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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Estilo, Guardiola e colegas de seleção: por que Rodri escolheu o Barcelona Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 18/08/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Rodri celebra classificação da Espanha à final da Copa Imagem: FLORENCIA TAN JUN/Getty Images via AFP Os números sobre a mesa eram parecidos (60 milhões de euros + 15 milhões em variáveis, algo em torno de R$ 452 milhões): o Real Madrid queria Rodri, e o Barcelona também. O jogador soube do interesse oficial de ambos pelo Manchester City, seu clube desde 2019. Foi o time inglês que transformou um jogador de enorme potencial em vencedor da Bola de Ouro. Diante das duas propostas, o volante espanhol escolheu o clube catalão. O motivo não foi financeiro, mas esportivo. Rodri olhou para os dois cenários e não teve dúvidas: o Barcelona seria o lugar perfeito para ele. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Motivos não faltam. Joan Vilà, ex-direitor de metodologia do clube e um dos criadores do "estilo Barça", costuma dizer que Rodri é o jogador que melhor interpreta a ideia de jogo do Barcelona dentre todos que não passaram pelas categorias de base do clube. Formado no Atlético de Madrid e no Villarreal, o espanhol viu de longe o estilo de posse de bola e toques rápidos dominar o mundo. Foi no Submarino Amarelo que ele se projetou como jogador de ponta, sempre com uma forte influência do estilo do clube catalão. Colocar o estilo individual — potenciado pelo contato com Pep Guardiola no Manchester City — a serviço de um time que entende o futebol desta maneira era o caminho mais óbvio. No Real Madrid, Rodri teria de revolucionar o time de José Mourinho; ou se adaptar a ele. No Barcelona, ele tocará uma partitura que já conhece há anos. Nos sete anos com Guardiola no City, Rodri aprendeu na teoria e na prática os preceitos teóricos que regem o futebol do clube azul e grená. Estudioso, o volante perguntou mais de uma vez ao técnico sobre conceitos, formas de treinar, metodologia. Vestir a camisa do time catalão é ter a chance de ver a engrenagem funcionando e ser parte dela. Há outro fator de influência mais recente, mas igualmente importante: a seleção da Espanha campeã do mundo tinha oito jogadores do Barcelona entre os convocados. Rodri, o maestro daquele time, chega à casa nova para jogar com Pedri e Dani Olmo no meio-campo, como já fez sob o comando de Luis de la Fuente. Continua após a publicidade Lamine Yamal, Eric García, Joan García, Pau Cubarsí e Gavi completam a lista de campeões do mundo ao lado de Rodri que agora darão as boas-vindas ao novo clube. Ferran Torres, autor do gol da vitória na final, saiu do time rumo ao PSG. Parece um motivo menor, mas não é: aos 30 anos, vindo de uma lesão grave, Rodri precisa de uma adaptação rápida. Conhecer o estilo de jogo e o máximo possível de companheiros em campo é um atalho importante. No fim, a escolha é, acima de tudo, lógica. O futebol não é ciência exata, mas às vezes ele simplesmente faz sentido. Rodri no Barcelona é uma prova disso. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio