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Análise dos Times

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A se confirmar o que foi indicado nos dois últimos treinos, a Seleção Brasileira terá sete mudanças no jogo desta terça-feira (29) em relação ao time escalado para o primeiro amistoso com a Austrália, na sexta-feira (25). Mas as alterações que fará Carlo Ancelotti não serão uma resposta àquela atuação abaixo da crítica, ao menos no que diz respeito aos nomes. Serão, como deve ser feito agora, apenas testes. ➡️ Ancelotti diz que crítica 'afeta zero' a ideia que ele tem para o futuro da Seleção Ancelotti indicou que irá mudar todo o setor defensivo, colocará um meia e reduzirá o ataque. Entrariam Otávio, Vanderson, Jair, Gabriel Magalhães, Mauro Júnior, Gabriel Bontempo e Rayan. Sairiam Hugo Souza, Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis, Douglas Santos, Estêvão e Endrick. Preferências individuais por um ou outro jogador, podemos concordar que a Seleção Brasileira não fica lá muito mais promissora do que aquela de sexta-feira. A mudança de esquema dá esperança de um meio-campo com mais posse e menos ligação direta, mas as alterações por aqueles jogadores apenas servem para nos lembrar que o Brasil passa por um processo de renovação — ou, pelo menos, uma tentativa disso. Carlo Ancelotti tem insistido nesse ponto nas entrevistas que têm dado na Austrália. O técnico da Seleção disse nesta segunda-feira que as críticas que recebe não interferem em nada no que pensa para o Brasil neste novo ciclo, e que a prioridade é buscar "uma nova geração de futebolistas". Na sequência, deu uma declaração que pouquíssimos treinadores do mundo dariam no comando de uma seleção: — Pode ser que hoje os 26 não sejam os melhores, mas algo temos que fazer —, declarou Ancelotti, reconhecendo nas entrelinhas que nem ele mesmo escolheria boa parte dos jogadores que levou se, em vez de Austrália ou Índia, o Brasil jogasse nesta terça pelas Eliminatórias, Copa América ou Copa do Mundo. O torcedor brasileiro ainda não se acostumou, mas fato é que há muito tempo o Brasil não tem capacidade de encantar, seja com Ancelotti, Dorival, Diniz, Ramon ou mesmo Tite, a despeito de um período com bons resultados. E para a Seleção voltar a ser aquele time que, no passado, impunha medo a qualquer uma das mais de duzentas outras mundo afora, é preciso recomeçar. Obviamente que não dá para se ter aquela pobreza de ideias vista em Townsville, essa sim na conta do treinador, mas testar, como Carlo Ancelotti está fazendo, é o certo a se fazer agora.