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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Fifa tem festival de erros em primeiro dia da Copa dos problemas inéditos Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 10/06/2026 16h34 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Gianni Infantino, presidente da Fifa, na primeira confereência da Copa Imagem: Julio Gomes/UOL Gianni Infantino se apresentou para a conferência da Copa do Mundo num centro de imprensa improvisado. Seu discurso não foi de improviso. Começou pedindo para que os credenciados falassem apenas de futebol. Quando foi questionado sobre como será a Copa do Mundo respondeu: "Não entendo muito de futebol, tenho assessores que entendem e me ajudam". Ele não podia falar só sobre futebol, na primeira Copa do Mundo com um país-sede em guerra com um dos classificados para a disputa do torneio. Então, tratou de sair pela tangente. Falou na abertura sobre a negativa da entrada do árbitro da Somália, Omar Artan. Sobre isto, disse ter tentado solucionar a questão e lamentou não ter conseguido. Em seguida, disse que não é rei e respeita decisões dos governantes dos três países-sede. Tatiana Farah A boa e a má notícia da Quaest para Flávio José Fucs A guinada woke da Justiça vai além do caso Borel Alicia Klein Vai começar a Copa do Mundo da xenofobia Milly Lacombe Americanas fizeram pacto obsceno com arbitragem Falou sobre a importância do México e do Estádio Azteca, onde Pelé e Maradona ganharam o torneio. Tocou na Copa de 1970, sua família, imigrante italiana na Suíça relata festa sobre a Itália chegando à final e o encanto com Pelé. Antes e durante a conferência de Gianni Infantino, o ambiente teve festival de erros. A internet do Centro de Mídia não funcionava e assim foi até dez minutos antes do início da entrevista. Como a sala de coletiva era pequena, informou-se aos não credenciados que as imagens e áudio seriam disponibilizados nas telas de televisão do Media Center. No início da conferência, só áudio. Minutos depois, o barulho agudo tomou conta do ambiente e o som desapareceu. Com vinte minutos da conferência, que durou mais de uma hora, a imagem de Infantino apareceu nas telas. O áudio, não. Era possível se aproximar do local da entrevista e ouvi-lo falar à distância. Mas os equipamentos não estavam disponíveis, como foi anunciado. Se o problema fosse apenas tecnológico, resolver-se-ia até o dia da inauguração da Copa, quinta-feira. A questão é política. O Irã tem vistos de 36 horas para entrar nos Estados Unidos, jogar e voltar para o México. Se o espírito esportivo, Fair Play, é condição da Fifa e deu origem às regras do futebol, a diferença de condições de entrar e sair nas cidades onde se vai jogar torna tudo desproporcional. "As coisas estão sendo positivas, nas medidas em que podem ser", disse Infantino. A Copa dos três países começa com constrangimento. Mais do que isso, com problemas inéditos na história dos Mundiais. Como o país sede estar em guerra e só var vistos de 36 horas a integrantes de uma delegação que viaja o mundo para jogar futebol. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora A boa e a má notícia da pesquisa Quaest para Flávio Bolsonaro Ex-presidente da Fifa detona Infantino por árbitro barrado da Copa: 'Grave' Morta a tiros, influenciadora do agro relatou intimidação semanas antes Infantino diz que Fifa tentou resolver caso de árbitro barrado: 'Uma pena' Maior cemitério de baleias do mundo pode ter 10 milhões de carcaças