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Futebol De contestados a heróis: 'paraguaios do Brasil' buscam proeza contra França Marcelo Belpiede Do UOL, em São Paulo 04/07/2026 11h00 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Junior Alonso comemora após vitória do Paraguai contra a Turquia pela Copa do Mundo 2026 Imagem: Matt McNulty - FIFA/FIFA via Getty Images A seleção do Paraguai chega a um momento épico na Copa do Mundo de 2026. Após um triunfo memorável contra a Alemanha na segunda fase, o desafio nas oitavas de final será hoje, na Filadélfia, às 18 horas (de Brasília), contra a França, uma das principais favoritas ao título e dona do ataque poderoso com Mbappé e Dembélé. A partida é a grande chance de os paraguaios consolidarem a condição de heróis nacionais — um cenário bem diferente da realidade de alguns atletas do elenco em clubes brasileiros. Nomes como Gustavo Caballero (vinculado ao Santos), Damián Bobadilla (São Paulo), Junior Alonso (de saída do Atlético-MG), Fabián Balbuena (Grêmio) e Izidro Pitta (Red Bull Bragantino) desfrutam do sucesso paraguaio no Mundial, mas passaram recentemente longe do protagonismo em gramados brasileiros. Em diversos momentos, as atuações discretas renderam até críticas das torcidas por não entregarem o rendimento esperado. Realidade difícil no Brasil Entre os convocados do Paraguai com passagem pelo futebol brasileiro, o caso de Gustavo Caballero é o que mais chama a atenção. Contratado pelo Santos no meio do ano passado, o jogador recebeu poucas oportunidades: foram apenas 12 jogos e um gol marcado antes de ser emprestado ao Portsmouth, da segunda divisão inglesa. José Trajano Brasil fica em desvantagem no meio com Martinelli PVC Por que Martinelli deve ser titular contra a Noruega Mauro Cezar França bate Paraguai que, eliminado, se liberta da bola Casagrande França faz bem ao futebol ao eliminar o Paraguai Há também quem permaneça no Brasil, mas longe de desfrutar da imagem de ídolo. É o caso de Damián Bobadilla, que defende o São Paulo desde 2024 e é conhecido pela falta de regularidade. Na própria Copa, o meio-campista passou por momentos difíceis: ele começou o torneio marcando um gol contra na derrota para os Estados Unidos, mas deu a volta por cima com a sua melhor atuação justamente no jogo eliminatório contra a Alemanha, esbanjando vitalidade. Bobadilla se lamenta após marcar gol contra em EUA x Paraguai, jogo da Copa do Mundo Imagem: Richard Heathcote/Getty Images O setor defensivo do Paraguai apresenta dois zagueiros com trajetórias semelhantes de altos e baixos no país pentacampeão mundial. O experiente Fabián Balbuena - que perdeu um pênalti na decisão contra a Alemanha - teve uma primeira passagem gloriosa pelo Corinthians (2016-2018), mas não repetiu o sucesso no retorno ao Timão em 2022 e nem no Grêmio, seu clube atual, onde enfrentou uma grave lesão antes da Copa. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Titular da seleção paraguaia, Junior Alonso seguiu roteiro parecido no Atlético-MG : brilhou em 2021 com os títulos do Brasileirão e da Copa do Brasil, mas retornou sem o mesmo destaque — o que culminou recentemente em sua saída do clube mineiro. Conhecido pela força física, o centroavante Izidro Pitta, do Red Bull Bragantino, vive uma luta particular em solo brasileiro : provar seu valor para cavar espaço em clubes mais tradicionais. O atacante desembarcou no país em 2022 pelo Juventude, defendeu o Cuiabá na temporada seguinte e, desde o ano passado, busca se firmar no Massa Bruta como um homem de área confiável. Seguindo o caminho contrário Na contramão dos compatriotas contestados, o trio do Palmeiras desfruta de um cenário bem mais estável, impulsionado pela estrutura de uma equipe habituada a disputar títulos. Capitão do Paraguai, o zagueiro Gustavo Gómez é ídolo incontestável da torcida alviverde, enquanto o meia Maurício e o atacante Ramón Sosa, se não são titulares absolutos, atuam com frequência no time do técnico Abel Ferreira. Continua após a publicidade Gustavo Gómez vibra com vitória do Paraguai sobre a Alemanha Imagem: FRANCK FIFE / AFP O sonho de voltar às quartas de final Diante da poderosa França, o Paraguai entra em campo para igualar o maior feito de sua história em Copas do Mundo. A seleção sul-americana só alcançou as quartas de final uma única vez, na edição de 2010, quando acabou eliminada pela Espanha, que conquistaria o título daquele torneio. Nós nos preparamos sabendo que precisávamos competir utilizando nossos próprios pontos fortes contra adversários muito difíceis. Fizemos tudo o que era humanamente possível para chegar a esta fase, e isso nos dá tranquilidade Junior Alonso, zagueiro do Paraguai Desta vez, a classificação teria um sabor ainda mais especial. Pelo fato de o Mundial de 2026 contar com o formato de 48 seleções, os paraguaios precisam superar uma fase eliminatória a mais para conseguir se colocar entre os oito melhores times do mundo. Por fim, uma vitória contra a França também teria sabor de revanche pelo marcante confronto entre as duas seleções nas oitavas de final da Copa de 1998. Naquela ocasião, os franceses levaram a melhor ao vencer por 1 a 0 com um gol do zagueiro Laurent Blanc, lance que decretou o fim imediato da partida por meio do histórico "gol de ouro". Continua após a publicidade A França é como uma tempestade com raios. E esses raios, vindos de todas as direções, têm como alvo o nosso gol. Então, sabemos que uma tempestade se aproxima. Precisamos descobrir como escapar dos raios. Gustavo Alfaro, técnico do Paraguai, reconhecendo o favoritismo do rival europeu. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Thiago Lacerda posta foto rara da filha Cora: 'Amor colorido da minha vida' Lavieri: Futebol não precisa ser bonito e se transformar em basquete Ibrahimovic elogia franceses diante do Paraguai: 'Teria levado 4 vermelhos' Vício, paixão, alerta: Lyris revira a vida de Ulisses em 'Quem Ama Cuida' Goleiro do Paraguai diz por que jogou bola em Mbappé: 'Momento de raiva'