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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte De Maradona a Messi e Bellingham: o peso do clássico Argentina x Inglaterra Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 12/07/2026 01h06 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Argentina e Inglaterra vão se enfrentar pela sexta vez em uma Copa do Mundo, com boa vantagem para os ingleses. Mas há confrontos antes e depois da Guerra das Malvinas, que mudaram completamente as relações nesse clássico. Para os argentinos, a vitória em todos os confrontos contra os ingleses virou questão de honra. PVC Messi lembra Maradona da Copa da Itália Casagrande O peso da história em Argentina x Inglaterra Juca Kfouri Hey, Jude, você salvou a pátria inglesa! Wálter Maierovitch Valdemar, candidato a criminoso habitual Tudo começou na Copa de 1962 (fase de grupos), com os ingleses vencendo os argentinos por 3 a 1, no resultado mais amplo entre eles. Em 1966, o confronto começou a ficar tenso porque a Inglaterra venceu por 1 a 0 nas quartas de final, partida que teve a expulsão do argentino Antonio Rattín. O camisa 8, muito aguerrido, foi o capitão da seleção tanto em 1962, no Chile, quanto em 1966, na Inglaterra. Quando foi expulso, Rattín saiu de campo, torceu a bandeira de escanteio (que tinha a estampa do Reino Unido) e se sentou no tapete vermelho reservado para a rainha Elizabeth 2ª, enfurecendo os locais. O ex-jogador morreu neste sábado (11), aos 89 anos. Mas a rivalidade pegou fogo de vez na Copa de 1986, no México, quando, nas quartas de final, as seleções decidiram uma vaga novamente, com vitória argentina por 2 a 1. Esse jogo aconteceu pouco tempo após a Guerra das Malvinas, vencida pelos ingleses. Esse foi o jogo que ficou marcado por dois motivos relacionados a Diego Maradona, que marcou duas vezes. Continua após a publicidade O primeiro foi o gol claramente com a mão que, incrivelmente, o árbitro não marcou, e ficou conhecido como "La Mano de Dios" (Mão de Deus). O segundo motivo é o gol em que Maradona arrancou de seu próprio campo, passou por vários adversários e marcou um dos gols mais bonitos da história das Copas do Mundo. Esse gol de Maradona e o de Carlos Alberto Torres na final de 1970, contra a Itália, estão entre os mais famosos da história do futebol mundial. Depois da Guerra das Malvinas e desse jogo no México, o clima do confronto pesou de vez. Tanto que, 12 anos depois, na Copa de 1998, na França, eles voltaram a se enfrentar nas oitavas de final. O jogo terminou empatado por 2 a 2, mas os argentinos venceram nos pênaltis e eliminaram os ingleses. Nesse jogo, o ainda jovem David Beckham caiu na provocação de Diego Simeone e foi expulso. Continua após a publicidade O último duelo em Copas ocorreu em 2002, na Copa da Coreia e do Japão, com vitória inglesa por 1 a 0 na fase de grupos, gol de pênalti de Beckham. Agora, em 2026, as duas seleções decidem pela primeira vez uma vaga na final da Copa do Mundo. De um lado, Lionel Messi; do outro, Jude Bellingham, os camisas 10 de suas seleções. O argentino já marcou oito gols na Copa e tem liderado sua equipe, que sofreu em todos os jogos desde a fase de dezesseis avos de final. O inglês fez seis gols, mas quatro foram entre as oitavas e as quartas de final. Ele foi o grande responsável por a Inglaterra eliminar primeiro o México, no Estádio Azteca lotado, e depois a forte Noruega de Erling Haaland, na prorrogação. A Argentina sofreu para avançar em todas as fases. Venceu Cabo Verde por 3 a 2 com um gol no fim da prorrogação e, pelo mesmo placar, derrotou o Egito de virada após estar perdendo por 2 a 0, marcando nos acréscimos do segundo tempo. A equipe também teve enormes dificuldades para eliminar a Suíça. Continua após a publicidade Mesmo com um jogador a mais após a expulsão por simulação do atacante suíço Breel Embolo, a partida continuou complicada, apesar do controle argentino. Os números mostram que, durante os 90 minutos e os acréscimos, a Suíça foi superior à Argentina. Mas é difícil resistir jogando com um jogador a menos contra uma seleção talentosa individualmente, capaz de decidir com um golaço como o de Julián Álvarez. O atacante finalizou colocado, mandando a bola no ângulo, sem chances para o goleiro. Depois, para sacramentar a classificação para a semifinal, Lautaro Martínez definiu a vitória por 3 a 1. Mais uma vitória apertada e sofrida, mas contundente, como é a característica da seleção argentina. Continua após a publicidade Chegam às semifinais quatro seleções que demonstraram nesta Copa que estão entre as melhores do mundo. França x Espanha, Argentina x Inglaterra. Sem favoritos, as quatro equipes jogam de maneiras diferentes e mostraram nesta Copa diversas alternativas para vencer uma partida e buscar o título mundial. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Argentina 3 x 1 Suíça | Melhores momentos | Copa 2026 Messi lembra Maradona da Copa da Itália e vai às semifinais com sofrimento Embolo joga de bandido e Messi está nas semifinais Argentina aproveita expulsão e elimina Suíça com gol épico na prorrogação Anticlímax! Conor McGregor lesiona o joelho em segundos e perde para Holloway no UFC 329