🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Por que a arbitragem do futebol brasileiro não tem solução Alicia Klein Colunista do UOL 03/08/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Depois de duas semanas de férias, eu esperava voltar um pouco mais otimista em relação ao futebol brasileiro. Só que não. Nos últimos dias, testemunhamos mais uma série de decisões questionáveis de árbitros de campo e de vídeo, e atitudes ainda piores de dirigentes. Nota de repúdio e nota de repúdio à nota de repúdio do outro. Clube comentando partida em que não estava envolvido, presidente espalhando farpas, jogador reclamando de juiz com olho de maluco. O impedimento semiautomático pode ter chegado ao Brasileirão, mas o nível das decisões — e das discussões — continua baixo. Minha desesperança, no entanto, não nasce na convicção em uma espécie rara e inata de incompetência do pessoal do apito. Tenho certeza de que o investimento contínuo em treinamento e a profissionalização impactarão positivamente a carreira. Dinheiro à CBF não falta. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo O problema, como sempre, é que o buraco reside no porão. A estrutura apodreceu. Os árbitros são mal preparados. Os atletas não respeitam uns aos outros, que dirá os juízes. Os dirigentes não demonstram qualquer intenção de trabalhar pela melhoria do todo, impermeáveis à noção de que não haverá evolução real enquanto não evoluírem todos. O STJD mostra ter tudo menos critério. A CBF permanece em sua torre de cristal, ocupada com disputas de poder também centradas ao redor do próprio umbigo. Tudo parece tomado por um comportamento tóxico, pedante, em que todos são valentões e vítimas ao mesmo tempo, sem que ninguém assuma qualquer responsabilidade por sua parte nesse latifúndio escangalhado. É mais importante distribuir culpa, buscar punições e se mostrar o mais prejudicado, do que se reunir para resolver um problema que afeta a todos — até porque a muitos convém a cortina de fumaça para tirar a atenção de seus erros, ainda que brevemente. Nenhum dossiê será capaz de provar qual é o clube ou jogador mais perseguido pela arbitragem. Ainda que alguma milagrosa e isenta estatística apontasse os "felizardos", isso não traria consigo nenhum tipo de solução. Enquanto os poderosos envolvidos não entenderem que um cartão vermelho certo ou errado para um coleguinha em um determinado jogo não é o cerne da questão, a questão continuará sem resposta. E nós continuaremos a testemunhar o pior circo do mundo em ação. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro'