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Esporte Futebol Copa do Mundo Copa aposta em IA, mas precisa de humanos 'invisíveis' para alimentar dados Do UOL, em São Paulo 23/06/2026 20h20 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Paquetá disputa a bola pelo alto em Brasil x Marrocos, jogo da Copa do Mundo Imagem: REUTERS/John Sibley Estatísticas em tempo real, análise de dados e (muita) inteligência artificial: a Copa do Mundo nunca esteve tão tecnológica quanto neste ano. Tudo isso, no entanto, só é possível graças a milhares de "trabalhadores invisíveis" que registram lances jogo a jogo manualmente — entre eles, os próprios jogadores. O que aconteceu Profissionais anotam na mão até 3.000 ações por partida, como passes, desarmes e finalizações. O trabalho dos chamados "anotadores" transforma partidas inteiras em dados estruturados, que são usados para treinar sistemas de IA. O material alimenta modelos preditivos que servem a seleções, clubes, emissoras, videogames e até ao mercado de apostas. A maioria dos anotadores está em países como Quênia, Venezuela, Filipinas e até no Brasil, de acordo com o site Rest Of World. Entre eles, há jogadores ou profissionais com grande conhecimento do esporte, que geralmente são pagos por jogo registrado e costumam passar de três a quatro horas em uma única partida para catalogar cada ação. Wálter Maierovitch Gilmar atacou pares e descumpriu dever legal Daniela Lima Bolsonaro preso ter acesso a arma não faz sentido Alicia Klein Faltou ousadia e alegria à Inglaterra contra Gana Josias de Souza Entusiasmo juvenil x apatia senil no Supremo O trabalho virou renda extra para atletas de ligas menores. Um jogador que atua nas Filipinas contou ao Rest Of World que o serviço também o ajudou a enxergar o futebol de outra forma: "noto detalhes táticos e movimentações de jogadores pelos quais muitos passam batido." A Copa do Mundo de 2026 usa bola com sensor, rastreamento em tempo real e auxílio de IA em decisões como o impedimento. A Fifa também adotou um assistente de inteligência artificial para cada uma das 48 seleções, com sistemas que analisam grandes volumes de informações durante partidas e treinos. Tantas inovações, porém, ainda precisam de dados alimentados por humanos para funcionar bem. Para além dos algoritmos e da infraestrutura — geralmente localizada nos grandes centros financeiros —, a tecnologia expõe redes de trabalho pesado nas periferias globais. As demandas de clubes e imprensa são cada vez maiores — e exigem agilidade. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Procura pelo serviço deve ser ainda maior após a Copa. Recursos como arbitragem assistida, avatares digitais de jogadores e ferramentas avançadas de análise dependem de modelos treinados com enormes quantidades de dados preparados por humanos. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Dani Lima: Bolsonaro ter acesso a arma em prisão domiciliar não faz sentido Universidade de Joaquim Huck aceita Enem e custa mais de R$ 500 mil ao ano Itaú vai exigir três dias de trabalho presencial a partir de 2028 Brasileiro que lutava pela Ucrânia é capturado pela Rússia e faz vídeo Deschamps não vai comandar a França contra a Noruega após morte da mãe