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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte A um mês da Copa, como estão os principais rivais do Brasil rumo ao hexa? Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 11/05/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Mbappé comemora gol pela seleção da França Imagem: FRANCK FIFE / AFP A seleção brasileira não chega como favorita à Copa do Mundo, que começa daqui a um mês, nos Estados Unidos, México e Canadá. Sexta colocada o ranking da Fifa, e com um ciclo de preparação acidentado, com quatro técnicos, a seleção pentacampeã Mas, afinal, quem são e como chegam as seleções que estão no topo das listas de favoritismo para ficar com a taça? França Finalista das últimas duas Copas do Mundo, a França manteve Didier Deschamps como treinador e conseguiu o que parecia impossível: renovou a seleção sem perder qualidade técnica. Pedro Lopes Seleção já previa Estêvão fora da Copa do Mundo Sakamoto Explosão revela problema que pode estourar em SP Graciliano Rocha Como a Elo avança para estrear em Wall Street Josias de Souza O bolsonarismo polarizou a bactéria Kylian Mbappé continua sendo a grande estrela, mas ganhou a companhia de Désiré Doué, Bradley Barcola (ambos do PSG), Rayan Cherki (Manchester City) e Michael Olisé (Bayern de Munique), todos revelações das últimas temporadas. A lista seria ainda maior com Hugo Ekitiké (Liverpool), mas o atacante está machucado e ficará fora do Mundial. Ousmane Dembélé virou protagonista mundial com a Bola de Ouro e a Champions Imagem: Facebook/PSG Ousmane Dembélé também não deixa de ser uma novidade. O ponta ambidestro chegará à sua terceira Copa em uma versão 2.0: mais participativo, mais inteligente e mais decisivo; além, é claro, de ter uma Bola de Ouro e uma Champions League no currículo. Em sua despedida da seleção, Deschamps tem dois grandes desafios. O primeiro é convocar apenas 26 jogadores, em um país que não para de produzir talentos. O segundo é equilibrar os egos de um vestiário que tem cada vez mais candidatos a protagonista e que perdeu lideranças importantes, como Hugo Lloris e Antoine Griezmann. Desde a final perdida nos pênaltis contra a Argentina, a França disputou 38 jogos, com 26 vitórias, seis empates e seis derrotas. A seleção de Deschamps caiu na semifinal da Eurocopa-2024 contra a Espanha e passou fácil pelas Eliminatórias, com cinco vitórias e um empate. Em março deste ano, a França enfrentou o Brasil e venceu por 2 a 1, mesmo jogando com um a menos desde os 10min do segundo tempo. Antes da Copa, a seleção francesa fará amistosos contra Costa do Marfim e Irlanda do Norte. No Mundial, o está no Grupo I, com Senegal, Noruega e Iraque. Continua após a publicidade Time-base: Maignan; Malo Gusto, Upamecano, Saliba e Theo Hernández; Tchouamení, Rabiot e Cherki; Olisé, Dembelé e Mbappé. A Espanha, de Lamine Yamal, está em alta e é uma das favoritas ao título Imagem: Getty Images Espanha Depois de três Copas do Mundo em que chegou como favorita e decepcionou, a Espanha renasceu pelas mãos de Luis de la Fuente — um treinador que foi de ilustre desconhecido a campeão da Eurocopa em menos de dois anos. O time que chega à Copa do Mundo mostra uma versão atualizada do modelo de jogo que dominou o mundo entre 2008 e 2012. A intenção de dominar a posse de bola e a qualidade técnica dos meio-campistas continuam: Rodri, Pedri, Fermín López, Zubimendi e Merino são algumas das opções no setor. Mas, nos últimos anos, a Espanha tornou-se também uma equipe letal nas transições e no jogo de 1 contra 1, fruto da explosão de Lamine Yamal como superestrela no Barcelona e do amadurecimento de Nico Williams. Continua após a publicidade O desafio da dupla, agora, é físico: Yamal chegará à Copa do Mundo em fase final de recuperação de uma lesão muscular, e Williams passou toda a temporada lidando com problemas físicos. O ciclo da Espanha pós-Qatar foi praticamente impecável: conquistou a Europa-2024, passou fácil pelas Eliminatórias da Copa, e chegou a duas finais da Liga das Nações, com um título e um vice, com derrota nos pênaltis para Portugal. Desde o último Mundial, foram somente duas derrotas no tempo regulamentar: um 2 a 0 contra a Escócia, em março de 2023, pelas Eliminatórias da Eurocopa; e um 1 a 0 contra a Colômbia, num amistoso em Londres, jogando com um time B — os titulares enfrentaram o Brasil quatro dias depois, no empate por 2 a 2, em Madri. Em março, os espanhóis teriam um de seus testes mais esperados do ciclo, na Finalíssima contra a Argentina, mas a partida foi cancelada por falta de acordo entre as federações para definir uma sede. Antes da Copa, os espanhóis farão amistosos contra Iraque e Peru. No Mundial, estão no Grupo H, com Arábia Saudita, Cabo Verde e Uruguai. Time-base: Unai Simón; Marcos Llorente, Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri, Pedri e Fermín; Nico