🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Irã, vítima de comentaristas que decidem reforçar consensos fabricados Milly Lacombe Colunista do UOL 21/06/2026 18h01 Deixe seu comentário Kevin De Bruyne tenta finalização na partida entre Bélgica e Irã pela Copa do Mundo 2026 Imagem: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Ver jogo do Irã na Copa é certeza de ter que encarar a raiva de perceber que consensos fabricados são repetidos sem nenhum tipo de pudor por narradores e comentaristas. "A seleção iraniana precisa limpar a imagem do regime", "O regime iraniano quer que a seleção vá bem". O "regime" isso, o "regime" aquilo. Sem nenhum contexto, sem dizer o que o time está passando nos Estados Unidos, sem citar uma guerra colonial absurda declarada por Trump e seus asseclas fascistas, sem falar da história dessa civilização milenar. Nada. Zero. Apenas o reforço da ideia de regime e de ditadura. Vamos por partes. Há problemas políticos no Irã? Há, certamente. Assim como nos Estados Unidos e, para citar apenas mais um, na Argentina. Quando jogam Estados Unidos e Argentina não há uma migalha de crítica aos métodos fascistas de Trump ou Milei. Mas quando o Irã entra em campo, todos viram feministas. "E as iranianas! Como são maltratadas!". Sim, porque Trump ama as mulheres e as trata com dignidade. Trump, condenado por estupro. Imaginem se o presidente do Irã tivesse sido condenado por estupro o que não diriam narradores e comentaristas. Alicia Klein Yamal era o que faltava para a Espanha Casagrande O risco que é pegar o Japão no mata-mata Sakamoto Maceió afundou; agora vem o julgamento da Braskem Alexandre Borges Caso Credcesta/Master se inspirou no Mensalão O que temos visto a imprensa repercutir é uma faixa que pede pelo fim das execuções no Irã. Nada sobre o que os Estados Unidos fazem em Gaza. Nada sobre os campos de detenção que o governo de Trump criou para depositar qualquer um que "pareça" imigrante. Nada sobre o envolvimento de Trump com uma rede internacional de tráfico de pessoas e crimes sexuais (o nome dele aparece milhares de vezes nos arquivos). Contar a história do jogo deveria envolver contar a histórias das opressões e das dominações sofridas por dezenas de países, e apontar para colonizadores - do passado e do presente. Nada foi dito a respeito da revolução haitiana quando o Haiti enfrentou o Brasil. Uma chance imensa de educar a audiência sobre a maior revolução da história. Preferiram falar de Neymar, do chiclete do Ancelotti, do movimento verde e amarelo. A gente assiste, a gente torce, a gente quer mais Copa. Mas sem olhar crítico seremos apenas alienados a serviço dos homens que estão no poder. Mas falemos do jogo: O Irã enfrentou a Bélgica e segurou um empate histórico. O goleiro iraniano fez defesas impossíveis, o time foi grandão e não cedeu para aquele considerado mais forte. O Irã tem boas chances de chegar ao mata-mata. Seria comovente. Trump detestaria, mas o futebol amaria. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Virginia revela o que dizia carta anônima que recebeu junto com flores Bélgica e Irã empatam nos EUA em jogo com milagres, gol anulado e expulsão Maceió afundou. Agora, começa o julgamento da Braskem Trabalhador morre após caminhão-pipa esmagar caminhonete em mina de MG 'Esperança vai vencer o medo': como surgiu slogan de Lula que Flávio copiou