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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Grandes seleções mudam perfil, e Copa terá guerra de técnicos de ponta Rafael Reis Colunista do UOL 10/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti é um dos treinadores medalhões que estreiam em Mundiais Imagem: REUTERS/Pilar Olivares Para tentar acabar com um incômodo jejum de 24 anos e, enfim, colocar a sexta estrela no peito, o Brasil resolveu radicalizar e investiu todas suas fichas na contratação de um técnico que já venceu os cinco principais campeonatos nacionais da Europa e com três títulos da Liga dos Campeões da Europa no currículo. Mas engana-se quem pensa que Carlo Ancelotti reina sozinho nos bancos de reservas da Copa do Mundo. Em menor ou maior escala, Inglaterra, Alemanha e até o anfitrião Estados Unidos tomaram decisões semelhantes à dos pentacampeões mundiais. Se o futebol de seleções tradicionalmente fica nas mãos de treinadores de menor relevância no cenário global (ex-jogadores de grande identificação com seus países ou profissionais que não tiveram carreira mais do que mediana em clubes), desta vez a história é um pouco diferente. Juca Kfouri A capa de jornal que os Estados Unidos merecem Ricardo Kotscho Agora réu julga juiz, e Vorcaro inocenta Moraes Sakamoto Aberta temporada eleitoral da melancia no pescoço João Paulo Charleaux O esporte como arma nas mãos de Trump Além de Ancelotti, há pelo menos mais três técnicos no Mundial-2026 acostumados a trabalhar em clubes de ponta do futebol internacional, com títulos importantes e campanhas de destaque da Champions na conta: Thomas Tuchel, Julian Nagelsmann e Mauricio Pochettino. Treinador da Inglaterra há menos de dois anos, o alemão Tuchel foi campeão europeu com o Chelsea, levou o Paris Saint-Germain à sua primeira final do torneio interclubes mais importante do planeta e também faturou uma Bundesliga com o Bayern de Munique. Na Allianz Arena, o hoje comandante do English Team sucedeu justamente Nagelsmann, que está desde 2023 dirigindo a Alemanha. Apelidado de "Baby Mourinho" no começo da carreira, ele também foi campeão alemão com o gigante bávaro e conseguiu colocar o RB Leipzig entre os semifinalistas da Champions em 2019/20. Assim como os três nomes citados acima, Pochettino também é estreante no futebol de seleções. Antes de assumir a seleção norte-americana, em 2024, teve passagens por Tottenham, PSG e Chelsea. Foi o técnico argentino quem levou o Tottenham até uma final de Liga dos Campeões (2018/19). O badalado trio de ataque formado por Kylian Mbappé, Lionel Messi e Neymar também nasceu durante sua gestão em Paris. Além dos quatro treinadores moldados no escalão mais alto do futebol de clubes, que atrai nomes mais badalados porque paga salários melhores, a Copa-2026 tem pelo menos mais dois profissionais dos bancos de reservas que ascenderam na profissão graças ao que fizeram no universo das equipes nacionais. Continua após a publicidade Relacionadas Copa tem quase 300 jogadores 'estrangeiros' e França com mais de 3 seleções Janela movimenta R$ 7,7 bi antes de abrir; veja os brasileiros mais caros Olho neles: 7 estreantes que prometem dar o que falar na Copa do Mundo Tratado nos últimos meses como candidato a dirigir o Real Madrid, Didier Deschamps já ganhou um Mundial (2018) e foi vice de outro (2022) com a seleção francesa, da qual irá se despedir assim que a competição deste ano chegar ao fim. Já Lionel Scaloni assumiu a Argentina como interino, conseguiu construir o time mais coeso de toda "era Messi" e faturou o Qatar-2022 para mudar de vez de status. A maior de todas Marcada pela ausência da Itália e pelas semanas e mais semanas de incerteza sobre a participação do Irã, ainda em guerra com os norte-americanos, a Copa-2026 será a mais grandiosa já realizada. Pela primeira vez na história, terá jogos espalhados por três países diferentes: Canadá, EUA e México. Também estabelecerá novos recordes de número de seleções participantes (48, contra 32 das últimas sete edições do torneio), jogadores inscritos (mais de 1.200) e partidas disputadas (104). O pontapé inicial está marcado para amanhã, 11 de junho, e será dado no estádio Azteca, na Cidade do México, com a partida entre a seleção da casa e a África do Sul. A final será nos EUA, em Nova Jérsei, no dia 19 de julho. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rafael Reis por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Marta dispara contra arbitragem após derrota do Brasil: 'Uma palhaçada' 'Nunca vi gemer tanto': peguei meu amigo enquanto minha esposa viajava STJ absolve homem de 18 anos que tem relação e filho com menina de 13 no PR A capa de jornal que os Estados Unidos merecem Brasileiras jogam mal e perdem com recorde de público