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Análise dos Times

São Paulo

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Motivo: O artigo foca nas declarações do dirigente do São Paulo sobre a situação interna do clube e a relação com a torcida e o técnico.

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Palavras-Chave

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São Paulo Roger Machado Rogério Ceni Hernan Crespo Muricy Ramalho torcida Rui Costa Massis

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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Rui Costa responde a ataques a Roger e diz que São Paulo precisa da torcida Pedro Lopes Colunista do UOL 25/04/2026 05h30 Deixe seu comentário Rui Costa concede entrevista coletiva no CT da Barra Funda Imagem: Fernando Blade Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Executivo de futebol do São Paulo, Rui Costa tem sido, ao lado do treinador Roger Machado, foco de vaias e críticas da torcida nas últimas partidas. O profissional, que foi um dos principais responsáveis pela decisão de demitir Hernan Crespo e contratar Roger falou com exclusividade à coluna sobre o momento e pressão da torcida. Rui afirma que não vê nem acredita em racismo na manifestação do torcedor são paulino, e reconhece que a frustração vem se acumulando nas arquibancadas ao longo dos últimos anos. O dirigente diz que a torcida tem todo o direito de fazer críticas à direção, ao treinador e aos jogadores, inclusive com vaias depois de más exibições, mas faz um pedido: por apoio durante os 90 minutos. "A torcida tem todo o direito de criticar os jogadores, corpo técnico e a diretoria. O que peço, humildemente, é que nos 90 minutos a arquibancada seja nossa aliada, como sempre foi. Após o jogo, acredito que qualquer manifestação sem violência seja válida", afirma. "Não acho justo quando dizem que a torcida do São Paulo é racista. Quem fala isso não conhece o clube, sua história e seus ídolos", completa. Sakamoto O elo entre o fim da 6x1 e 840 mil mortes no trabalho PVC Atlético-MG x Flamengo é o destaque da rodada Christian Dunker O papel da psicoterapia em tempos de guerras Helio de La Peña No bota-fora do Bota, quem vai substituir Textor? Rui também revelou mais detalhes sobre a demissão de Crespo, disse que os atletas do São Paulo compraram a ideia do trabalho com Roger Machado e que, com os salários em dia, vê evolução. O executivo também rejeitou a versão de que teria amizade com Roger Machado, disse que a relação é profissional e seu compromisso é com o clube. Momento do clube com pressão da torcida e vaias antes do apito inicial Todos queremos as mesmas coisas e, para alcançá-las, precisamos do apoio integral aos atletas e comissão técnica. Esse apoio nos ajuda, nos dá força e confiança, intimida o adversário e nos carregará aos resultados. A pressão é grande pois estamos no São Paulo, um dos maiores clubes do mundo. Sei disso desde o primeiro dia em que cheguei. Todo mundo fica triste quando é xingado, mas temos capacidade para reverter a situação e ter o torcedor são-paulino ao nosso lado. Nos últimos anos, a torcida, o maior patrimônio da instituição, nos conduziu a um título inédito e precisamos deles mais uma vez para termos resultados melhores O que diria a torcida como resposta nesse momento Gostaria de sair em defesa do torcedor, porque as discussões acabaram ficando à flor da pele nos últimos dias e vimos muitas coisas serem ditas. Não acho justo quando dizem que a torcida do São Paulo é racista. Quem fala isso não conhece o clube, sua história e seus ídolos. Estamos falando de um dos clubes mais populares do país. Entendo que a chateação do torcedor tenha outras razões, ligadas aos momentos de dificuldade que o São Paulo atravessou nos últimos anos. Mas sabemos também que, independentemente das dificuldades, ficamos muito mais fortes ao lado deles. Continua após a publicidade Estou aqui há cinco anos, são centenas de jogos no MorumBis e sei do peso que a torcida do São Paulo tem para intimidar o adversário. Durante esse período, aprendi com Muricy Ramalho e Rogério Ceni, dois grandes ídolos da história do São Paulo, que a única forma de conquistar é através do apoio do nosso torcedor. E pude vivenciar isso na conquista da Copa do Brasil. O que a torcida fez foi histórico, sensacional, uma demonstração de força que nos carregou ao título. Demissão de Crespo Quando