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Futebol 'Ninguém estudou mais': aulas de tática explicam virada de Bruno Guimarães Pedro Lopes , Danilo Lavieri , Paulo Vinicius Coelho (PVC) e Thiago Arantes Do UOL, em Nova Jersey (EUA) e Barcelona (ESP) 05/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Bruno Guimarães durante a vitória do Brasil sobre o Japão na Copa do Mundo Imagem: Phil Noble/Reuters Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Desde que começou sua carreira como jogador profissional no Audax Osasco, em 2015, Bruno Guimarães nunca foi o jogador mais rápido em campo. Ou o mais forte. Ou o mais driblador. De biotipo normal, o meio campista construiu a própria evolução até se tornar o principal articulador da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 - com quatro assistências, é um dos líderes nesse quesito no Mundial. Por trás desse crescimento, há um trabalho diferente do feito pela maioria dos atletas profissionais —Bruno investe tempo, há anos, para aperfeiçoar sua leitura de jogo e dominar a parte tática do futebol. "O Bruno é um jogador que não veio com as ferramentas prontas. Ele não veio com um pacote de talento exagerado, pelo contrário. Ele foi conquistando as ferramentas que ele tem, foi aperfeiçoando cada vez mais o seu repertório. Não tem parada. Ele só melhora, ele só cresce. Ele cresce como jogador e cresce como pessoa o tempo todo", diz o técnico Fernando Diniz, que promoveu Bruno ao profissional aos 17 anos. Aline Sordili ChatGPT vê Brasil favorito, mas alerta para Haaland José Trajano Brasil fica em desvantagem no meio com Martinelli PVC Por que Martinelli deve ser titular contra a Noruega Michelle Prazeres Por que valorizamos mais remédios do que descanso Do Audax, Bruno se transferiu para o Athletico Paranaense. Lá, já mostrava a leitura de jogo e o posicionamento como duas das suas principais qualidades. "O grande diferencial, quando a gente fala do Bruno, é a capacidade de interpretação dele e da ocupação do espaço. Ele tem um primeiro controle da bola já direcionando para o passe", afirma Tiago Nunes, que treinou o meio campista no Athletico. "E sempre brincava, o Bruno tinha uma dessas câmeras de teto de carros japoneses, sabe? Que o cara enxerga 360° ao redor. Ele sempre teve essa capacidade de interpretar o entorno dele com uma facilidade muito grande", completa. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês A partir de 2021, quando se transferiu para o Lyon, da França, Bruno passou a transformar o talento em ver o jogo em trabalho. Ele utiliza os serviços da Performa Sports, empresa de análise tática e de desempenho, e hoje possui quatro analistas destacados diretamente para ajudá-lo. Nas noites antes de cada partida —seja durante a temporada regular, na Premier League, ou na Copa do Mundo —Bruno se reúne com os analistas. Em pelo menos uma hora de conversa, analisa a última partida e, em seguida, o próximo adversário, chegando a detalhar enfrentamentos individuais com os meio campistas que podem estar do outro lado. "Por exemplo, quando terminou o jogo do Japão, a gente analisa o que ele fez em cada momento do jogo. Quando a equipe estava construindo, quando a equipe estava entrando no último terço, quando a equipe estava defendendo. A gente vê os comportamentos individuais dele. Perfilamento corporal numa abordagem defensiva, se mapeou ou não as costas numa situação de construção", explica Rafael Marques, fundador da Performa. Continua após a publicidade Antes do jogo do Japão, foram estudados cada um dos oito meio campistas diferentes que poderiam enfrentar diretamente Bruno. O lance da assistência para Martinelli no gol da vitória —o domínio de bola já mapeando opções e passe com o pé esquerdo— foi algo estudado pelo meio campista. "Dominar com o corpo aberto, utilização do pé esquerdo, é muito do que ele tem trabalhado nos últimos anos. E o Bruno gosta disso, ele gosta de estudar esses detalhes. De todos os jogadores da Copa, eu me arrisco a dizer que ninguém estudou mais que ele", explica Rafael. A equipe que trabalha com Bruno já vem, inclusive, monitorando e assistindo partidas da Noruega desde antes da Copa do Mundo. Pela tabela e cruzamentos possíveis, a seleção de Haaland já tinha sido mapeada como um potencial adversário. "A gente já tem um analista acompanhando a Noruega desde antes da Copa do Mundo, para entender, por exemplo, quais são os jogadores que ele vai enfrentar no setor. Se tem um lateral que joga mais por dentro, mapear em quais jogos esse lateral veio por dentro, em quais não veio, dentre outras coisas", conta Rafael. Bruno será titular do meio de campo da seleção neste domingo. O Brasil enfrenta a Noruega às 17h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Arnaldo: Paraguai não tem mérito nenhum, e antijogo não faz parte da Copa Real Madrid anuncia ex-Inter de Milão e chega ao quarto reforço na janela Que horas começa o jogo do Brasil hoje (5)? Horário e onde assistir ao vivo Jornal destaca 'mudança' de Endrick na carreira: 'A nova versão assusta' Thiago Lacerda posta foto rara da filha Cora: 'Amor colorido da minha vida'