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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Periferia da bola mantém Brasil como maior exportador de jogadores do mundo Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 31/10/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Coreia do Sul reúne 131 brasileiros, incluindo Erick Farias, ex-Vasco, hoje no Ulsan Imagem: Reprodução/Instagram O Brasil continua sendo o maior exportador de jogadores de futebol do planeta. De acordo com o relatório nº 100 do CIES Football Observatory, são 3.020 atletas formados no país atuando no exterior entre 2020 e 2025. O número supera com folga França (2.293) e Argentina (2.171) e reforça a imagem de maior produtor de "pé de obra" mundial, alcançada pelo futebol brasileiro nas últimas décadas. Só que a liderança no ranking não se baseia nas estrelas que atuam por alguns dos maiores clubes do mundo, como Vini Jr. no Real Madrid, Raphinha no Barcelona, Alisson no Liverpool, ou Casemiro no Manchester United. PVC Após goleada, Palmeiras é favorito em qualquer partida A Hora Ação eleitoreira dá respiro a Castro e gás para direita André Santana Polícia de Castro não trouxe paz para a favela Ana Carolina Amaral Queda do desmate eleva capital político para COP30 É a periferia da bola que faz o Brasil continuar sendo o maior mercado exportador do mundo. Um raio-x dos jogadores que deixaram o país nos últimos anos deixa isso claro: Portugal continua sendo o principal destino dos jogadores brasileiros, tendo recebido 643 atletas desde 2020. Só que os países que vêm a seguir estão bem distantes da elite do futebol mundial. Matheus Thuler, ex-Flamengo, defende as cores do Vissel Kobe (JAP) Imagem: Reprodução/Instagram O segundo país que mais recebe brasileiros é o Japão, com 199 no mesmo período. Depois vem Malta — uma ilha no Mediterrâneo que nunca colocou uma equipe na fase final da Champions League —, com 139. Emirados Árabes (133) e Coreia do Sul (131) completam o top 5. Os dados são referentes a todas as divisões com registro profissional dos países citados. Dentre os países com as cinco maiores ligas do mundo, a Espanha é quem mais recebe brasileiros, com 114 desde 2020, em suas diferentes divisões. A Itália está em nono (108), a Inglaterra em 14º (84) e a França em 19º (67); a Alemanha nem aparece na lista, que tem os 20 maiores destinos. Continua após a publicidade Os donos da Ásia Apesar de Portugal ser há décadas a principal porta de saída para o jogador brasileiro, é a Ásia que torna os atletas do país os líderes do êxodo futebolístico no planeta. Anderson Oliveira, ex-Goiás, atua pelo Seoul, da Coreia do Sul Imagem: Reproduição/Instagram Entre 2020 e 2025, 1.027 atletas brasileiros chegaram ao continente oriental. Quem mais se aproxima deste número é a Espanha, com 243; a França completa o pódio, com 201. A seguir vêm Japão (153) e Coreia do Sul (141), que distribuem seus atletas pelos países vizinhos. Uma análise mais detalhada dos números mostra uma realidade que poucos conhecem e que se reflete em alguns exemplos: um deles é que há mais jogadores brasileiros jogando na Indonésia do que na Itália Outro, que o número de expatriados na Tailândia desde 2020 supera a cifra na Inglaterra. E, por fim, o estudo mostra que há mais brasileiros atuando no Vietnã ou em Hong Kong do que no futebol francês ou alemão. Continua após a publicidade Melhores oportunidades Mas, o que leva os brasileiros a deixarem o país rumo a países tão diferentes, desconhecidos e muitas vezes para jogar em clubes que têm pouca estrutura e participam de ligas de nível técnico baixo? A resposta costuma estar conectada à oportunidade de desenvolver uma carreira profissional e aos benefícios financeiros. Dados da CBF afirmam que 55% dos jogadores brasileiros ganham menos de R$ 1 mil por mês. Nesse cenário, tentar a sorte em um país de pouca tradição no futebol pode significar um salário maior (ainda que baixo), com uma concorrência menor. Há muitos casos de quem foi para centros menores e, com o tempo, cresceu na carreira. Uma história famosa é a de Paulinho, ex-volante do Tottenham, do Barcelona e da seleção brasileira: ele passou pela Lituânia e Polônia antes de voltar ao Bragantino e se destacar, até chegar ao Corinthians que viria a ser campeão da Libertadores. O atacante Léo Scienza, hoje no Southampton, na segunda divisão inglesa, foi para Europa com uma promessa de jogar na segunda divisão da Suécia, foi vítima de um golpe e teve de escalar a pirâmide do futebol europeu até chegar ao Heidenheim, da Alemanha, e disputa duas edições da Bundesliga. Continua após a publicidade Europeus se espalham de outro jeito Os padrões de êxodo futebolístico de cada país variam de acordo com vários fatores: a cultura e a proximidade geográfica são dois deles. Brasil e Portugal — que têm o mesmo idioma e uma conexão histórica — são um bom exemplo. A França é o país que mais exporta jogadores para mercados europeus: são 2.080, contra 2.009 brasileiros, segundo os critérios de amostragem do estudo do CIES. As 11 ligas que mais recebem franceses estão na Europa: Luxemburgo, Bélgica, Itália, Inglaterra e Turquia formam o top 5. A Inglaterra também se conecta muito mais com seus vizinhos. Quem saí de lá para jogar no exterior não vai muito longe: Escócia, País de Gales e Irlanda são os três países que mais acolhem jogadores ingleses. No caso dos atletas espanhóis, os destinos preferidos são Inglaterra, Itália, Polônia, Índia e Portugal. Aqui, há uma curiosidade: a Indian Super League é um destino popular entre os espanhóis porque há muitos treinadores do país, além de convênios com clubes para intercâmbio de jogadores. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Mercado da Bola por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Terra está 'se abrindo': cientistas registram ruptura de placa tectônica A sífilis, que já foi doença do passado, agora é epidemia do presente Profissão em extinção? O que explica a redução de caminhoneiros no Brasil Como ex-lavador de pratos criou a Nvidia, 1ª empresa a valer US$ 5 trilhões Abel usou mensagem nos quartos, mural das viradas e lembranças da Champions