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Futebol Campo derruba certezas, e Ancelotti agora tem seleção de '26 titulares' Danilo Lavieri , Pedro Lopes e Thiago Arantes Colunistas do UOL 06/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, durante amistoso contra o Panamá, no Maracanã Imagem: REUTERS/Pilar Olivares Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A seleção brasileira enfrentará o Egito, neste sábado, a partir das 19h (horário de Brasília), com um time titular bem diferente do imaginado por Carlo Ancelotti no início da preparação para a Copa do Mundo, quando o italiano já parecia ter seus 11 claramente definidos. Sinal de dúvida, mas também de que o treinador está disposto a ouvir os recados do campo e fazer mudanças rapidamente no curso do processo. A reta final de preparação abriu a disputa pelas vagas de jogadores lesionados — Éder Militão e Estevão —, e o desempenho do time nos treinos e nos três últimos amistosos embaralhou o cenário. Desde março, passando pela semana em Teresópolis e agora nos treinos já em solo estadunidense, as peças no tabuleiro se mexeram. O volante Danilo e o atacante Endrick foram bem contra a Croácia, em março; Lucas Paquetá mudou a dinâmica da equipe contra o Panamá, quando Igor Thiago e Rayan também foram bem avaliados. A ideia de um time com o meio-campo mais povoado ganhou força até dentro do próprio elenco. Wálter Maierovitch Chance de Eduardo ser condenado é alta; há prova PVC Ancelotti é um camaleão e vai testar até achar o time Fabiola Andrade Neymar é o 12º jogador; ele muda a história do jogo Ronilso Pacheco Cooperação entre Brasil e EUA não acontecerá "Eu posso ter a ideia do time, mas depois eu gosto de ver o treino, como estão os jogadores, ver as características de cada um, os aspectos mentais. São muitas coisas para se levar em conta para fazer uma escalação do primeiro jogo", disse Ancelotti na sexta-feira, véspera do duelo com os egípcios. O italiano não queria revelar o time titular que enfrenta o Egito hoje, mas, aos poucos deu tantas pistas que ficou possível desenhar a equipe com Alisson; Wesley, Leo Pereira, Marquinhos, Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá; Raphinha, Vini Jr. e Igor Thiago. "É o último jogo para fazer testes, depois fica mais difícil fazer. O Paquetá é um jogador importante para nós, porque ele tem características diferentes de outros meias. Também quero testar Igor Thiago para buscar uma opção diferente para o ataque. O sistema com os quatro na frente está bastante consolidado, quero testar alternativas nesse último teste", explicou. Esporte Mudanças e títulos A disposição em mudar e deixar de lado as próprias convicções nem sempre apareceu nas decisões de técnicos da seleção em Copas do Mundo. Em 2018, Tite se manteve fiel à sua ideia inicial até o fim: manteve Gabriel Jesus sob críticas, quando Roberto Firmino vivia o melhor momento da carreira; deixou Fred no elenco lesionado, sem que ele tivesse condições de jogo, e insistiu em um Neymar que jogava a Copa no sacrifício. Continua após a publicidade O próprio Tite apontou a demora em ajustar a rota como um dos seus principais erros em 2018 e algo que ele procurou mudar quatro anos depois, em 2022. As últimas campanhas de sucesso do Brasil em Copas do Mundo foram marcadas por ajustes consideráveis durante o percurso: a entrada de Kleberson em 2002 trouxe equilíbrio ao meio de campo. Em 94, Raí foi quem perdeu a posição para Mazinho. Ancelotti já acena com testes e possíveis mudanças antes do começo da competição. Os 26 titulares A discussão em torno do time titular parece não preocupar Ancelotti. Questionado sobre dar mais rodagem à equipe que começará jogando contra o Marrocos, dia 13, o treinador preferiu abrir o leque e, de certa forma, tirar importância do assunto. "Quantos jogadores amanhã serão titulares na estreia? Não vou perder tempo fazendo a conta do time titular. Para mim, são todos todos titulares, os 26 são bons. O time titular pode mudar no segundo jogo, no terceiro. O time titular é apenas o time que começa o jogo. Posso até saber quem vai começar, mas não sei quem vai terminar o primeiro jogo", respondeu. Continua após a publicidade Há fatores ligados ao desgaste físico que respaldam a ideia de Ancelotti: a Copa do Mundo deste ano será a primeira com oito partidas para quem chegar à reta final, o calor durante as partidas será intenso e a temporada europeia foi a mais longa da história, com descanso reduzido pela Copa do Mundo de Clubes de 2025. "Sei que algum jogador que não é titular pode não gostar, mas o futebol moderno é assim: eu tenho cinco alterações, quero usar elas, temos um time com muitos recursos. O que é certo é que os que começam o jogo não são os que terminam. Os jogadores estão focados não na quantidade de minutos, mas na qualidade. O último jogo mostra isso: quem entra descansado por mudar o jogo, é importante que eles entendam isso", afirmou o treinador. 0:00 / 0:00 Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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