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Seleção Copa analisa desempenho do ataque da França Aos 60 anos, o ídolo francês Laurent Blanc tem algumas certezas: a França é uma das favoritas neste Mundial, o Paraguai sabe se defender muito bem e o primeiro gol de ouro da história das Copas do Mundo mudou a vida dele e da seleção francesa. VEJA TAMBÉM: + 🔍 adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google + Calendário da Copa: veja datas e horários dos jogos + SIMULADOR: escolha quem avança na Copa + Veja a tabela da Copa do Mundo 1 de 6 Laurent Blanc comemora classificação da França para as quartas de final na Copa de 1998 — Foto: Michael Steele/EMPICS via Getty Images Laurent Blanc comemora classificação da França para as quartas de final na Copa de 1998 — Foto: Michael Steele/EMPICS via Getty Images – Sim, certamente é o gol que mais marcou a minha carreira. Marcar um gol em Copa do Mundo já é um imenso prazer e uma grande satisfação. Fazer isso em um jogo de mata-mata, então, é ainda mais intenso. É provavelmente o gol do qual as pessoas mais se lembram. Tive a sorte de marcar mais de cem gols na minha carreira, mas nenhum terá importado tanto quanto aquele com a camisa da seleção da França – disse Laurent Blanc, em entrevista ao jornal francês Le Parisien. Hoje treinador, Blanc celebrou junto aos franceses, nesta sexta-feira, os 28 anos em que a França venceu o Paraguai, nas oitavas de final da Copa de 1998 , em casa, na primeira vez que houve um gol de ouro (na chamada morte súbita) em um Mundial. Neste sábado, franceses e paraguaios voltam a se enfrentar nas oitavas da Copa. E Blanc vê semelhanças entre as partidas separadas por quase três décadas. 2 de 6 Laurent Blanc, da França, passa por Jose Luis Chilavert, do Paraguai, nas oitavas de final da Copa de 1998, em Lens — Foto: Richard Sellers/Sportsphoto/Allstar via Getty Images Laurent Blanc, da França, passa por Jose Luis Chilavert, do Paraguai, nas oitavas de final da Copa de 1998, em Lens — Foto: Richard Sellers/Sportsphoto/Allstar via Getty Images – Acho que a equipe atual do Paraguai se parece muito com a que enfrentamos em 1998. Defensivamente, eles não desistem de nenhuma bola. Por outro lado, continuam muito prudentes no ataque, muito tímidos. A prioridade deles é primeiro defender bem e depois tentar explorar um contra-ataque se a oportunidade surgir – analisa Blanc. O herói do gol no final da prorrogação em 1998 também dá a receita para os Bleus de 2026. – A França precisa tentar marcar o mais rápido possível. Com todo o respeito que tenho por essa seleção paraguaia, acho que os Bleus têm totais condições de vencer este jogo. Não dá para ficar esperando a brecha aparecer ou contar com um erro do adversário. Porque, quanto mais o tempo passar, mais o cenário se tornará favorável ao Paraguai. É por isso que abrir o placar o quanto antes será crucial – diz. 3 de 6 Laurent Blanc é cotado para ser o novo técnico do Barcelona — Foto: Getty Images Laurent Blanc é cotado para ser o novo técnico do Barcelona — Foto: Getty Images Em 1998, Didier Deschamps era o capitão da seleção francesa. Hoje, ele é o treinador da França nesta Copa. E se há 28 anos havia Zinédine Zidane, hoje os franceses contam com Michael Olise e Kylian Mbappé. – Para começar, se alguém não gosta de Michael Olise, é porque não gosta de futebol, ou de um certo tipo de futebol. O que mais me agrada nele, antes de tudo, é a sua qualidade técnica. Nesse aspecto, ele está acima de muitos jogadores. Ele nunca faz gestos inúteis: tudo é focado em ir para frente, tudo é vertical – elogia Blanc, que também é fã do artilheiro da Copa. – Kylian Mbappé impressiona principalmente aqueles que duvidaram dele. E foram muitos os que o "massacraram". Quando eu ouvia, há alguns meses, que o problema do Real Madrid se chamava Kylian Mbappé, eu pensava comigo mesmo que algumas pessoas não entendiam quase nada de futebol. Ele é um jogador extraordinário. Não esperei por esta Copa do Mundo para achar isso - concluiu. O reencontro – 🔙 Há 28 anos, Les Bleus venceram o Paraguai nas oitavas de final da Copa do Mundo graças a um lendário gol de ouro de Laurent Blanc. 