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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Casemiro, Endrick, uma entrada dura e a panela revelada Milly Lacombe Colunista do UOL 05/06/2026 10h26 Deixe seu comentário Endrick, durante amistoso do Brasil contra a Croácia Imagem: Richard Callis/Sports Press Photo/Getty Images Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× As imagens de Casemiro entrando em Endrick por trás e sem a bola (a linguagem do futebol precisa ser urgentemente estudada) causam impacto. Boleiros naturalizam e pedem que não exageremos. Acontece, é do jogo, acabou o drama. Mas, desse meu lado da mesa, o de jornalista, eu tendo a colocar as coisas em contexto e o contexto pede que analisemos o que Casemiro disse sobre Endrick em entrevista: "Não é do grupo". Depois, criticado, Casemiro explicou que estava querendo proteger Endrick. As imagens da entrada por trás não são imagens de uma liderança experiente que está protegendo o novato, muito pelo contrário. São imagens de força, violência e, se levarmos ao limite, deslealdade. Muito tem sido dito sobre Casemiro, mas eu queria falar de Endrick. Endrick não revidou, não reclamou, não xingou. Levantou e saiu jogando. Quem viu o treino disse que Endrick foi um dos melhores em campo. Antes disso, em um de seus primeiros jogos com Ancelotti pelo Real, Endrick também foi exposto pelo grupo como alguém que não pertence. Em um jogo da Liga dos Campeões contra o Stutgard, ele fez o gol em vez de passar para companheiros melhor colocados. Comemorou praticamente sozinho e levou pito de Ancelotti que, numa entrevista, disse que ele deveria ter tocado para quem estava sem marcação. Depois desse gol de Endrick pelo Real, coincidência ou não, ele não foi muito utilizado e acabou emprestado. Endrick não reclama; Endrick joga. Foi convocado porque está em forma e atuando com primor. É muito jovem mas tem a postura de um adulto maduro. Ao contrário de muitos dos demais. Casemiro, um dos líderes, é aquele que fez campanha por Neymar sabendo que alguém em melhores condições ficaria de fora. Disse que Endrick não era do grupo e deu a entrada por trás que todos vimos. Essas são as lideranças e esse é o grupo. O fato de Endrick não ser do grupo foi um elogio feito acidentalmente. A órbita da panela é forte e puxa todo mundo em busca de pertencimento, mas antes de entrar é preciso provar que o candidato suporta humilhações, sejam elas feitas com tapas na cara, entradas por trás ou declarações desleais. Endrick tem personalidade, talvez resista e ache o seu caminho. Mas só o tempo dirá. Milly Lacombe Casemiro, Endrick, entrada dura e a panela revelada Josias de Souza Feitiço do terrorismo pode enfeitiçar Flávio Bolsonaro Alexandre Borges Perdão de juíza a Monique é uma aberração jurídica Mariliz Pereira Jorge Caso Henry Borel: o perdão da juíza insulta as mulheres Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Hamilton lidera em Mônaco em dia de domínio da Ferrari e Audi no top 10 Dezenas de pessoas morrem de sede no deserto do Saara após pane em caminhão 10 sex toys para surpreender e deixar o Dia dos Namorados mais quente Flávio pede que STF declare Moraes suspeito para julgar Master e Vorcaro Quem Ama Cuida: personagem de Henrique Barreira vai destruir o tio sem dó