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Análise dos Times

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Brasil 2 X 1 Japão | Melhores momentos | Copa do Mundo 2026 Para uma seleção gestada ao longo da primeira fase, para um time recém-nascido, era necessário um batismo. Pois ele veio. A vitória de 2 a 1 sobre o Japão. nesta segunda-feira, foi um ritual necessário – uma cerimônia que certamente ajudará a colocar o Brasil de vez nesta longa jornada da Copa do Mundo. Houve erros que exigiram correções, sofrimento que cobrou resiliência, drama que pediu reviravolta. De virada, com um gol nos últimos minutos, a Seleção encarou o desafio com a coragem que ele exigia. Como prêmio, saiu da partida mais forte do que entrou. O trajeto ainda é longo. Mas o Brasil cresce jogo a jogo, estendendo os limites de nossa esperança. Jogar melhor do que o Japão, um time muito organizado, de bom futebol na primeira fase, passa um recado aos adversários: se derem chance, a Seleção pode chegar. Foi com emoção – e será com emoção enquanto durar a caminhada, porque estes são os limites da equipe. No primeiro tempo, o Brasil pagou o preço do tempo perdido na formação do time. Teve dificuldades para construir jogadas, caiu na marcação japonesa, foi um conjunto estático, à espera de algum espaço que brotasse do nada. Sem opções naturais, sem mecanismos automáticos, foi preciso arriscar mais, forçar jogadas, e numa dessas o Japão abriu o placar. Danilo errou o passe, Casemiro, amarelado, não pôde parar o lance (gatilhos de Croácia em 2022 aqui), Sano bateu no cantinho de Alisson. O Brasil foi para o intervalo em situação delicada. À derrota parcial, somavam-se sinais preocupantes, incluindo a discrição de Vini Jr – um diagnóstico das dificuldades da equipe. O cenário exigia uma nova equipe, um novo comportamento, e nada nos garantiria que a Seleção teria condições de se reinventar. 1 de 1 Martinelli comemora o gol da vitória do Brasil contra o Japão — Foto: Annegret Hilse / Reuters Martinelli comemora o gol da vitória do Brasil contra o Japão — Foto: Annegret Hilse / Reuters Mas ela conseguiu. Já nos primeiros minutos, ficou claro que o Brasil estava disposto a passar no teste mental do primeiro mata-mata. Bruno Guimarães quase empatou de cabeça. Casemiro mandou uma bola que bateu em todos os lados, feito em uma mesa de pinball, e decidiu não entrar. Até que Gabriel Magalhães, aos dez minutos, mandou na cabeça do veterano volante, que completou para o gol: 1 a 1. O restante do jogo também exigiu equilíbrio emocional. O Brasil precisava seguir em cima, cavando o terreno em busca da virada, mas sem cometer os erros de antes. Vini começou a entrar no jogo. Aos 12, lembrou a todos que a Seleção ainda é capaz de produzir jogadores excepcionais. Tocou entre as pernas de um marcador, entortou outro e só não fez o gol mais bonito da Copa porque o goleiro Suzuki e a trave se uniram contra ele. Aos poucos, a empolgação foi arrefecendo, mas o Brasil deu um jeito de encontrar certo equilíbrio: manteve-se dominante, mas sem permitir que o Japão se aventurasse tanto. Assim, chegou à virada nos acréscimos, com Gabriel Martinelli, em mais uma assistência de Bruno Guimarães. Foi um alívio. Havia risco antes do jogo, houve risco durante o jogo, seguirá havendo riscos na próxima partida, contra Noruega ou Costa do Marfim, equipes de um patamar próximo ao do Japão. O Brasil tem uma equipe no fio da navalha, com pouca margem para erros, à mercê de acidentes que podem custar a Copa do Mundo. Isso não mudou por causa da classificação. Mas agora é uma equipe batizada, que já encarou todo o drama e toda a angústia que um mata-mata pode oferecer. E que se mostrou madura para sobreviver.