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Futebol Após ciclo de recordes negativos, seleção recomeça sob Ancelotti Vitor Pajaro Colaboração para o UOL, em Brisbane (AUS) 21/09/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti vai ter a chance de começar o ciclo com a seleção brasileira Imagem: Stephen Nadler/ISI Photos/ISI Photos via Getty Images) Quando os primeiros jogadores pisarem no gramado de treinamento do Ballymore Stadium, nesta segunda-feira (21), em Brisbane, um novo ciclo começará na seleção brasileira. Pouco mais de dois meses depois da eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo, o Brasil volta ao trabalho com a missão de construir o caminho até 2030 sem repetir problemas que marcaram o último ciclo. Carlo Ancelotti terá desta vez algo que faltou ao Brasil no início da caminhada anterior: estabilidade no comando técnico. João Paulo Charleaux Lula terá de equilibrar papéis contraditórios Matheus Pichonelli Em debates com opostos, violência é atração principal Sakamoto Trump repete roteiro de Bolsonaro contra imprensa Alicia Klein O desafio que Palmeiras e Fla levam para a Data Fifa Depois da saída de Tite, a seleção passou por Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior antes da chegada do italiano, em maio de 2025. Ao todo, 96 jogadores foram convocados durante o ciclo. A rotatividade refletiu um período em que a seleção atravessou diferentes comandos e projetos até encontrar o treinador que a levaria ao Mundial. "A Copa do Mundo acabou com uma geração de jogadores, de grandes jogadores, e tem que começar uma nova geração", afirmou o treinador no início de setembro. Alguns dos principais nomes da geração anterior já não aparecem neste começo de caminhada, como Neymar, Casemiro e Danilo. A lista para os três primeiros amistosos deste ciclo reforça o tamanho da mudança. Dos 26 jogadores que disputaram a Copa de 2026, apenas nove foram chamados para os primeiros compromissos do novo ciclo. "Temos que priorizar jovens que terão idade para a próxima Copa do Mundo, ou a próxima Copa América", disse Ancelotti ao anunciar a convocação. Continua após a publicidade Pior eliminatória da história A instabilidade do último ciclo não ficou restrita às mudanças no comando ou ao número de jogadores testados. O Brasil terminou as Eliminatórias para a Copa de 2026 apenas na quinta colocação, com 28 pontos e 51% de aproveitamento, sua pior campanha desde que a competição passou a ser disputada no atual formato de pontos corridos. O período também teve marcas negativas até então inéditas para a seleção. O Brasil perdeu pela primeira vez uma partida de Eliminatórias como mandante, diante da Argentina, no Maracanã, em 2023. Além de sofrer a primeira derrota para a Colômbia na competição e, já sob o comando de Dorival Júnior, foi goleado por 4 a 1 pela Argentina, em Buenos Aires, a pior derrota na história das Eliminatórias. Na Copa América de 2024, outro sinal de dificuldade: uma vitória em quatro partidas e eliminação para o Uruguai nas quartas de final. Continua após a publicidade Poucos testes contra europeus Outro ponto que marcou a preparação brasileira foi a escassez de confrontos contra seleções europeias. Entre a eliminação para a Croácia na Copa de 2022 e o Mundial de 2026, o Brasil enfrentou europeus apenas quatro vezes. Em março de 2024, a seleção venceu a Inglaterra por 1 a 0, em Wembley, e empatou por 3 a 3 com a Espanha, no Santiago Bernabéu. Dois anos se passaram até os próximos testes. Em março de 2026, às vésperas da Copa, o Brasil perdeu por 2 a 1 para a França e venceu a Croácia por 3 a 1. A dificuldade para organizar esses confrontos não depende apenas da CBF. A Liga das Nações da Uefa ocupa parte significativa do calendário e reduziu as datas disponíveis para amistosos entre europeus e seleções de outros continentes. Continua após a publicidade O novo ciclo também começará sem europeus pela frente. A seleção fará os dois primeiros jogos depois da Copa contra a Austrália, na sexta-feira (25), em Townsville, e na terça-feira (29), em Brisbane. Depois, viajará para enfrentar a Índia, em Calcutá, no dia 3 de outubro. Desta vez, há tempo A principal diferença em relação ao início do ciclo anterior está no relógio. Ancelotti tem contrato renovado até a Copa do Mundo de 2030 e o italiano terá quatro anos para observar jogadores, renovar o elenco e construir uma equipe. "Agora temos tempo para fazer as coisas com mais calma, tranquilidade, avaliar bem todos", destacou o treinador na convocação para os jogos na Austrália. Continua após a publicidade Esse tempo começa a contar nesta segunda-feira, no Ballymore Stadium. Tradicional casa do rúgbi de Queensland e hoje um centro de treinamento de alto rendimento, Ballymore receberá o primeiro treino brasileiro desde a eliminação na Copa do Mundo. Será apenas uma atividade em Brisbane, quatro anos antes do próximo Mundial. Mas, depois de um ciclo com quatro treinadores, 96 jogadores convocados, a pior campanha brasileira na história das Eliminatórias e apenas quatro testes contra europeus, será também o primeiro passo da tentativa de fazer diferente. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora El Niño atingiu nível do episódio mais intenso já registrado, diz cientista Agregador: diferença entre Lula e Flávio cai para só 0,2 ponto no 2º turno Rick embarca em aeronave em última publicação nas redes sociais; veja o vídeo Lembra dela? 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