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Só para assinantes Assine UOL Opinião O choro de um gênio Yara Fantoni Colunista do UOL 19/07/2026 19h52 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Messi chora após Espanha x Argentina, final da Copa do Mundo Imagem: Reprodução/YouTube Há dez anos, Lionel Messi saiu do MetLife Stadium derrotado e anunciou ao mundo: "Acabou a seleção para mim". Não era apenas a dor de um pênalti perdido diante do Chile. Era o peso de quatro finais perdidas, das comparações com Maradona e da sensação de que, por maior que fosse seu talento, jamais seria suficiente para seu próprio país. Mas o futebol, às vezes, escreve capítulos que desafiam qualquer roteirista. Messi voltou. Porque amava a camisa argentina. Porque ouviu o apelo de um povo. Porque ainda havia uma história a ser contada. Vieram novas decepções, até que o destino resolveu lhe fazer justiça. Juca Kfouri A Espanha é bi em tarde lamentável da Argentina Yara Fantoni É inadmissível Rodri ser eleito melhor da Copa Arnaldo Ribeiro Paredes é um jogador medíocre, desleal Milly Lacombe As lágrimas de Messi e de Scaloni A Copa América de 2021, a Finalíssima, a inesquecível Copa do Mundo de 2022 e a Copa América de 2024 transformaram o ídolo contestado em herói eterno. E foi justamente no MetLife Stadium, dez anos depois daquela despedida interrompida, que a vida lhe reservou o último ato. A Argentina perdeu a final para a Espanha. O placar ficou para os livros. As lágrimas de Messi, para a memória. Não era o choro de quem fracassou. Era o choro de quem se lembrava de tudo o que viveu. Do garoto que deixou Rosário para conquistar o mundo. Do camisa 10 que ouviu que nunca seria Maradona. Do homem que um dia desistiu da seleção e voltou apenas porque amava demais seu país. Hoje, Messi não chorou apenas pela derrota. Chorou porque compreendeu que toda jornada, por mais gloriosa que seja, também chega ao fim. Os companheiros tentavam consolá-lo. A torcida o aplaudia de pé. E, por alguns instantes, o resultado parecia pequeno diante da grandeza daquele homem que, durante quase duas décadas, carregou a esperança de uma nação inteira. Continua após a publicidade Há derrotas que diminuem um atleta. Outras o eternizam. Messi deixou o gramado sem a última taça que sonhava levantar. Mas saiu carregando algo muito maior: o respeito de um povo que um dia o cobrou, depois o abraçou e, enfim, aprendeu a amá-lo como um dos maiores da história. O rei não encerrou sua caminhada com uma vitória. Encerrou com lágrimas. E, curiosamente, foi justamente nelas que ficou evidente sua maior conquista: mostrar que até os imortais choram quando o amor por uma camisa fala mais alto do que qualquer troféu. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora PVC: 'A gente tem que redescobrir o futebol da América do Sul como cultura' Rodri é eleito o melhor jogador da Copa e levanta a taça pela Espanha; veja EUA voltam a atacar o Irã pela nona noite consecutiva Scaloni chora após perder final pela Argentina: 'Me dói a alma' Campeão pela Espanha diz ter Neymar como ídolo: 'Espero que esteja vendo'