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Futebol Ele trabalhou com lenda do vôlei e hoje cuida até do chiclete de Ancelotti Thiago Rabelo Colaboração para o UOL, de Nova Jersey (EUA) 26/06/2026 12h00 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Serginho massagista da seleção desde a Copa de 2002 Imagem: Rafael Ribeiro/CBF O massagista Serginho, da seleção brasileira, tem no currículo trabalhos com grandes personagens do esporte como José Roberto Guimarães, Luiz Felipe Scolari, Abel Ferreira e Vanderlei Luxemburgo. Em sua terceira Copa do Mundo, ele agora tem a oportunidade de trabalhar com Carlo Ancelotti e ganhou mais uma função: a de organizar os chicletes do treinador italiano. "Ancelotti gosta muito de chiclete. Ele gosta daquele redondinho que vem em um pote. Hoje essa é uma das funções que eu tenho. Eu tenho de deixar tudo preparado para ele. Já faz parte do meu protocolo. Ele sabe que quando ele chegar, vai estar o pote de chiclete para ele", explicou Serginho. Desde a Copa do Mundo de 2002, a Fifa não permite que os treinadores fumem a beira do campo. Por conta da proibição, Ancelotti tenta driblar a vontade pelo cigarro com chicletes. Na estreia dele, nos jogos contra Equador e Paraguai, quem cuidou disso foi o preparador físico Mino Fulco. Nas partidas seguintes, a CBF assumiu o controle pelos chicletes, incluindo como material de jogo. Julián Fuks Elogio dos amores menos absolutos Mariana Barbosa Fraude na Americanas tem perguntas sem respostas Marco Antonio Sabino Pelos números, Tarcísio já ganhou; será tão fácil? Paulo Camargo Carlo Ancelotti não é brasileiro; e daí? Organizar os chicletes de Ancelotti é o menor dos trabalhos de Serginho. Membro da comissão técnica do Brasil desde 2014, ele é o responsável pela massagem dos atletas ao lado de Marcelo Araújo e também integra a equipe que cuida dos uniformes do time junto com os colegas Fabinho, Manoel e Ratinho. A rotina tem início às 6 da manhã e se estende por todo dia com os trabalhos diários. A estreia do massagista foi logo após a Copa do Mundo, vitória sobre a Colômbia, 1 a 0, em setembro. Desde então, ele esteve em todos os jogos da seleção, com exceção da partida contra o Marrocos, em março de 2023. No total, são 144 jogos como massagista da seleção brasileira. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Carlo Ancelotti é o sexto técnico com quem Serginho trabalha na equipe principal do Brasil. O primeiro foi Dunga, passando por Tite, Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Junior. Antes de chegar à seleção, o massagista trabalhou com um multicampeão de outro esporte. A carreira no futebol começou em 1986, mas ele teve uma curiosa passagem pelo vôlei, onde conviveu com o tricampeão olímpico José Roberto Guimarães, uma referência para Serginho. "O José Roberto Guimarães é um gestor muito acima da média. Muito acima da média mesmo. Educado, profissional. É difícil explicar. Ele é um cara fantástico, top de linha. Ele tem uma liderança muito impressionante. Eu vejo ele nessa categoria dos grandes nomes do esporte mundial. É que o vôlei não tem a mesma visibilidade do futebol. Se tivesse, o José Roberto seria tão reconhecido como os grandes do futebol", explicou. Continua após a publicidade O estilo de José Roberto Guimarães, com quem Serginho trabalhou no Deyvit em 1997 e na seleção brasileira no ciclo olímpico em 2012, é parecido com o de Carlo Ancelotti, outro treinador com grande história mundial. "O Ancelotti é um cara que respeita muito a gente. Eu vejo como ele é atencioso e respeitoso com todas as pessoas da comissão. Ele é muito profissional. Ele não diferencia as pessoas aqui. É o mesmo tratamento com todo mundo. Conversa, cumprimenta, brinca. Dá pra ver que ele está feliz e que gosta da gente no dia a dia". Serginho trabalha no esporte desde 1986 integrando a comissão técnica da Associação Atletico Central Brasileira, finado clube que existia em Cotia. Após isso, ele passou pelo vôlei, onde trabalhou com José Roberto Guimarães, até ir para o futebol do Palmeiras em 1998. Já são quase 30 anos de serviços ao clube paulista convivendo com outras referências de treinadores. Entre os principais nomes estão Luiz Felipe Scolari, Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho e Abel Ferreira. "O Abel Ferreira tem aquele comportamento explosivo no jogo, mas quando acaba ele é um cara normal, fantástico. Ele se transforma durante a partida, mas é uma pessoa muito calma no dia a dia. Acho que o nervosismo dele vai até a entrevista pra imprensa. Depois disso ele volta ao normal", brincou o massagista. No Palmeiras, Serginho tem três Libertadores da América e quatro títulos do Brasileirão. Aos 61 anos de idade, ele está em sua terceira Copa do Mundo e quer o hexacampeonato para ilustrar ainda mais a sua galeria de taças. Continua após a publicidade "Eu tenho uma boa história no futebol, mas falta a Copa do Mundo. São três Libertadores, quatro Brasileiros e Paulista eu já até perdi a conta. Agora falta a Copa". Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Copa: Torcedor do Uruguai se revolta com Muslera após gol da Espanha; veja João Vicente diz que 'deu prensa' em ator da Globo após ciúme de namorada Com todos em campo, seleção brasileira treina como furar retranca do Japão PF indicia chefe da ANM e empresários por corrupção na mineração em MG Mattos: Bielsa fez um monte de maluquices que detonaram o Uruguai