🇫🇷✨ Um gol que entrou para a história e colocou a França no caminho para seu primeiro título de Copa do Mundo 🏆 – publicou a Federação Francesa de Futebol, nesta sexta-feira. Em 28 de junho de 1998, aconteceu uma das vitórias mais dramáticas da história da seleção francesa: o triunfo sobre o Paraguai, nas oitavas de final da Copa do Mundo. Justamente o mesmo rival e a mesma fase que a França tem pela frente neste sábado, novamente em um Mundial, desta vez no Estádio da Filadélfia, nos Estados Unidos. + França x Paraguai terá temperatura perto de 40ºC e risco de chuva; região recebe alerta 4 de 6 Deschamps, hoje técnico da França, comandava o meio de campo contra o Paraguai, na Copa de 1998 — Foto: FFF Deschamps, hoje técnico da França, comandava o meio de campo contra o Paraguai, na Copa de 1998 — Foto: FFF Em 1998, jogando em Lens, os franceses sofreram para superar a sólida barreira defensiva paraguaia comandada pelo goleiro José Luis Chilavert, o lateral Arce e os zagueiros Ayala e Gamarra. A classificação só veio aos 114 minutos, na prorrogação, quando o zagueiro Laurent Blanc marcou o primeiro "gol de ouro" da história das Copas do Mundo, selando o placar em 1 a 0 e abrindo caminho para o primeiro título mundial dos Bleus. O cenário para o jogo deste sábado traz a França como favorita, vindo de uma vitória contundente por 3 a 0 sobre a Suécia na fase anterior, com Kylian Mbappé artilheiro da Copa, Dembélé fazendo seus primeiros gols e de Olise como destaque do Mundial. Por outro lado, o Paraguai chega motivado após uma classificação histórica nos pênaltis contra a Alemanha, prometendo reviver o espírito de resistência que marcou o duelo de 28 anos atrás. O vencedor do confronto entre França e Paraguai encara nas quartas quem passar entre Canadá e Marrocos. 5 de 6 França 1998 — Foto: FFF França 1998 — Foto: FFF Primeiro Gol em mata-mata do Paraguai na história das Copas O jogo de 98 A França entrou em campo em 28 de junho de 1998, no estádio Félix-Bollaert, em Lens, carregando o favoritismo absoluto e uma pressão gigante. Como país-sede, a seleção francesa tinha o peso de apagar o fiasco por ter ficado fora das Copas de 1990 e 1994. A pressão aumentou ainda mais porque o camisa 10 e principal craque do time, Zinédine Zidane, cumpria suspensão por ter sido expulso contra a Arábia Saudita na fase de grupos. Sem Zidane, o meio-campo francês foi liderado pelo capitão Didier Deschamps. Na defesa, a dupla formada por Laurent Blanc e Marcel Desailly garantia a segurança necessária para que laterais ofensivos como Bixente Lizarazu e Lilian Thuram apoiassem o ataque, que naquela tarde penou para furar o bloqueio adversário. 6 de 6 Gamarra defendeu a seleção paraguaia em três Copas: 1998, 2002 e 2006 - Quiz Gamarra — Foto: Ben Radford /Allsport Gamarra defendeu a seleção paraguaia em três Copas: 1998, 2002 e 2006 - Quiz Gamarra — Foto: Ben Radford /Allsport O Paraguai, por sua vez, retornava aos mata-matas da Copa após 12 anos de ausência, impulsionado por uma das defesas mais temidas do mundo. O grande nome era o goleiro e capitão José Luis Chilavert, famoso tanto pelas defesas difíceis quanto pela personalidade explosiva e cobranças de falta. À frente dele, o zagueiro Carlos Gamarra fez uma Copa impecável, terminando o torneio sem cometer uma única falta, liderando uma retaguarda que contava ainda com Celso Ayala e Arce. Para a França, aquela partida foi o verdadeiro "teste de fogo" psicológico rumo ao título inédito. A vitória suada na prorrogação acabou blindando o elenco contra as fortes críticas da imprensa local. Para o Paraguai, o jogo representou o ápice de sua "geração de ouro" e consolidou o respeito internacional daquela seleção. Mesmo eliminados pela regra do Gol de Ouro (antes chamada de morte súbita), os jogadores paraguaios foram recebidos como heróis em Assunção. França 3 x 0 Suécia | Melhores momentos | Segunda fase | Copa do Mundo 2026