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Análise dos Times

Motivo: A matéria explora a história e o apelido do estádio do clube, com menções a acessos e vitórias importantes, mas também relata o momento atual com pouca alegria.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: A menção ao Vasco se refere a um jogo histórico onde o Inter-SM venceu, com o relato sendo mais descritivo do evento passado do que opinativo.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Vasco Roberto Dinamite Campeonato Gaúcho Estádio Presidente Vargas Inter de Santa Maria Getúlio Vargas Cemitério Ecumênico Municipal Leonardo Botega Jornal A Razão Odinei Kieling

Conteúdo Original

Veja imagens da Baixada Melancólica, casa do Inter de Santa Maria Criado há 78 anos para ser palco de gols e comemorações, o Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul, nasceu com uma marca que remete à tristeza. A "Baixada Melancólica", casa do Inter-SM, chama atenção por levar um apelido que nada tem a ver com a alegria típica do futebol. + Confira a tabela de classificação do Campeonato Gaúcho Sem autor conhecido, a expressão curiosa já era de domínio popular antes mesmo da inauguração do estádio, em 1947. O motivo está na proximidade do Presidente Vargas com o Cemitério Ecumênico Municipal, localizado a pouco mais de uma quadra de distância. – O termo foi usado pela primeira vez em 1947, ano da inauguração. Apareceu no jornal A Razão de 27 de agosto de 1947. A inauguração ocorreu em 21 de setembro. A história popular conta que a relação se dá por causa do cemitério municipal e da descida da Avenida Liberdade. No Almanaque do Inter-SM, do jornalista Candido Otto da Luz, tem referências ao uso do termo e à inauguração, mas não há registro oficial do motivo do apelido – explica o historiador Leonardo Botega, professor do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e torcedor do Alvirrubro. Copinha 2026 teve SAF de nome enigmático que atua em estádio vizinho a cemitério 1 de 6 Imagem da Baixada Melancólica, o estádio Presidente Vargas, em Santa Maria, ao lado do cemitério — Foto: Reprodução/RBS TV Imagem da Baixada Melancólica, o estádio Presidente Vargas, em Santa Maria, ao lado do cemitério — Foto: Reprodução/RBS TV A reportagem de A Razão mencionada por Botega trata de partida entre os dois clubes de Santa Maria, Inter e Riograndense. O segundo clube não funciona desde 2017. O clássico serviria como "marco inicial" para o novo estádio, como destacou o jornal, sem fazer referência ao nome oficial, em homenagem ao então ex-presidente do Brasil, Getúlio Vargas, que voltaria ao poder em 1951. – Uma outra hipótese para o uso do apelido é o fato de o Jornal A Razão na época pertencer aos Diários Associados, que era oposição ao varguismo – acrescenta o historiador . "O clássico Inter-Rio de domingo será realizado campo do E. C. Internacional, situado à Avenida Liberdade e que toda a cidade esportiva já conhece pelo cognome de 'Baixada Melancólica' . Servirá esta partida como marco inicial de outras grandes pelejas que o Internacional pretende realizar em seu gramado", diz o penúltimo parágrafo da reportagem, que não é assinada. Ex-capitão da Seleção vira dono da SAF do Brasil de Pelotas, clube da Série D do Brasileiro 2 de 6 Estádio Presidente Vargas, do Inter de Santa Maria, fica ao lado de cemitério (fundo), e passou por troca de gramado para 2026 — Foto: Reprodução/RBS TV Estádio Presidente Vargas, do Inter de Santa Maria, fica ao lado de cemitério (fundo), e passou por troca de gramado para 2026 — Foto: Reprodução/RBS TV Para o torcedor Odinei Kieling, um dos assíduos frequentadores da Baixada Melancólica, o nome pode trazer uma impressão negativa sobre o estádio, mas não impacta dentro das quatro linhas. Ele até lembra de gols importantes que foram marcados no "gol do cemitério", como chama as traves do lado que aponta para a Avenida Dois de Novembro, ao lado do campo-santo. – Conheci esse apelido em 1997, quando comecei a ir no estádio com o meu irmão. Não gosto dessa expressão, apesar dos gols mais importantes, dos nossos acessos para a Série A do Gauchão, foram marcados na goleira (gol) do cemitério, como nos campeonatos de 1998, 2007 e 2025 – conta o vendedor de 42 anos. 3 de 6 Recorde da reportagem de A Razão sobre o jogo inaugural do estádio Presidente Vargas, em Santa Maria — Foto: Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria / Jornal A Razão Recorde da reportagem de A Razão sobre o jogo inaugural do estádio Presidente Vargas, em Santa Maria — Foto: Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria / Jornal A Razão Depois de 14 anos na Divisão de Acesso, a segunda divisão do Campeonato Gaúcho, o Inter-SM retornou à elite do futebol gaúcho em 2026. O sonho se realizou com o vice-campeonato da competição, diante do Novo Hamburgo. A grande final teve empate em 0 a 0 e deixou o título com o adversário, mas registrou casa cheia, com cerca de 6 mil torcedores no Presidente Vargas. Neste ano, a Baixada Melancólica tornou a ser palco de jogos da elite do Gauchão. Por enquanto, não se viu muita alegria por lá. A equipe de Santa Maria ficou na lanterna do Grupo B, com cinco pontos conquistados. Venceu apenas um jogo e marcou somente um gol nas seis rodadas da primeira fase e, agora, vai disputar o "quadrangular da morte". 4 de 6 Torcida organizada Fanáticos da Baixada é uma das marcas do Estádio Presidente Vargas — Foto: Renata Medina / Inter-SM / Divulgação Torcida organizada Fanáticos da Baixada é uma das marcas do Estádio Presidente Vargas — Foto: Renata Medina / Inter-SM / Divulgação Melancolia? Nem sempre Se o presente não é tão auspicioso, o passado do futebol de Santa Maria guarda momentos de glória. O próprio jornal A Razão – atualmente extinto – registrou a maior parte da história do Inter-SM, que já foi de primeira divisão nacional. Em 1982, o periódico estampou como manchete de capa: "A maior vitória do futebol de Santa Maria". Referência ao triunfo por 3 a 0 sobre o Vasco pela segunda fase da Taça de Ouro. O Inter local conquistou a vaga em função da posição obtida no Gauchão de 1981, quando foi terceiro colocado no octogonal decisivo. 5 de 6 Com Roberto Dinamite à frente, goleiro Wlamir defende finalização do Vasco em partida da Taça de Ouro — Foto: Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria / Jornal A Razão Com Roberto Dinamite à frente, goleiro Wlamir defende finalização do Vasco em partida da Taça de Ouro — Foto: Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria / Jornal A Razão O jogo ocorreu em 25 de março e foi válido pela última rodada do Grupo J, com a Alvirrubro já eliminado. A chave também tinha Operário-MS e América-RJ. O resultado foi considerado uma "vingança". No primeiro turno, o time carioca havia goleado o Inter-SM por 7 a 0, no Rio de Janeiro. A diferença dos placares não impactou a festa da torcida no jogo do returno, já que o Vasco foi a Santa Maria com o time titular e jogadores como Roberto Dinamite, Claudio Adão e Rondinelli. O meia Robson, que depois foi atleta do Grêmio, abriu o placar para o Inter-SM. Toninho e Valdo completaram. 6 de 6 Vitória do Inter-SM sobre o Vasco foi destaque de capa do extinto jornal A Razão — Foto: Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria / Jornal A Razão Vitória do Inter-SM sobre o Vasco foi destaque de capa do extinto jornal A Razão — Foto: Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria / Jornal A Razão