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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Por que Vini é menos popular que Neymar Juca Kfouri Colunista do UOL 25/06/2026 17h46 Deixe seu comentário Imagem: Reprodução/Instagram Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Em 2009 Neymar tinha 17 anos e Vanderlei Luxemburgo o deixava no banco com a justificativa de que ele precisava ganhar massa muscular, era muito franzino e o chamava de "filé de borboleta". Amantes do futebol refinado do menino exigiam mais minutos para o garoto, aparentemente frágil sim, mas com uma capacidade impressionante de fugir das bordoadas de quem tentava amedrontá-lo, sem sucesso. Até que foi impossível deixá-lo de fora dos jogos do Santos. Daniela Lima Michelle demonstra que tem mais a falar a Flávio Ronilso Pacheco Michelle dá recado a Flávio, sem profecias ou amém Narrativas em Disputa Michelle expõe divisão e impõe derrota a Flávio Alicia Klein Equador se classifica com gol 'brasileiro' E Neymar reinou. Com Ganso formou dupla inesquecível, tricampeã da Libertadores em 2011. Um ano antes o técnico Dunga cometeu o pecado de não levar ambos para a Copa do Mundo na África do Sul. Um ano depois Neymar fez contrato nebuloso com o Barcelona ainda antes de enfrentá-lo pelo Mundial de Clubes da FIFA, quando os catalães golearam os santistas por 4 a 0. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Ali, de alguma forma, para muitos, quebrou-se o cristal de que Neymar era feito. Mais tarde, alegada dívida com a Receita Federal de cerca de 200 milhões de reais acabou drasticamente reduzida pela Justiça sob suspeitas de favorecimento por parte do governo da época, de Jair Bolsonaro. Coincidência ou não, foi então que ele virou publicamente bolsonarista de carteirinha. Continua após a publicidade Tanto bastou, em país dividido, para que também ele passasse a pagar pela legítima opção eleitoral. Antes, ao desrespeitar Dorival Júnior por recusar substituição em campo, ouviu de Renê Simões a previsão: "Estamos criando um monstro". O atleta Neymar ainda brilhou, e muito, no clube espanhol e concorreu com gênios do quilate de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo pelo lugar de número 1 do futebol mundial. Sua vida mundana, de popstar, envolta em denúncias de assédio sexual por funcionária da Nike, levou a marca a romper o contrato de patrocínio que mantinham. Ao buscar protagonismo sem a presença do amigo Messi, e contrariando o pai, Neymar assinou com o PSG e Paris o recepcionou com honras só dedicadas às celebridades globais. Recepcionou e se decepcionou. Continua após a publicidade O menino que parecia de borracha já tinha idade de adulto sem os reflexos de antes e virou presa fácil para lesões sem fim, até que foi para Arábia Saudita fazer de conta que jogava no Al-Hilal, a peso de ouro. Pela Seleção Brasileira, depois da Copa de 2022, pouco fez, voltou para o Santos também improdutivo, e ontem estreou na sua última Copa do Mundo, concessão feita por Carlo Ancelotti aos apelos de parte da torcida da torcida brasileira, mesmo que à custa da acusação de incoerência e de submissão aos interesses mercadológicos da CBF. Assim mesmo, inegavelmente, Neymar desperta comoção, principalmente entre quem só presta atenção no futebol em épocas de Copas. Em Miami, aliás, nem se fala. E por que Vinícius Júnior não goza do mesmo prestígio se, ao contrário de Neymar, já foi eleito número 1 do mundo e tem sido muito mais decisivo para a Seleção? Porque Vini é um negro que sabe seu lugar: o de levantar a bandeira antirracista, não levar desaforo para casa e desafiar o preconceito seja na Espanha, no Brasil ou na Flórida. Continua após a publicidade O que causa indignação entre os brancos que ainda gostariam de viver no regime escravagista e não admitem insubordinação de quem gostariam de ver na senzala, ou, no máximo, na cozinha, jamais na sala de jantar, a não ser de uniforme pondo e tirando pratos, copos e talheres. A cabeça erguida com topete pixaim de Vini ofende. Mesmo que venha a ser campeão mundial nos Estados Unidos e, por ironia, carregue Neymar nas costas, é provável que nunca desfrute da simpatia do cara que ele também idolatra. Também porque, infeliz e diferentemente de Mbappé, faz propaganda de bets, o que acrescenta milhões aos que já tem, mas angaria rejeição até de quem o admira. Neymar também faz, mas Neymar tem perdão absoluto da parte de seus fans, como uma certa família que cometa as barbaridades que cometer tem apoio acrítico. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Musa da TV, ex de Romário: quem é presidente de sindicato que pagou Piovani Vorcaro é transferido de volta para a Papudinha após decisão de Mendonça Advogado que pediu condenação do próprio cliente é encontrado morto em SC Venezuelanos cavam escombros enquanto aguardam resgate após terremoto Mãe de menino alvo de tentativa de sequestro e ex são achados mortos em SP