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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte O pranto de Casemiro e a triste tentativa midiática de criar um mártir Milly Lacombe Colunista do UOL 07/07/2026 12h13 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Casemiro se emocionou após a eliminação do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo Imagem: IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto Fernanda Gentil, da Cazé TV, entrevistou o volante Casemiro depois do jogo. Com voz melancólica e empática, a repórter queria que o capitão desse um recado para as crianças brasileiras. Infelizmente, a experiente jornalista deixou de reconhecer que a criança estava bem na sua frente. Casemiro não conseguiu falar. Abaixou a cabeça, chorou e disse que queria ir para casa. Crianças agem nesses termos. Pessoas adultas, não. Crianças não sabem lidar com a frustração e ficam sem vocabulário. Pessoas adultas, sabem. A pergunta de Gentil não fez muito sentido. O que queriam de Casemiro? Martirizá-lo? Trata-se de um dos líderes desse time, um homem feito que fez aberta e vergonhosa campanha pela convocação do parceiro, o macho-alfa do grupo. Nessa Copa, Casemiro fracassou como líder, fracassou como atleta, fracassou como homem maduro. Seu choro não foi edificante; foi constrangedor. Assim como a entrevista que seguiu tentando transformá-lo em heroi. Quando falamos da vulnerabilidade que homens precisam acessar não estamos falando que homens devem se comportar como crianças mimadas que não sabem perder. Estamos falando de homens capazes de dizer: "fracassei. Fui muito mal. Preciso refletir sobre meu papel nessa tragédia". Colocar-se como líder apenas para comandar a panela e exigir a convocação de seu ídolo é fácil demais. Difícil é ser Vozinha e sair levantando seus companheiros convocando-os para olhar a derrota nos olhos. Wálter Maierovitch Trump chegou chegando à cúpula da Otan Carlos Nobre As ondas de calor do mundo vieram para ficar Felipe Salto Medidas moralizantes para legitimar o ajuste fiscal Alexandre Borges Plano Cruzado de Mamdani em NY vai dar errado Essa é uma seleção de moleques comandada por um moleque de 70 anos que foi incapaz de dar uma entrevista depois do jogo e mandou seu filho ir lá falar. É um dos problemas do mundo: muitos moleques em cargos de poder. A infantilização de Casemiro não pode justificar a infantilização da cobertura. Havia muitas perguntas que poderiam ter sido feitas a esse que se coloca como líder e não foram. Era evidente que ele não teria nada a dizer a criança alguma sendo ele mesmo uma delas. O inverso talvez pudesse funcionar: crianças, o que vocês têm a dizer para o líder desse retumbante fracasso? Inscreva-se no canal da Milly e da Alicia no Youtube : Jogou Onde Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora As ondas de calor da Europa (e do mundo) vieram para ficar Leilane Neubarth deixa a Globo após 47 anos na emissora Trump chegou chegando na cúpula da Otan Como mulher provou acordo verbal para fazer ex dividir prêmio da Mega-Sena Charles 'perdeu a paciência' com Harry em imbróglio de estadia, diz jornal