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Só para assinantes Assine UOL Opinião Corinthians toma decisão certa com Memphis e futebol precisa cair na real Pedro Lopes Colunista do UOL 11/08/2026 17h29 Deixe seu comentário Memphis Depay antes de jogo do Corinthians Imagem: Reprodução/Instagram memphisdepay Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Corinthians tomou uma decisão certa e que se revelou mais difícil do que deveria ao encerrar as negociações pela renovação contratual com Memphis Depay. A realidade do clube é absolutamente incompatível com fechar um contrato de R$ 3 milhões mensais com um jogador de 32 anos, um gol e uma assistência na temporada. O alvinegro luta para se reestruturar em meio a uma crise financeira e institucional enorme. Hoje, segue um Regime Centralizado de Execuções - uma fila de credores com um plano estruturado para pagamento de R$ 190 milhões. A dívida total do clube é bem maior, em torno de R$ 2,7 bilhões. Enquanto luta para equacionar a fila e pagar uma pequena parte da sua dúvida, o Corinthians é frequentemente alvo de novas execuções. A título de exemplo, pouco antes da Copa do Mundo apresentou uma nova cobrança de R$ 3,7 milhões, originada em um empréstimo feito ao clube. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo A dívida de Garcia provavelmente ficará fora do RCE, e seguirá para cobrança judicial - a Laspro, administradora do plano de pagamento, peticionou a Justiça afirmando que é uma cobrança posterior à formação do plano e deve seguir separadamente. Há outros credores do Corinthians que tentam, na Justiça, fazer com que suas cobranças corram fora do Regime de Execuções. Na prática, cobranças fora do RCE têm a possibilidade de penhorar e congelar recursos do alvinegro - talvez alguns do que poderiam ser prometidos a Memphis. Com jogadores de grande repercussão, sempre surge a ideia de viabilizar financeiramente contratos monumentais por meio do apoio de parceiros e patrocinadores. O futebol brasileiro coleciona exemplos de fracassos dessa narrativa. No plano dos sonhos, São Paulo ia bancar Daniel Alves com parcerias. Na realidade, está pagando ele até hoje - deixou o clube em setembro de 2021. As parcerias em conjunto com Neymar mudariam o Santos de patamar. Na prática, o clube deve mais de R$ 80 milhões ao pai do atacante, e frequentemente atrasa pagamentos ao resto do elenco. Há outros pontos que poderiam ser abordados, como a desproporção entre os investimentos e os resultados esportivos, e a insistência de clubes em momentos financeiros e políticos turbulentos em buscar, em atletas renomados em fim de carreira, messias que dominem os noticiários. Continua após a publicidade O mercado da bola está extremamente inflacionado, em descompasso com a realidade da imensa maioria das profissões e segmentos, e se beneficiaria de uma boa dose de realidade. Memphis Depay é um bom jogador, com uma carreira respeitável, mas a resposta para os problemas do Corinthians passava longe dessa renovação. Era uma decisão mais fácil e clara do que parecia. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Pedro Lopes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo