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Futebol Preparador do Fla sobre 'cola' de batedores a Rossi: 'Só um lembretezinho' Bruno Braz e Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 10/03/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Preparadores Thiago Eler e Fabio Pacobahyba mostram 'colinha' dos batedores do Fluminense a Rossi Imagem: Reprodução / TV Globo Mais uma vez, Rossi decidiu a favor do Flamengo em uma disputa de pênalti. A mais nova aconteceu no último domingo, no título carioca, quando defendeu as cobranças de Guga e Otávio e contou com uma generosa ajuda de seus preparadores Thiago Eler e Fabio Pacobahyba, que lhe forneceram uma "colinha" dos batedores do Fluminense. Momento de pressão dos bastidores é levando em consideração A prática da "cola" não é algo específico do Flamengo. A grande maioria dos clubes, no futebol atual, se utiliza deste artifício, que é municiado por softwares de estatísticas num trabalho em conjunto entre os preparadores de goleiros e os analistas de desempenho. Porém, a influência deste trabalho varia de goleiro para goleiro. Alguns gostam de fazer esse estudo antes das cobranças, outros optam pelo feeling de momento. Daniela Lima 'Não sou desertor', disse Haddad sobre candidatura Marco Antonio Sabino PCC é grupo terrorista há anos; governo não sabe? João Paulo Charleaux Decisão de Trump sobre facções acerta na eleição Mauro Cezar Flu perdeu a ótima chance de derrotar o Fla em crise No Flamengo, além das informações frias dos números, há uma análise sobre em que momentos foram cobrados os pênaltis dos jogadores adversários, levando em consideração os que aconteceram em situações de maior pressão. Ali foi só um reforço, um lembretezinho. A gente dá um lembrete daquilo que tem sido combinado, e quando é preciso, a gente mostra essa imagem. Na realidade é uma atividade nossa, até pelo acesso mais fácil às informações. Thiago Eler, preparador de goleiros do Flamengo, ao UOL Rossi defende pênalti contra Fluminense na final do Campeonato Carioca Imagem: Alexandre Loureiro/AGIF Mesmo com a tecnologia a favor, alguns jogadores têm informações mais restritas. Ou por variarem bastante nas cobranças ou por não terem um histórico amplo, já que não costumam se colocar em batidas de pênaltis. Dentro das possibilidades no jogo, a gente acaba, através de uma ferramenta, buscando o máximo de informações e cobranças, mas a gente filtra um pouco também, até para não ficar maçante. Ele (software) pega batidas de quem, na realidade, tem cobranças de pênaltis, porque tem jogadores que acabam não tendo. Nem em decisão e nem durante a partida. Às vezes, tem alguma cobrança ali na base, então a gente tenta ter o maior número de informações, só que tem caras que têm uma quantidade muito grande e variam bastante o lado das batidas, o que acaba dificultando uma tomada de decisão. Thiago Eler, preparador de goleiros do Flamengo, ao UOL Continua após a publicidade Relacionadas Léo Pereira sobre reencontro do Fla com Gerson e Tite: 'Bicho vai pegar' Pedro cita Filipe Luís após título do Flamengo: 'Compartilha com ele' Alfinetadas pós-título do Flamengo revelam que crise ainda não foi superada Mesmo com informações valiosas, há um cuidado de transmiti-las de um modo que não atrapalhe o goleiro mentalmente e em sua concentração. Na verdade temos alguns indícios dos lados que o cara pode bater, mas sabendo que a decisão ali é do goleiro, ainda mais se tratando do Rossi, que é um especialista. A gente tenta reunir essas informações para que também não atrapalhe o goleiro. A ideia é que a gente possa clarear um pouco mais a mente dele e que ele tenha uma maior frieza. Ele (Rossi) é um cara que está acostumado com isso, a tomar as melhores decisões. Thiago Eler, preparador de goleiros do Flamengo, ao UOL Montagem é feita próxima do jogo: 'O bom seria não usar' Rossi é abraçado por companheiros do Flamengo após ser herói em final contra o Fluminense Imagem: Alexandre Loureiro/AGIF No Flamengo, a lista com os possíveis batedores é feita próxima do jogo. Dependendo do horário das partidas, até mesmo no dia do duelo. Continua após a publicidade É um trabalho de muitas mãos, que eu acho que, em especial dos goleiros ali, que acabam comprando a ideia. A gente faz uma reunião um dia antes. Dependendo do horário do jogo, no próprio dia ali na parte da manhã ou pós-almoço. Separamos esse material juntamente com o pessoal da análise. A gente dá uma filtrada nas informações que a gente quer passar aos goleiros. Thiago Eler, preparador de goleiros do Flamengo, ao UOL Eler brinca que o ideal é não precisar usar a tal "cola", já que este recurso é acionado, na maioria das vezes, quando alguma decisão vai para as penalidades: "A gente acaba sendo só um reforço ali naquele momento das penalidades. Primeiramente falo que, para nós, o bom seria não usar, que a partida encerrasse e não precisasse dos pênaltis sabendo da capacidade da nossa equipe de fazer um gol e decidir antes, mesmo sabendo que o Rossi é forte nos pênaltis. Na verdade a gente trabalha para que, durante a partida, ele faça uma grande apresentação", disse Eler, citando uma defesaça feita por Rossi no tempo normal, em chute de Lucho Acosta no canto: Naquele caso ali foi uma defesa com um grau de dificuldade muito alto. Senão, talvez, nem para os pênaltis iria, apesar de que, na minha visão, embora o jogo tenha sido equilibrado, o Flamengo foi melhor. Thiago Eler, preparador de goleiros do Flamengo, ao UOL Rossi: 'Tem uma preparação psicológica também' 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Continua após a publicidade Presente na premiação do Campeonato Carioca ontem, Rossi afirmou que também há uma preparação psicológica. É óbvio que quando você tem uma decisão de pênaltis, sempre se prepara para uma possível ocasião dessas. E ontem, graças a Deus, saímos vitoriosos. Não como no final do ano passado, que a gente ficou na porta de ser campeão do mundo, também nos pênaltis (quando perdeu para o PSG), mas acontece. Tem uma preparação. Tem uma questão também, obviamente, psicológica e tudo o que tem a ver com definir uma competição nas cobranças de pênaltis. Rossi Desde que chegou ao Flamengo, Rossi defendeu 12 pênaltis em 32 cobranças. Em 20 delas, ele acertou o canto. Além disso, uma batida foi para fora e outra na trave. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Neymar não jogará contra o Mirassol por controle de carga? Fachin vê crise do Master escalar, e Mendonça não dá sinais de recuo Frouxo, covarde: como foi o Sincerão antes do 8ª Paredão do BBB Mendonça autoriza Vorcaro a falar com advogados na prisão sem ser gravado Decisão de Trump sobre PCC e CV mira no terrorismo, mas acerta nas eleições