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Em entrevista ao canal " Felipe Melo TV " no YouTube , o zagueiro Nino , do Zenit , explicou os recentes fracassos em negociações com Palmeiras e Fluminense .
O defensor explicou como foram as procuras das equipes e afirmou que se interessou em voltar ao país, já que tem um filho com síndrome de Down e vê no Brasil um país com melhores oportunidades para o desenvolvimento da criança.
O Zenit, porém, fez jogo duro para liberar, as as conversas com os dois times acabaram esfriando.
"Em dezembro do ano passado, houve um interesse do Palmeiras e do Fluminense. Os dois clubes quiseram a minha contratação. Você, como meu amigo pessoal, sabe que tenho um filho, Antônio, com síndrome de Down. A gente pensa e sabe que, para ele, estar no Brasil seja melhor para o desenvolvimento dele, da fala, como um todo", contou o atleta.
"Desde o nascimento do Antônio, eu e minha esposa nunca fechamos porta para clube nenhum, porque a gente sabe que, em algum momento, vamos ter que priorizar o desenvolvimento dele à minha carreira profissional. Então, sempre deixamos as portas abertas", seguiu.
"O Palmeiras e o Fluminense surgiram. A questão foi que, em dezembro do ano passado, quando os clubes chegaram, o Zenit falou que só me venderia se fosse campeão. O título só se resolveu em junho, então o Palmeiras não podia esperar até junho e desistiu da contratação", citou.
"Pós-título, o Zenit disse que toparia vender, mas nas condições deles. O Fluminense fez uma ótima proposta, mas eles pediram mais, e o Fluminense chegou no teto. As negociações não chegaram no ponto de eu dizer quero ir para este ou aquele, mas as negociações com o Zenit não avançaram", complementou.
Nino também assegurou que não iniciou conversas para ampliar seu contrato com o Zenit além de 2028 .
O zagueiro deixou o futuro aberto e deixou claro que a prioridade será sempre proporcionar melhor qualidade de vida para seu filho.
"Essas notícias saíram aqui na Rússia também (de uma suposta renovação de contrato com o Zenit até 2030), mas, oficialmente, não teve nenhum contato. Eu tenho contato muito bom a diretoria. Tenho contrato até junho de 2028, está caminhando da metade para o fim", explicou.
"É muito difícil saber o que vai acontecer daqui para frente, futebol muda muito rápido. Por meu filho, a gente não fecha nunca a porta de volta ao Brasil. A situação é que eu tenho dois anos de contrato e algo que venha a acontecer tenha que ser de acordo com o Zenit", finalizou.
Nino, de 29 anos, registra oito partidas pelo clube de São Petersburgo na atual temporada do futebol russo.
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