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Só para assinantes Assine UOL Opinião O terceiro lugar que ninguém queria... até a bola rolar Yara Fantoni Colunista do UOL 18/07/2026 21h17 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A disputa pelo terceiro lugar costuma ser tratada como um prêmio de consolação. Um jogo que ninguém queria disputar. E, olhando as escalações de Inglaterra e França, essa sensação ficou evidente. As duas seleções entraram sem força máxima. Harry Kane sequer saiu do banco, enquanto os franceses também preservaram alguns titulares. Mbappé entrou, mas para ele individualmente valia a artilharia da competição. Para os outros, parecia apenas um compromisso antes das férias. Só parecia. A Inglaterra transformou o primeiro tempo em um verdadeiro recital. Dominou as ações, aproveitou cada espaço deixado pela defesa francesa e, antes mesmo do intervalo, abriu um impiedoso 4 a 0. O bronze parecia decidido e a França dava a impressão de apenas esperar o apito final. Juca Kfouri Inglaterra troca goleada por dignidade PVC Inglaterra faz sua melhor campanha em 60 anos Yara Fantoni O 3º lugar que ninguém queria. Até a bola rolar Mauro Cezar Futebol é avacalhado como cultura faz tempo nos EUA Mas o intervalo mudou tudo. É impossível não imaginar como foi aquele vestiário francês. A cobrança certamente veio forte. Perder faz parte do futebol, mas ser atropelado daquela maneira em uma Copa do Mundo era inaceitável. O técnico mexeu na equipe, promoveu mudanças e devolveu outra postura ao time. Com as entradas de Dembélé e Upamecano, a França voltou diferente: mais agressiva, intensa e disposta a provar que ainda havia jogo. E havia. Com Mbappé liderando a reação, os franceses diminuíram para 4 a 1, depois 4 a 2 e, de repente, 4 a 3. O que parecia uma goleada sem história virou um dos jogos mais emocionantes do Mundial. A Inglaterra, que passeava em campo, passou a olhar para o relógio e a sentir a pressão. Foi então que Thomas Tuchel colocou Jude Bellingham em campo. A entrada do meio-campista reorganizou a equipe inglesa. O camisa 10 retomou o controle do meio-campo, devolveu intensidade aos ingleses e esfriou o ímpeto francês. A Inglaterra voltou a comandar a partida, marcou mais duas vezes e fechou um eletrizante 6 a 4 para garantir a medalha de bronze. Mesmo derrotada, a França saiu de cabeça erguida pela reação. E, individualmente, Mbappé teve mais um motivo para sorrir. Com os gols marcados, chegou aos dez gols e assumiu, até aquele momento, a artilharia da Copa do Mundo. A liderança, no entanto, ainda pode mudar, já que Lionel Messi entra em campo na final com a chance de ultrapassá-lo. Se houver empate no número de gols, porém, o francês leva vantagem no critério de desempate: soma quatro assistências, mostrando que não foi apenas um goleador, mas também um dos principais criadores de jogadas desta Copa. Continua após a publicidade No fim, ficou a medalha de bronze para a Inglaterra. Mas o legado da partida vai muito além do pódio. Um jogo que começou como um protocolo, virou goleada, quase terminou em uma virada histórica e lembrou, mais uma vez, por que o futebol insiste em contrariar qualquer roteiro. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Resumo da novela 'Quem Ama Cuida' da semana: capítulos de 20/7 a 25/7 Léo Picon leva bronca da mãe por vídeo de cueca e responde: 'Pênis livre' PM flagrado batendo e ameaçando jovem paga fiança e é solto em Goiás França 4 x 6 Inglaterra | Melhores Momentos | Copa 2026 Com 10 gols de Mbappé, Copa do Mundo garante maior artilheiro desde 1970