório e evidente. Como também as outras equipes eram favoritas contra nós. Fala-se muito de posse de bola e eu me permito não ter a posse em zonas que, para mim, não fazem muita diferença, não me machucam. Não somos uma equipe que fica só lá atrás se defendendo. Os adversários não têm grandes oportunidades contra nós. Temos controle de alguns espaços que achamos importantes. – Sabemos jogar, pressionar, encurtar o campo. Às vezes não conseguimos, os adversários têm condição de nos jogar para trás, mas sabemos nos defender também. Temos uma equipe que comporta boas possibilidades em quase todas as faixas do campo. Temos transição, bola parada, temos qualidades. Acho que a equipe demonstrou todo esse potencial ao longo da competição. Quando precisamos ser o controlador do jogo, conseguimos fazer isso, criar chances mesmo contra adversário que estavam mais baixos. E quando não conseuimos fazer, soubemos tirar os espaços que são principais dos nossos adversários. Temos muita consciência do favoritismo, mas como foi falado, é um jogo e, nele o adversário pode não ser tão eficiente e você conquistar um resultado importante. Mas é claro que em dois jogos a dificuldade é muito maior. Quando caiu a ficha da classificação – Acreditei só quando acabou o jogo contra o Corinthians. E vou confessar que quando cheguei em casa, achei que estava sonhando ainda, pensando que não era possível ter conseguido esse feito. Nosso pensamento, no primeiro momento, pela fórmula do campeonato, dando muita chance para concorrentes diretos, era de muita preocupação. Até pelo pouco tempo de treinamento, só a partir do dia 3 de janeiro tivemos todos os jogadores à disposição, foi feita uma reformulação. Mas a partir da chegada dos jogadores começamos a perceber que as coisas poderiam caminhar bem. – Iniciamos com uma derrota no último minuto, contra o Santos, mas ali tivemos uma ideia muito clara, pois o time jogou bem, criou situações. Então vimos que estávamos no caminho certo e aí foi um jogo de cada vez. Não comemorando demais as vitórias e sabendo lidar com naturalidade com as derrotas, sem criar nenhum monstro ou querer mudar tudo.