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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Memphis está sem mercado, e Corinthians, sem dinheiro: como fechar acordo? Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 22/07/2026 10h29 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Memphis Depay durante treinamento do Corinthians Imagem: Rodrigo Coca/Agência Corinthians O plano A de Memphis Depay não deu certo, que era ir para a Copa do Mundo, arrebentar e estudar as diversas propostas que supostamente viriam de equipes do primeiro escalão europeu. Pois bem, praticamente não jogou, sendo reserva da seleção holandesa, e também não foi a primeira escolha de Ronald Koeman para entrar nas partidas. A Holanda foi eliminada por Marrocos nos pênaltis, nas oitavas de final, sem que Memphis estivesse em campo, e o leque de opções que ele esperava não apareceu. Gustavo Miller Harry Styles e a bolha das residências: vai estourar? Wálter Maierovitch Flávio pode ser cassado se continuar com ataques Josias de Souza Flávio aprende com pai e comete o mesmo erro Alexandre Borges Questionar as urnas é admitir a derrota Nesse período, aconteceram diversas situações no Corinthians, como quatro punições de transferência simultâneas (três da Fifa e uma da CBF) que impedem o clube de registrar novos jogadores. As sanções são motivadas por dívidas de contratações, multas e atrasos em acordos financeiros. Segundo apurações do jornalista Samir Carvalho, do UOL, Memphis ligou de Ibiza (onde passa férias) para o presidente Osmar Stabile dizendo que aceitaria reduzir a pedida salarial. Como a Copa do Mundo passou, provavelmente Memphis iria se dedicar só ao Corinthians, treinando com vontade e indo para todos os jogos, seja na Neo Química Arena ou fora, o que seria importante para o clube. Mas a dívida total do clube chega a quase R$ 3 bilhões e, apesar de ter também uma dívida com o jogador em torno de R$ 42 milhões, é isso que dificulta para o Corinthians conseguir uma diminuição considerável dos ganhos do atleta. O cenário é o seguinte: Mesmo com a redução salarial, Memphis Depay tem o maior vencimento disparado entre os jogadores do Corinthians. Portanto, o clube deveria negociar os compromissos extras, como pagar uma suíte presidencial de um dos hotéis mais caros de São Paulo, cozinheiro, segurança e carro blindado. Continua após a publicidade O jogador deveria arcar com os custos dessas regalias, e não o clube. Sem esses extras, o gasto mensal do Corinthians já terá uma redução importante. Como o próprio jogador já se manifestou favorável a negociar uma redução salarial, o Corinthians deve conversar de uma forma transparente com ele. É importante para Memphis ficar no Corinthians porque, nesse momento, ele está completamente sem mercado no futebol mundial, e o técnico Fernando Diniz sabe que, com o atacante motivado, o nível técnico do time sobe bastante. Enfim, Memphis Depay precisa muito do Corinthians nesse momento, e o clube também precisa muito dele para tentar lutar pelo título na Libertadores e na Copa do Brasil, além de fazer um Campeonato Brasileiro mais tranquilo do que nos últimos anos. Essas quatro punições de transferência complicam muito qualquer negociação, mas entre o holandês e o Corinthians deveria haver um acordo amigável em que os dois se ajudassem nesse momento. Continua após a publicidade O atacante precisa jogar e só tem o Corinthians para isso, enquanto o clube está altamente endividado e não pode mais arcar com gastos excessivos com ninguém. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora OpenAI: nova IA sai do controle e causa ataque hacker "sem precedentes" Ministros do STF veem plano de Flávio com EUA; PL minimiza fala sobre urnas Ana Maria e equipe passam mal após comer prato no Mais Você: 'Dor danada' Ameaça e vandalismo: argentinos vivendo no Brasil relatam ataque xenofóbico Urnas eletrônicas usadas no Brasil não foram fabricadas pela Smartmatic