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Futebol 'No pior cenário, vender jogadores', diz Boto sobre Flamengo sem bets Alexandre Araújo Do UOL, no Rio de Janeiro 01/10/2026 12h42 Deixe seu comentário José Boto, diretor de futebol do Flamengo Imagem: Alexandre Araújo/UOL O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, comentou hoje no Ninho do Urubu os possíveis impactos da proibição das bets no mercado brasileiro. O português revelou que ontem teve uma conversa de quatro horas de duração com o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap. Ao mesmo tempo em que assegurou que os salários de jogadores e funcionários estão assegurados, Boto abriu brecha para a venda de jogadores como forma de compensar as perdas financeiras sem bets. Josias de Souza TSE libera chamar clã pelo nome: 'família miliciana' Sakamoto Decisão do TSE é derrota para a 'censura no atacado' Juca Kfouri Crise entre CR7 e Jesus explica Ancelotti na CBF Milly Lacombe São Paulo escreverá uma história absurda no sábado No Flamengo, a receita direta do contrato com a Betano, patrocinadora master, pode chegar a R$ 268 milhões por ano. "Nós estamos a trabalhar sobre vários cenários. Isso vai ter implicação em todo o planejamento do futebol. Nos piores cenários, podemos ter que ir para a venda de jogadores e a não reposição. Pode acontecer termos que vender os jogadores para termos esse dinheiro para pagarmos os compromissos que temos. Porque nós não vamos ficar devendo esse dinheiro que temos que pagar, até porque depois tem implicações, transfer bans e essas coisas todas", disse Boto. E como vai pagar Paquetá? "Quando o presidente diz 'como é que eu vou pagar o Paquetá', não é o salário do Paquetá. É como é que vamos pagar ao West Ham compromissos que assumimos. É nesses cenários que nós estamos a trabalhar". Impacto no planejamento. "Nós assumimos compromissos contando com o dinheiro legal de contratos legais que tínhamos assinado. De repente, ficamos sem esse dinheiro. É como nas vossas casas: de repente, vocês deixam de ter uma fonte de rendimento com a qual vocês estavam a contar". Salários assegurados. "E mesmo no pior cenário, nunca estará em causa os salários dos jogadores e os salários dos funcionários. Isso nunca vai estar em causa nem este ano, nem em 2027. Esse dinheiro é sagrado e o Flamengo vai cumprir todos os contratos que tem com os jogadores e não é isso que vai estar em causa. O que vai estar em causa são compromissos que assumimos com outros clubes". Perda de competitividade? " Acho que o Flamengo teme isso, mas os outros também temem. Se o Flamengo está preocupado, os outros clubes também deveriam estar. Isso vai, com certeza, baixar a qualidade e competitividade do futebol brasileiro. Se calhar, daqui a um ano ou dois anos, podemos ter, em vez de três brasileiros, três argentinos nas semifinais da Libertadores". Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Bombeiro que matou estudante é solto; TJ manda PM suspender porte de arma Mercados de previsão apontam chance de mais de 60% de vitória de Flávio Do treino às provas: testamos o novo tênis 'pau para toda obra' da Mizuno Nunes Marques analisará novo pedido de Bolsonaro por revisão de condenação Falha após duas tentativas: como funciona a injeção letal nos EUA