Williams, Oyarzábal e Lamine Yamal. Messi comemora gol pela seleção da Argentina Imagem: Clive Brunskill/Getty Images Argentina Campeã no Qatar em 2022, a Argentina teve um ciclo de quatro anos dividido em duas partes bem diferentes. Nos dois primeiros anos, passeou pelas Eliminatórias e conquistou a Copa América de 2024; mas, desde a conquista continental, optou por jogar amistosos contra seleções menores, fugindo de confrontos com grandes equipes europeias. Continua após a publicidade A tática não saiu da cabeça do técnico Lionel Scaloni, mantido no cargo após o título mundial. Foi uma decisão da diretoria da Asociación del Fútbol Argentino (AFA): disputar amistosos rentáveis, em países que não apenas pagavam para ter a campeã do mundo, como destinavam parte da renda à entidade. Assim, enquanto Brasil, Uruguai, Colômbia e os grandes europeus procuravam rivais de alto nível para amistosos, a Argentina enfrentava Porto Rico, Angola, Estônia e Indonésia. Se a qualidade dos rivais era duvidosa, o êxito esportivo é uma certeza: foram 15 amistosos no ciclo, com 15 vitórias, 49 gols marcados e apenas dois sofridos. O elenco é parecido com o que levou a taça em dezembro de 2022, mas há uma mudança importante: Lionel Messi e Rodrigo de Paul trocaram o futebol europeu pela Major League Soccer, dos Estados Unidos. O impacto real da mudança será visto em campo quando a bola rolar. A grande novidade na convocação deve ser Nico Paz, revelação da Série A italiana pelo Como. Sobre Messi, há que se acrescentar que o camisa 10 passou todo o ciclo sem dar muitas pistas sobre sua participação naquela que seria a sexta Copa da carreira. A um mês do jogo de abertura, ele ainda não confirmou que estará em campo, mas a tendência é que seja convocado por Scaloni. O ciclo da Argentina, marcado por amistosos pouco importantes e triunfos no futebol de âmbito continental, teve 37 jogos, com 29 vitórias, quatro empates e quatro derrotas — para Uruguai, Colômbia, Equador e Paraguai, todas nas Eliminatórias. Contra o Brasil, foram dois encontros, com vitórias por 1 a 0 contra o Maracanã e a histórica goleada por 4 a 1 no Monumental. Na Data Fifa de março, os argentinos venceram Mauritânia e Zâmbia. Antes da Copa, a seleção enfrentará Honduras e Islândia. A equipe de Messi está no Grupo J do Mundial, com Argélia, Áustria e Jordânia. Continua após a publicidade Time-base: Dibu Martínez; Molina, Romero, Otamendi e Tagliafico; Paredes, Mac Allister e Enzo Fernández; Messi, Julián Álvarez e Thiago Almada. Harry Kane, da Inglaterra, comemora gol contra a Albânia pelas Eliminatórias Europeias Imagem: Reuters/Peter Cziborra Inglaterra Na Copa do Mundo em que completará 60 anos desde seu último título mundial, a Inglaterra chega com uma das melhores seleções que montou nessas seis décadas de jejum. O técnico é o alemão Thomas Tuchel, campeão da Champions League com o Chelsea em 2021, e o elenco está recheado de estrelas, como Harry Kane — artilheiro da temporada no futebol mundial —, Declan Rice, Bukayo Saka e Jude Bellingham. O ciclo dos ingleses começou com a mudança no comando: Tuchel substituiu o desgastado Gareth Southgate. A expectativa era enorme para a Eurocopa, mas os ingleses pararam novamente na final em 2024, desta vez contra a Espanha. Continua após a publicidade Apesar da decepção, a Inglaterra juntou os cacos rapidamente: passeou nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, com a melhor campanha entre os europeus. Foram oito vitórias em oito jogos, com 22 marcados e nenhum sofrido. Desde a queda nas quartas de final do Qatar-2022, contra a França, o futebol inglês produziu novos talentos, que devem ganhar espaço neste Mundial. A lista tem nomes como Cole Palmer (Chelsea), Morgan Rogers (Aston Villa), Kobbie Mainoo (Manchester United) e Noni Madueke (Arsenal). Em março de 2024, a Inglaterra recebeu o Brasil em Wembley e perdeu por 1 a 0, com gol de Endrick, o primeiro do atacante pela seleção. Na última Data Fifa, em março deste ano, dois tropeços acenderam a luz de alerta: empate por 1 a 1 com o Uruguai e derrota por 1 a 0 diante do Japão. Desde a Copa do Qatar, foram 35 partidas, com 27 vitórias, oito empates e seis derrotas. Antes do Mundial de 2026, a Inglaterra fará amistosos com Nova Zelândia e Costa Rica. A estreia no torneio acontece contra a Croácia, pelo Grupo L, que tem ainda Panamá e Gana. Time-base: Pickford; Reece James, Guéhi, Konsa e Nico O´Reilly; Rice, Bellingham e Morgan Rodgers; Saka, Gordon e Kane. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Justiça do DF condena Valdemar por ter dito que 8/1 foi organizado pelo PT Por unanimidade, Segunda Turma do STF mantém prefeito tiktoker no cargo Wesley Batista elogia EUA e filho de Trump brinca: 'Está contratado' Quina acumula, e prêmio vai a R$ 17,5 milhões; confira as dezenas Pré-lista de Ancelotti para Copa tem Neymar e Pedro, e Estêvão ausente