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Futebol Corinthians: pressão em Diniz é novo capítulo em briga política por Memphis Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo (SP) 09/09/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A pressão sobre o técnico Fernando Diniz não está restrita aos resultados do Corinthians. O movimento parte, principalmente, de integrantes da política do clube que foram contra a permanência de Memphis Depay e agora questionam a defesa pública do treinador ao atacante. Pressão política O UOL apurou que a pressão está concentrada no Parque São Jorge, principalmente entre aliados políticos do presidente Osmar Stabile. Esse grupo entende que a defesa pública de Diniz pela permanência do holandês foi importante para aumentar a divisão no elenco corintiano e contribuir para a sequência negativa — que alcançou quatro derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro. Parte desses aliados defendia que o Corinthians não renovasse com Memphis por causa das pendências financeiras do clube com o próprio elenco. Diniz, por outro lado, afirmou em diferentes oportunidades que gostaria de continuar trabalhando com o holandês e defendeu a renovação. Matheus Pichonelli Flávio tira Moraes da TV e ganha reforço de Michelle A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo A cobrança sobre o treinador aumentou dentro desse mesmo grupo político que era contrário à permanência do camisa 10. Fontes ligadas à comissão afirmam que o técnico percebe a pressão vinda do Parque São Jorge e entende que as disputas internas do clube passaram a pesar na avaliação de seu trabalho. Essa movimentação acontece diante de divisões dentro do próprio grupo ligado a Stabile. Dirigentes e conselheiros que faziam parte da "União dos Vitalícios" estão afastados, o que aumentou a divisão entre os grupos que dão apoio à atual administração. No departamento de futebol, porém, Diniz continua respaldado, conforme apurou o UOL. A avaliação é de que o trabalho ainda apresenta números positivos e precisa ser analisado levando em conta as dificuldades encontradas pelo treinador desde que assumiu o Corinthians. Entre os obstáculos estão as dívidas que impedem o clube de contratar, os pagamentos pendentes com os jogadores — que Diniz tenta evitar que se transformem em justificativa dentro do elenco — e as lesões que reduziram ainda mais um grupo que já era pequeno. Kayke e Zakaria Labyad, por exemplo, eram jogadores que o treinador havia encontrado como alternativas para o elenco e que também se machucaram. Resultados aumentam cobrança Diniz irritado durante derrota do Corinthians para a Chapecoense Imagem: Marcello Zambrana/AGIF Continua após a publicidade A sequência de quatro derrotas consecutivas no Brasileiro, três delas na Neo Química Arena, aumentou a cobrança sobre Diniz. O resultado mais recente foi a derrota para a Chapecoense, lanterna da competição, no domingo. Desde que assumiu o Corinthians, o treinador soma 28 jogos, com 13 vitórias, sete empates e oito derrotas. A equipe marcou 32 gols, sofreu 23 e não foi vazada em metade dessas partidas. O aproveitamento é de 55%. No Campeonato Brasileiro, são seis vitórias, quatro empates e seis derrotas em 16 jogos, com 46% de aproveitamento. Considerando apenas o período sob o comando de Diniz, esse desempenho colocaria o Corinthians na nona posição do campeonato, de acordo com dados levantados pelo UOL . A campanha na Libertadores também é usada internamente pela comissão técnica e pelo departamento de futebol para defender a continuidade do trabalho. Desde a fase de grupos, o Corinthians somou 15 pontos e teve a quarta melhor campanha entre os oito classificados, atrás de Flamengo, Independiente del Valle e Palmeiras. Transfer ban limitou reforços O departamento de futebol também considera que Diniz não recebeu contratações desde que chegou ao Corinthians , o que tem impacto direto no trabalho do treinador. Continua após a publicidade De acordo com a apuração do UOL, a comissão técnica identificou a falta de opções para as pontas do ataque desde o início do trabalho , no começo de abril. O clube chegou a encaminhar a contratação de Wesley, mas a negociação foi interrompida por causa do transfer ban, punição que impede o Corinthians de registrar novos jogadores. O atacante, então, foi para o Cruzeiro. O UOL apurou que Everton Cebolinha também foi uma opção analisada pelo clube. O jogador, porém, priorizava inicialmente uma transferência para o exterior. Quando mudou de ideia, o transfer ban já impedia o avanço da negociação com o Corinthians. Diante desse cenário, a diretoria passou a tratar a permanência de Memphis como a principal alternativa para reforçar o elenco sem precisar registrar um novo jogador. A decisão, porém, gerou grande incômodo entre os grupos políticos contrários à renovação do atacante. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Temor de extinção humana por IA une Steve Bannon e Bernie Sanders Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos Família dos EUA entra para o Guinness com 5 gerações nascidas no mesmo dia Trump cumpre ameaça e restringe acesso de jornalistas à Casa Branca Brad Pitt não teve problema com bebida, mas com Angelina Jolie, diz fonte