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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Por que Argentina joga por Messi e Portugal trava com Cristiano Ronaldo Rodrigo Mattos Colunista do UOL 22/06/2026 16h06 Deixe seu comentário Em sua segunda partida na Copa, a Argentina mais uma vez mostrou um time que joga para sua principal estrela Messi. O jogo de aproximação e passes tendem a acabar em uma conclusão do meia-atacante ou em uma assistência. Enquanto isso, Portugal tem vivido uma polêmica sobre a relação do jogo coletivo com a principal estrela Cristiano Ronaldo. Não é uma questão de ele ser um problema, mas o próprio estilo da equipe não tem encaixado no atacante. Ao assistir ao jogo argentino, não é difícil perceber a explicação para essa diferença. PVC Holanda é a melhor; Brasil crê que bate qualquer um Milly Lacombe Copa deixará legado de devastação de bets no país Alexandre Borges Por que a dívida do Credcesta era impagável Diogo Cortiz A IA que você usa pode ser desligada pelos EUA Prestes a fazer 39 anos, Messi tem a capacidade de se guardar para momentos cruciais, arrecadadas pontuais misturadas com boa parte do jogo andando. E o jogo de construção e passes da Argentina ajuda o veterano a aproveitar os espaços vazios abertos pela movimentação. Antes de fazer seu gol, já tinha se deslocado para receber um passe de Lautaro Martinez que quase resutou em gol. Depois, recusou e lançou Enzo Fernandez para depois aproveitar o rebote, que bateu na defesa. Aos 38min, Almada indicou uma jogada e deu em Medina, que cruzou para trás. Almada fez um corta-luz para Messi chutar no canto. Toda a movimentação gerou o espaço para o seu gol. O gol que o tornou o maior artilheiro das Copas. Enquanto isso, no primeiro jogo de Portugal, uma movimentação errada de Cristiano Ronaldo tirou a chance de Bruno Fernandes fazer o gol. Ele insistiu na conclusão em má posição, mas poderia ter se deslocado e deixado a bola passar para o companheiro melhor colocado. Depois do jogo, João Neves deu uma declaração bem normal, mas que dizia que Cristiano Ronaldo era mais um na seleção. Sofreu críticas em redes sociais. Já Francisco Conceição disse que o time não era obrigado a passar para o atacante. Continua após a publicidade Na Argentina, os jogadores não são obrigados a achar Messi. Mas a fluidez do jogo naturalmente caminha para isso, para encontra-lo nas brechas do campo. E ele contribui para o jogo coletivo. Tanto que o segundo de gol argentino se inicia em um passe brilhante dele para Julian Alvarez, que perde o gol diante do goleiro. No rebote, lhe dão a bola, e ele insiste até fazer o gol. Messi e a Argentina criaram uma simbiose em que um maximiza o potencial do outro. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora 'Misantropia': Tem muito mais coisa por trás do alerta do que você imagina Messi marca contra a Áustria, ultrapassa Klose e iguala Marta em artilharia Messi erra contra a Áustria e bate recorde de pênaltis perdidos em Copas Aposentadoria precoce e dívida: Por que artistas desistem cedo do K-pop? Promotor e defesa trocam ofensas em julgamento da morte de Gritzbach