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O segundo amistoso entre Brasil e Austrália , vencido pela Seleção por 4 a 2 nesta terça-feira (29) , já não teve propaganda de bets na transmissão para o público brasileiro. Na primeira partida, realizada na última sexta, a casa de apostas que tem vínculo comercial com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aparecia nas placas atrás dos gols e ao redor do campo. Naquela mesma data, porém, o governo federal anunciou o banimento das apostas online .
Os espaços ocupados pela marca foram substituídos por outras empresas, muitas já presentes no duelo anterior, de diferentes ramos: saúde, bebidas, consórcios, entre outros.
Propagandas no primeiro amistoso entre Brasil e Austrália:
Propagandas no segundo amistoso entre Brasil e Austrália:
As placas publicitárias mostradas ao lado dos gols na transmissão não estavam fisicamente posicionadas no Suncorp Stadium, em Brisbane. Todas foram inseridas por meio de recurso digital, como é comum em competições que envolvem diferentes países. Assim, as marcas veiculadas variam de acordo com a TV, inclusive nos letreiros ao redor do campo. A inserção de casas de apostas no estádio já nem poderia ser feita durante o primeiro jogo na Austrália, pelo que prevê a legislação local.
A "mágica" que transforma as placas de publicidade nas transmissões de futebol atende pelo nome de substituição virtual, uma tecnologia capaz de sobrepor anúncios digitais regionalizados em tempo real. Por meio de sensores de movimento de alta precisão nas câmeras e painéis de LED, o sistema cria "máscaras digitais" que impedem borrões mesmo quando os atletas correm na frente dos painéis.
Imagem tirada diretamente da Austrália, no instante da cobrança de falta, sem placa de publicidade ao lado do gol:
No mesmo momento, transmissão brasileira exibe a placa virtual e uma propaganda diferente no letreiro ao fundo:
Por fim, também no mesmo lance, televisão australiana mostra outros anunciantes:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou na sexta-feira (25), em São Paulo, a proibição total, via Medida Provisória, de apostas online e patrocínios de bets e casas de apostas no futebol brasileiro. A decisão provocou reação imediata de times e federações, além de muitas das 84 empresas licenciadas, que operam 188 marcas.
Na segunda seguinte, o Ministério do Esporte enviou um ofício para a CBF solicitando que convidasse clubes e federações filiadas para uma reunião na sede do órgão em Brasília nesta terça-feira. Mas o encontro precisou ser remarcado, já que o convite ocorreu com pouca antecedência e houve dificuldade com horários de voos.