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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Em golpes, Mancuso aceitava pix, mas pedia para receber em conta nos EUA Joanna De Assis Colunista do UOL 12/10/2026 05h30 Deixe seu comentário Argentino chegou até a parcelar valor e a usar "laranja" para facilitar depósito no Brasil. Imagem: UOL Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O argentino Alejandro Mancuso revelou, em diversos áudios obtidos pela coluna, que negociou dezenas de licenças pelo valor que chamou de padrão: 20 mil dólares, o equivalente a aproximadamente R$ 100 mil. Em algumas mensagens, afirmou que teria mais de 40 "clientes" só no Brasil. Ainda não é possível dizer quanto dinheiro o ex-volante levantou com o esquema, mas a conta pode chegar a vários milhões de reais. Durante a investigação, um detalhe chamou a atenção: os depósitos, em sua esmagadora maioria à vista, eram feitos em uma conta em Miami, nos Estados Unidos. A opção Pix é mais recente. Para isso, ele contou com a ajuda de Júnior Gomes, técnico rodado na terceira divisão do futebol carioca, com o apelido de "Renato Gaúcho da Baixada" devido ao estilo boleiro e à experiência nas equipes da Baixada Fluminense. Gomes emprestou a conta para que Mancuso recebesse o dinheiro das licenças. Somente em setembro deste ano, ele recebeu pelo menos duas transferências de 50 mil reais. Josias de Souza Justiça Eleitoral desfaz à tarde decisão da manhã Juca Kfouri Três clássicos, dois dramas e um atropelamento PVC Palmeiras goleia e empurra Corinthians para abismo Sakamoto Lula recebe ajuda de jovens; Flávio, no TSE Para uma fonte da coluna, Gomes contou que é parceiro de Mancuso há anos e que o argentino "é cara sério e de palavra". "As licenças é o Mancuso que articula. Eu só quebrei um galho. Como moro no Brasil, facilito para ele devido aos impostos, e meu banco fazia essa operação", explicou. O golpe dos diplomas Após quase dois anos de investigação, a coluna revelou um esquema de venda de licenças falsas de treinador da ATFA , a tradicional escola de técnicos da Argentina, a ex-jogadores consagrados. O pivô é o argentino Alejandro Mancuso, ex-volante de Palmeiras e Flamengo e auxiliar de Diego Maradona na seleção argentina na Copa de 2010. Em dezenas de áudios e mensagens obtidos pela reportagem, Mancuso oferecia o que chamava de "trâmite urgente": um caminho paralelo para obter os diplomas sem cumprir a formação regular. Ele prometia enviar pelo correio, em até dez dias, as licenças PRO, A, B e C. O esquema tinha até um "flyer" de divulgação. Thiago Silva, Roberto Carlos, Felipe Melo, Alex de Souza, Petkovic, Lugano, Luiz Gustavo e Paulinho, entre outros, confirmaram ter negociado com Mancuso ou recebido os documentos. A maioria diz nunca tê-los usado, e Felipe Melo conseguiu o dinheiro de volta. Continua após a publicidade A ATFA afirma que toda a documentação é falsa e que Mancuso não tem vínculo com a entidade. A análise do UOL encontrou problemas como QR codes que não levam a páginas válidas, licenças de 2023 assinadas por um dirigente afastado desde 2020 e erros de grafia. Em 2025, a Justiça Federal argentina chegou a investigar a emissão irregular de licenças a ex-jogadores estrangeiros, mas arquivou o caso. Mancuso nega ter vendido os diplomas. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Joanna De Assis por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Pesquisa presidente: semana terá rodada com Quaest, BTG/Nexus e Datafolha Brasil está prestes a passar os EUA como maior superpotência agrícola 'Culpa foi minha' e 'Vou ficar quieto': as frases do GP de Singapura de F1 Quase um mês depois, duelo entre Atlético-MG e Santos não terminou O que Lula e Flávio devem fazer para vencer a eleição? Analistas respondem