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Análise dos Times

Palmeiras

Principal

Motivo: A matéria é focada na perspectiva de Abel Ferreira sobre o Palmeiras, abordando críticas e expectativas para a final, com tom de defesa do trabalho.

Viés da Menção (Score: 0.4)

Motivo: O Novorizontino é tratado com respeito, reconhecendo sua qualificação e o bom trabalho do técnico Enderson, sem um viés negativo explícito.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Palavras-Chave

Entidades Principais

palmeiras abel ferreira novorizontino campeonato paulista enderson moreira gustavo gomez robson

Conteúdo Original

Abel cita cicatrizes de críticas no Palmeiras e diz: "Não são as vitórias ou derrotas que me definem" Abel Ferreira concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira, véspera do primeiro jogo da final do Campeonato Paulista. O treinador citou que a incerteza é a magia do futebol antes do confronto com o Novorizontino, a ser disputado na quarta-feira, às 20h, na Arena Crefisa Barueri. + Siga o ge Palmeiras no WhatsApp – A magia do futebol é a incerteza. Ver que vai Palmeiras e Novorizontino na final e ninguém sabe o que vai acontecer. Eu sei o que quero e o que o Enderson quer. Mas não sabemos o que vai acontecer. Temos capacidade de viver de forma constante em uma incerteza constante. O resto é cultura. Não quero mudar, não vou mudar. Só digo que não sou melhor ou pior quando ganho ou perco. Fico mais triste quando perco, mais feliz quando ganho. Futebol no Brasil está no sangue, é uma religião. O português também citou duas questões importantes que ditam o ritmo da final para o Palmeiras : a ausência de título na última temporada e as críticas sofridas pelo tamanho do investimento. Abel frisou que as avaliações negativas da torcida geraram cicatrizes. Mais notícias do Palmeiras : + almeiras tem superávit recorde de R$ 292 milhões em 2025 + almeiras fecha janela com dois reforços e quase R$ 190 milhões investidos Abel descarta favoritismo do Palmeiras no Paulistão: "Isso é tudo teoria" – Se você me ver pela sexta vez, vai ver as cicatrizes das críticas que me fizeram, mas faz parte. Procuramos estar equilibrados, acredito no nosso esforço, no trabalho, perceber que o mais difícil não é chegar, mas ser consistente no que se faz. Para isso, precisa de muita exigência, muito trabalho, muita cobrança de forma respeitosa, como gosto de fazer com os jogadores, eles comigo, com a diretoria, com os departamentos. Só assim você consegue chegar de forma consistente, e mais uma vez, o trabalho que fazemos de ganhar e reformular o elenco, processos internos, nossa forma de jogar para todos se sentirem motivados – disse, antes de completar: – Esta é a 16ª final, não é? Ganhei, perdi, é o que posso dizer. Nunca fiz gol em finais, ajudei eles a estarem preparados. Quem representa o Palmeiras sabe que tem que brigar por títulos. Quando assinei com o Palmeiras , com o Galiotte ou com a presidente, perguntei as exigências, de um título por ano. Já ganhei alguns, perdi outros. Estou em um clube que me conhece, torcedores conhecem, clube com continuidade, responsabilidade, que todo ano procura jogar para ganhar. Vamos fazer isso amanhã. Faz parte da natureza do Palmeiras , da minha natureza. Entendo a pergunta, mas na minha preparação não muda nada. Vontade, ambição, a mesma – analisou. Além de Abel Ferreira, outros três personagens da decisão participaram da coletiva. Gustavo Gómez, zagueiro do Palmeiras , Enderson Moreira e Robson, técnico e centroavante do Novorizontino, também estiveram presentes no evento. A final do Paulistão está dividida em ida e volta. O primeiro jogo, como mencionado, será nesta quarta-feira, enquanto o segundo acontecerá no domingo, às 20h30 (de Brasília), no Estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte. 1 de 1 Abel Ferreira em coletiva da final do Paulista — Foto: Thiago Ferri Abel Ferreira em coletiva da final do Paulista — Foto: Thiago Ferri Veja outras aspas de Abel Ferreira na coletiva Projeção da final – Isto é tudo teoria, entendo perfeitamente. Temos que assumir a responsabilidade da grandeza de um clube como o Palmeiras . Mas a minha vontade é a mesma deles. Como você disse bem, não foi por acaso que ganharam do Palmeiras , do Santos e do Corinthians, e que ficaram em primeiro na competição. Já disse várias vezes e vou repetir, os jogos fáceis acabaram há muito tempo no futebol mundial. Isto é o suficiente