tomamos a difícil decisão de encerrar o ciclo do Crespo, sabíamos que haveria uma reação, porque ele tinha afinidade com a torcida e os resultados das primeiras rodadas do Brasileiro eram positivos. Mas foi uma escolha técnica, baseada no que víamos no dia a dia, ao qual o torcedor não tem acesso total, e também a uma divergência insuperável de conceitos e propósitos. Isso não muda o respeito que tenho pelo Hernán, com quem trabalhei em dois momentos distintos, com a conquista do Paulista de 2021. Mas entendemos que era o momento de mudar. Acreditávamos e continuamos acreditando que o São Paulo pode almejar coisas grandes, por maiores que sejam as dificuldades. Ninguém fica feliz em demitir treinador, e comigo não é diferente. Respeito as críticas, sei que vou ser cobrado se não der certo, faz parte do meu trabalho. Quero dizer apenas que a troca foi por convicção, pensando no São Paulo. Temos o objetivo constante de evoluir e trabalhamos arduamente para isso todos os dias Impacto psicológico da pressão e vaias Continua após a publicidade Ninguém aqui está satisfeito e acomodado com a situação do clube. Eu particularmente trabalho sete dias por semana para aprimorar os processos internos de forma constante. O São Paulo hoje é a minha vida. Tenho muita honra e orgulho em fazer parte de uma instituição tão grande como essa. Minha família está a 1000 quilômetros de mim e quero fazer isso valer a pena conquistando vitórias e títulos. Neste momento, devemos cuidar da nossa saúde mental e fazer o nosso melhor trabalho diariamente. Entregando um serviço de alta qualidade, aproveitando as oportunidades e conquistando os resultados dentro de campo, a torcida ficará feliz, e o São Paulo estará no lugar que merece. Todos aqui dentro já passaram por situações de pressão dentro do futebol e temos capacidade para nos adaptar e transformar as adversidades em motivação. Convicção pela continuidade com Roger: "grupo comprou a ideia" A convicção no projeto do Roger Machado é fruto do que constatamos todos os dias, pois vemos evolução no trabalho. Ele está à frente da equipe há apenas 40 dias e vejo que o time tem criado muitas oportunidades durante os jogos, a defesa evoluiu e o grupo comprou as ideias dele. É importante contextualizar que estamos em uma temporada extremamente difícil, com um espaço muito curto de recuperação e ainda assim estamos conseguindo enxergar as ideias do treinador na equipe. O Roger entendeu as características do elenco e tem dado espaço para os jovens, o que considero muito importante. Eu vejo um trabalho que evolui. Temos um alinhamento próximo com o presidente Massis e me sinto absolutamente à vontade para avaliar de maneira profissional o projeto que tem sido executado pelo treinador. Desde o início, o Roger tem demonstrado um profundo respeito ao contexto financeiro do clube, as dificuldades que estamos enfrentando, sem desconsiderar o protagonismo que o São Paulo sempre precisa buscar. Ambiente no CT Continua após a publicidade O ambiente dentro do CT da Barra Funda é excelente. Vejo um trabalho sério, comprometido e com muita dedicação de todos os atletas. Hoje, os jogadores sabem que receberão o salário em dia, graças a um trabalho do presidente Massis e da diretoria. Relação com Roger: permaneceria mesmo caso ele saísse? Sem dúvidas, eu trabalho para o São Paulo Futebol Clube e meu único compromisso é dedicar-me ao máximo para que o processo evolua constantemente. Roger Machado não está aqui por uma questão de amizade ou afinidade, a vinda do treinador foi uma escolha estritamente profissional. A única vez que estive na casa do Roger foi há mais de dez anos, quando fechamos a contratação para o comando técnico do Grêmio. Ele nunca foi à minha casa, não conhece meus filhos. Temos uma relação de trabalho excelente, assim como eu tenho com outros treinadores. Ele não está aqui porque é meu amigo, nunca contratei e nem contratarei profissionais pelo vínculo pessoal. Ele está aqui porque conhece futebol, tem uma longa trajetória como treinador, goza do respeito da diretoria e dos atletas pelo que faz no dia a dia. A minha relação com o Roger Machado é similar com os vínculos que eu tenho com outros profissionais com quem trabalhei aqui, como o caso do Rogério Ceni, Hernán Crespo, Dorival Jr., Zubeldía, Carpini, entre outros. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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