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Esporte Futebol Copa do Mundo Estrangeiros tomam conta dos EUA e convencem americanos que a Copa é legal Enrico Benevenutti Colaboração para o UOL 28/06/2026 11h00 Deixe seu comentário Seleção Brasileira 1/9 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A escolha dos Estados Unidos pela Fifa para sediar a maior Copa do Mundo da história tinha diferentes objetivos. No aspecto esportivo, colocar de vez os norte-americanos no jogo e potencializar o país no esporte. Fora de campo, a estratégia já tem dado sinais de sucesso. A Copa fora dos estádios Entre algumas expectativas e dúvidas sobre o evento, a população dos Estados Unidos não esperava que o principal protagonista da Copa estivesse fora dos gramados. Eles estão nas arquibancadas e nas ruas das cidades. Para ser sincera, eu subestimei completamente a Copa do Mundo. Antes, acho que muitos estadunidenses estavam pensando que os turistas fossem bagunçar a cidade e complicar o nosso dia a dia, mas não foi o que aconteceu Kerry Manuel, produtora de conteúdo independente, ao UOL Milly Lacombe Copa da espetacularização da impunidade Josias de Souza Falta Bolsonaro se posicionar em barraco Mauro Cezar Prepare-se para a Copa do Mundo com 64 seleções Tatiana Farah O impasse de Lula e Flávio em Minas Nas últimas semanas, a vida do norte-americano mudou. E mesmo a distância, é possível ter uma ideia do clima de Copa do Mundo. Nas redes sociais, vídeos de escoceses marchando pelas ruas de Boston viralizaram, brasileiros dominando quarteirões inteiros da Filadélfia, noruegueses realizando a coreografia viking, e mais uma vez a organização japonesa virou pauta. Torcida brasileira se reúne em frente ao Museu de Arte da Filadélfia antes do jogo contra o Haiti Imagem: Isaiah Vazquez/Getty Images Esses fenômenos têm sido fundamentais para aproximar o futebol dos norte-americanos e criar uma cultura ainda mais forte no país, diz Kerry, moradora de Boston. A Copa deixou de ser uma competição dentro de campo e passou a ser uma experiência coletiva. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Eu não sabia que todos esses países têm torcedores tão apaixonados, é incrível. Ainda que os jogos sejam legais, a melhor parte da Copa do Mundo tem sido os torcedores Evan Hand, norte-americano, ao UOL Tartan Army em Boston A torcida escocesa parece ter sido a principal a cativar os norte-americanos. Homens bêbados vestindo kilt, a tradicional roupa escocesa, tocando gaita de fole e festejando nas ruas da cidade eram cenas que não aconteciam desde 1998, na França — última vez que o país participou de uma Copa do Mundo. Continua após a publicidade É a Tartan Army fazendo coisas da Tartan Army! A gente é assim, gostamos de bagunçar o ambiente (no bom sentido), beber bastante e geralmente viver algo inesquecível. Isso tudo é sobre futebol, mas nós aproveitamos independentemente do resultado. Iain Meiklejohn, torcedor escocês As we head for Miami, we want to say a heartfelt thank you to the city & people of Boston. You've made us feel more than welcome in the time we've spent with you; you've made us feel part of your incredible city. Thank you for your generosity and your wonderful hospitality. -- Scotland National Team (@ScotlandNT) June 20, 2026 Iain esteve em Saint-Denis, aos 22 anos, quando a Escócia enfrentou o Brasil em 1998. Hoje ele se considera um veterano de Copas e vive a primeira acompanhado de seu filho, Aleks, de 14 anos: "Eu sei que é um evento que reúne as pessoas. Viver isso com minha família significa tudo para mim". A Escócia venceu o Haiti por 1 a 0 na estreia e perdeu para o Marrocos e Brasil nas rodadas seguintes. Ainda assim, a festa em Boston foi tamanha que rendeu até um agradecimento público do Boston Globe, maior jornal da cidade. "Querida Tartan Army, vocês vieram para a Copa do Mundo e nos trouxeram algo a mais. Durante uma semana, vocês transformaram estações de trem em palcos para cantar, o parque Fenway virou um estádio de futebol, e um mês de junho comum em algo que lembraremos por muitos anos. Boston já foi sede de outras competições, mas nunca recebemos visitantes como vocês. Obrigado pelas risadas, gaitas de fole e lembranças. A Copa do Mundo vai passar, as músicas também, mas jamais esqueceremos da alegria que trouxeram à nossa cidade". O soccer vira football? O produtor de conteúdo, Evan Hand acha que esse cenário ainda está distante. Para ele, a partir de agosto o futebol já será esquecido pela maioria dos moradores dos Estados Unidos. Ele brinca e diz que entre a final da NBA e um Brasil x Argentina na Copa, o basquete ainda chamaria mais atenção da população local. Continua após a publicidade Ainda assim, ele reitera: "Acredito que receber a Copa fez a gente perceber o quão grande é o futebol em todos os países, exceto no nosso". Ver os escoceses marchando em Boston e Miami, os brasileiros tomando as ruas de Pittsburgh, os japoneses limpando os estádios depois dos jogos, holandeses na Times Square, gritos vikings? Nós, estadunidenses, não somos assim, não temos músicas ou cantos, nenhuma coreografia de dança. Então assistimos tudo isso e ficamos nos sentindo por fora. Nós somos muito competitivos, então tudo isso ajuda a nos deixar mais envolvidos Evan Hand Noruegueses dominam a Times Square, em Nova York, com coreografia tradicional viking Imagem: Anadolu/Anadolu via Getty Images Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Neonazista brasileiro condenado por assassinato é preso na Itália Resultado Quina de São João, concurso 7051: veja data, hora e onde assistir Polícia de SP prende 3 suspeitos de participação no ataque contra tenente Falta ao barraco de Michelle com Flávio uma posição de Bolsonaro A Copa da espetacularização da impunidade