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Opinião Futebol Argentina tenta esfriar clima, mas Malvinas inflamam duelo com Inglaterra Luiza Oliveira Em Atlanta (EUA) 14/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Argentina tem tentado diminuir o peso da rivalidade do confronto contra a Inglaterra. Ao ser perguntado, o técnico Lionel Scaloni disse: "É uma partida de futebol". O meio campista Rodrigo de Paul foi pelo mesmo caminho. Apesar de dois personagens importantes do duelo terem levantado a bandeira da paz, o cenário aponta uma rivalidade cada vez mais crescente. E os principais episódios históricos que envolvem as duas seleções, tanto a Guerra das Malvinas em 1982 quanto o confronto válido pelas quartas de final da Copa do Mundo de 1986 conhecido pela emblemática "La Mano de Dios", de Maradona, continuam presentes. No último sábado, milhares de argentinos se reuniram na porta do estádio em Kansas City, onde algumas horas depois a Argentina enfrentaria a Suíça, para assistir ao duelo entre Inglaterra x Noruega. Assim que o árbitro apitou o fim do jogo e ficou decretada a classificação inglesa, grupos de argentinos gritavam: "La Malvinas son Argentinas". Sakamoto Não é o Porsche que mata, mas a bolha de ostentação Chico Barney O erro da CazéTV foi amar demais (a Argentina) Alicia Klein Mbappé tem a aura dessa Copa do Mundo PVC Os franceses chegaram ao Texas para a semi da Copa O exemplo mais claro de que o confronto de 1982 está presente até hoje é a letra de "La Quarta Estrella", hit da torcida que conquistou os jogadores e que embala a comemoração no vestiário a cada vitória. A letra diz "Por Malvinas, por el Diego, por la última de Leo, Argentina, quiero verte bicampeón" e é cantada a plenos pulmões pelos atletas. A repercussão tem sido tão grande que a Federação de Veteranos de Guerra das Malvinas resolveu se manifestar por meio de comunicado. A entidade informou pela memória dos 649 militares argentinos mortos no confronto: "O esporte não é guerra: A partida da semifinal é um evento esportivo de alcance mundial, e não uma revanche armada nem uma compensação histórica. A soberania é defendida nos fóruns internacionais, por meio da diplomacia, da verdade histórica e da reivindicação pacífica e irrenunciável estabelecida pela Constituição Nacional", dizia. "A verdadeira vitória argentina está em fazer ecoar, com orgulho, o grito de "Malvinas Argentinas!" em cada arquibancada, sem xenofobia nem ódio, mas como um exercício permanente de memória e soberania", informou a nota. Além da Guerra das Malvinas, outro episódio simbólico na rivalidade também voltou à tona: "La Mano de Dios", de Maradona. No jogo válido pelas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, a Argentina jogou com uniforme 2 na cor azul e venceu o duelo por 2 a 1. Agora na semifinal, mais uma vez, a seleção vai usar o uniforme azul, fato que gerou repercussão em toda a imprensa internacional. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Professora é encontrada morta em casa após incêndio no RS; polícia investiga Justiça acata ação do Fla sobre entrega da Taça das Bolinhas ao São Paulo Trump diz que EUA investigam relatos de drones iranianos em Cuba EUA atacam Irã pela 3ª noite seguida; Teerã mira aliados de Trump Padre do DF rejeita excomunhão do Vaticano e diz que seguirá com missas