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Futebol Mr. Perfeito, Ancelotti gabarita pré-requisitos para liderar Brasil na Copa Danilo Lavieri , Pedro Lopes e Thiago Rabelo Do UOL, em Nova Jersey (EUA) 13/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti, técnico da seleção Imagem: Rafael Ribeiro/CBF Carlo Ancelotti passou mais de três décadas construindo uma carreira que o transformou em uma unanimidade rara no futebol mundial. Quando a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) procurava alguém para liderar a seleção brasileira na Copa do Mundo, encontrou um treinador que, na prática, preenche quase todos os requisitos imagináveis para o cargo. A única lacuna relevante em um currículo já histórico é justamente o troféu que ele tentará buscar agora: a Copa do Mundo, marcada para começar para ele às 19h (de Brasília) contra Marrocos com acompanhamento do Placar UOL . Em busca de um nome capaz de unir experiência, liderança, conhecimento tático, gestão de grupo e resultados, a entidade brasileira encontrou um técnico que conquistou praticamente tudo o que era possível no futebol de clubes. Juca Kfouri ICE não pegou Balogun e ele já é o artilheiro da Copa PVC EUA indicam grande campanha na Copa Milly Lacombe Marrocos é um dos times mais organizados da Copa Carla Araújo Reação de Fachin é importante para Moraes Ancelotti soma cinco títulos da Liga dos Campeões, foi campeão nacional nas cinco principais ligas da Europa, Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França, conquistou Mundiais de Clubes, recebeu o prêmio de melhor técnico do mundo e foi colocado pela revista France Football entre os dez maiores treinadores da história. O currículo impressiona, mas não explica sozinho por que o italiano sempre foi visto como uma solução ideal para o Brasil. Ao longo da carreira, Ancelotti construiu reputação também pela capacidade de adaptação. Nunca foi tratado como um revolucionário das pranchetas ou um inventor de sistemas, mas ganhou respeito pela inteligência para moldar equipes diferentes de acordo com os jogadores disponíveis. Não por acaso, costuma citar Arrigo Sacchi como uma de suas principais referências. Copa 26 Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês "É uma experiência nova, muito especial. É uma responsabilidade, uma honra representar o país do futebol, a seleção mais vitoriosa do mundo. São duas coisas: responsabilidade e honra. Quero nesse momento comunicar a minha alegria, felicidade desse momento. É um momento muito bonito da minha história", analisou o italiano na coletiva de véspera. Se dentro de campo sua marca é a flexibilidade, fora dele a principal virtude apontada por jogadores é a gestão humana. Ancelotti é reconhecido por compartilhar decisões, delegar responsabilidades e dar voz aos líderes dos elencos. É um comportamento que ajuda a explicar por que conquistou a confiança de estrelas de diferentes gerações. Na seleção brasileira, o padrão se repete. O técnico brinca com veteranos como Casemiro durante os treinamentos, arranca risadas dos mais experientes e, ao mesmo tempo, encontra espaço para acolher os mais jovens, como Endrick. Continua após a publicidade Ex-comandados e atletas que trabalham atualmente com ele descrevem um profissional que sabe exatamente quando aliviar a pressão e quando endurecer o discurso. É o treinador capaz de aparecer fumando charuto em comemorações, liberar vinho em determinadas concentrações e, na mesma medida, tomar decisões duras quando considera necessário. O mesmo comandante que comprou a ideia de convocar Neymar, uma escolha que divide parte da opinião pública, mas foi recebida com entusiasmo dentro do grupo. Também foi o treinador que admitiu ter sofrido ao comunicar a exclusão de João Pedro da lista final. Sua trajetória também oferece algo que o Brasil buscava há anos: estabilidade. A autoridade construída ao longo da carreira permite que resultados negativos não provoquem terremotos imediatos. A derrota para o Japão, por exemplo, gerou menos turbulência do que normalmente ocorreria em um ambiente acostumado a crises frequentes. A simples presença de Ancelotti já alterou o clima interno da seleção, algo destacado por jogadores como Alisson desde os primeiros dias de trabalho. Ainda assim, existe uma pergunta que só poderá ser respondida dentro de campo. O sucesso absoluto em clubes é suficiente para repetir o mesmo impacto em seleções? A rotina é diferente, o tempo de trabalho é menor e os desafios mudam completamente. Ancelotti garante não estar ansioso para iniciar essa trajetória, embora seja difícil medir o quanto existe de convicção e o quanto existe de discurso nessa declaração. O próprio treinador já admitiu que sentir medo faz parte do processo e pode até ser positivo. Continua após a publicidade Talvez seja justamente essa a última prova de um técnico que parece ter completado quase todas as fases possíveis do futebol. Aos 67 anos, o italiano que venceu em praticamente todos os lugares chega à Copa do Mundo perseguindo o único título capaz de transformar uma carreira extraordinária em uma obra sem espaços em branco. E há um detalhe simbólico nessa busca: a última vez que esteve tão perto do troféu foi em 1994, como auxiliar da Itália, derrotada justamente pelo Brasil na final. Agora, o destino lhe oferece a chance de inverter os papéis. 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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