para entendermos que, de um lado e do outro, as ambições são as mesmas. Estamos preparados, queremos muito porque nos alimentamos disso, de finais e títulos. – Do outro lado, há uma equipe qualificada, com excelente treinador. O Enderson tem feito um trabalho extraordinário, uma equipe que sai bem para a transição, que sai bem com a bola. Temos que estar preparados, os dados mostram que a equipe faz quase 50% dos seus gols em contra-ataque, mas não há só uma forma de jogar. Temos que estar preparados para tudo que o jogo ditar. Como disse, dei os parabéns por isso. As coisas não acontecem por acaso e acredito mais que tudo que não é só trabalho do treinador, mas de uma organização. Muitas vezes olhamos para o Brasil e vemos o que falta, e falta exatamente mais clubes como o Novorizontino, com uma direção de visão, com processos, com um treinador que tem uma forma muito fincada de jogar, com mistura de juventude e experiência. As coisas não acontecem por acaso. Gramado da Arena Crefisa Barueri – Não adianta falar de processos que deveriam ter sido feitos com antecedência, mas não interessa. Eu defendo muito a qualidade, seja sintético ou natural, e a verdade é que em Barueri o sintético é novo, espetacular, a bola não salta, é rápido. Estão reunidas todas as condições para um bom espetáculo. Técnicos no Brasil – É isso mesmo, Brasil não é para amadores (risos). Há coisas que são culturais e ainda bem que não somos todos iguais, não temos que pensar todos os mesmos. Falo dos dirigentes, já me ouviram tanto em cinco anos, não posso resumir o que pode ser feito, melhorar, inovar. Há uma coisa cultural, não vamos mudar. Eu ganhei duas Libertadores, não sou o melhor do mundo, nem sou o pior por não ganhar. Não é assim que funciona. Na luz de um dirigente, capaz de decidir se um treinador é ou não é por ganhar ou perder. Queremos transformar o futebol em ciência, por gastar mais, vou ganhar mais. Enfrentar um time que dá menos chances – A verdade é que, ao olhar as estatísticas, o que disse é um fato. Mas o Novorizontino é extremamente eficaz. O jogo não é só ataque, defesa ou transição. Há outros momentos. Uma final é sempre um jogo especial, com o lado emocional presente. Sabemos que a responsabilidade está em cima do Palmeiras , a obrigação é nossa, o adversário não tem nada a perder, tudo a ganhar. Temos que ir com a máxima seriedade, como se trata de uma final. – Há coisas que não são por acaso, é uma equipe com suas qualidades. Dois times foram jogar lá e não ganharam, aliás, acho que o Novorizontino não perdeu em casa. Está o cenário montado para uma final de grande dificuldade, mas que não retira nada do que queremos. Mas tem que sair do corpo, da nossa forma de jogar, atacar e defender, sabendo que tem uma equipe extremamente qualificada. Pior derrota do trabalho para o Novorizontino – Às vezes, na vida, precisamos de derrotas para abrir os olhos. E esta foi uma delas. Representar o Palmeiras requer muita responsabilidade, sabemos disso. E sabemos que, independentemente de quem jogar, contra quem for, onde for, a cobrança é sempre a mesma. No clube, sabemos o que fazemos, conhecemos muito bem os processos. E se falam de treinadores, sei que só avaliam pelo resultado. Mas não só é assim, só quem é ignorante olha só pelo resultado. Treinador é muito mais que resultado. É um processo interno, valorização de atleta, de processo, do clube. Mas entendo que nos mantém, não estou no Palmeiras por ser bonito ou feio, mas porque ganhamos juntos. – Não estou no Palmeiras por favor. Por trabalho coletivo de todos. Portanto, era o que queria dizer, às vezes as pessoas perguntam de critério. Se fosse resultado, já teria sido demitido com o Galiotte. Aqui no Palmeiras não é só avaliado por resultados. Claro que é o que me mantém, mas não é só isso. Processo interno, valorização de jogador, do clube, do futebol, inovação. Não só por resultados. E a vida precisamos às vezes precisamos de algumas derrotas e a vida é feita de tropeços e desafios que obrigam a poder ter um retorno ainda melhor, corrigir. Futebol dá sempre oportunidades de poder desafiar, reinventar e competir. Umas vezes vamos ganhar, outras perder, mas o futebol dá sempre oportunidade a quem trabalha e é sério. Que sabe o que faz. O futebol nisso é justo. Digo aos jogadores, o trabalho devolve. + Veja mais notícias do Palmeiras 🎧 Ouça o podcast ge Palmeiras 🎧 + Assista a tudo do Palmeiras na Globo, sportv e ge 50 vídeos