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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Seleção começa ciclo para 2030 com maiores promessas no banco na Europa Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 09/09/2026 05h30 Deixe seu comentário Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti conversa com Estêvão durante treino da seleção brasileira em 2025 Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF O caminho da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2030 começa nesta quarta-feira (9), às 15h, no Rio. Diante de uma plateia de jornalistas, Carlo Ancelotti convocará seu primeiro grupo de jogadores, para os dois amistosos contra a Austrália e o duelo com a Índia, na "supera Data Fifa" de setembro e outubro. A lista do treinador é mantida em sigilo, mas deve mostrar uma tendência: algumas das maiores apostas do futebol brasileiro para os próximos quatro anos têm sofrido para se firmar em seus clubes na Europa. Os dois casos mais emblemáticos são de Estevão e Endrick. A dupla revelada pelo Palmeiras é apontada como o futuro da seleção e peça central no planejamento para o próximo Mundial. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Só que, em seus clubes, eles não são protagonistas; longe disso. O caso de Estevão é o mais palpável neste início de temporada europeia. Depois de sofrer uma grave lesão muscular em maio e ficar fora da Copa do Mundo, o jogador do Chelsea tem encontrado dificuldades para ter chances com Xabi Alonso, novo comandante do time londrino. Dos quatro jogos oficiais do clube até agora, o brasileiro só foi titular em um, contra o Luton Town, na Copa da Liga Inglesa. Na Premier League, foram apenas 16 minutos em campo — 7 contra o Fulham, 9 diante do Arsenal; contra o Brighton, ele nem foi usado. As portas do time titular parecem fechadas porque o Chelsea de Xabi Alonso joga com alas, e não pontas. Estevão teria de se transformar em um lateral ofensivo, algo que não quer fazer, ou brigar com Cole Palmer e Morgan Rodgers, ambos ingleses, por uma vaga de meia-atacante. Endrick continuou no Real Madrid após regressar do Lyon Imagem: Divulgação O caso Endrick Outra grande revelação do futebol brasileiro, Endrick continua lutando por espaço no Real Madrid, na terceira temporada que inicia no clube espanhol. Depois de um período de empréstimo de cinco meses no Lyon, onde se destacou, o atacante retornou ao elenco merengue. Continua após a publicidade Durante um mês e meio entre o fim da Copa do Mundo e o fechamento da janela de transferências nas grandes ligas europeias, Endrick foi especulado em uma dezena de clubes, entre eles Liverpool, Roma e Villarreal. Só que o camisa 9 resolveu ficar. As consequências da decisão ainda não podem ser medidas, porque o brasileiro se machucou às vésperas da estreia na Liga Espanhola e só voltou a estar à disposição de José Mourinho na terça (8), para a estreia na Champions League, contra a Internazionale. Ainda sem ritmo, Endrick não entrou em campo. Mas não é o duelo da Champions que serve como termômetro da situação do brasileiro: o Real Madrid tem Kylian Mbappé como titular no comando do ataque e contratou Yan Diomandé por 125 milhões de euros (R$ 74 milhões, recorde do clube) para a ponta-direita, duas funções que o brasileiro poderia exercer. O clube ainda manteve Brahim Díaz e fechou com o espanhol Carlos Espí, aumentando o "overbooking" no sistema ofensivo pelo centro e pela direita. Andrey Santos em ação durante amistoso do Manchester United Imagem: Ben McShane/Sportsfile via Getty Images 'Novatos' em adaptação O fim da carreira de Casemiro na seleção abriu duas posições: a de primeiro volante e a de líder do meio-campo da seleção. Para a primeira, um dos principais candidatos é Andrey Santos; para a segunda, o caminho natural aponta para Bruno Guimarães. Continua após a publicidade Os dois estão em grandes clubes da Premier League, mas ambos acabam de chegar e ainda não se firmaram como titulares. Andrey Santos, que ficou fora da última Copa do Mundo em uma das decisões finais de Ancelotti, chegou ao Manchester United apontado como possível herdeiro de Casemiro. Por enquanto, ainda luta por uma vaga no time; foi titular em apenas uma das três partidas do Inglês. A situação de Bruno Guimarães é diferente: ele chegou ao Arsenal como uma das contratações mais badaladas da janela de transferência, mas teve uma lesão muscular na estreia em jogos oficiais. Acabou fora da partida seguinte e, recuperado, voltou ao time como reserva. O contexto no atual campeão inglês é bem diferente: no Newcastle, o meio-campista era o capitão, ídolo e comandante do time em campo; no Arsenal, ele precisa disputar minutos com Declan Rice, titular da Inglaterra, Martin Zubimendi e Mikel Merino, campeões mundiais com a Espanha. Quem também mudou de clube foi o zagueiro Vitor Reis, que voltou ao Manchester City após empréstimo ao Girona. O defensor foi mantido no elenco dos Citizens, mas jogou apenas um minuto em quatro jogos oficiais até agora. Convoca sem jogar? A situação de jogadores como os quatro citados cria um dilema para Ancelotti e sua comissão técnica: vale a pena convocar um jogador que não tem tido espaço no clube para a seleção? Continua após a publicidade Em outros tempos, o italiano afirmou que priorizaria jogadores que estivessem ativos. Ele chegou a revelar que teve uma conversa com Endrick, aconselhando o atacante a aceitar ser emprestado pelo Real Madrid, para ter mais minutos de jogo. O conselho foi seguido, e o centroavante estava entre os convocados para a Copa-2026. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? 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