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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Falta um ano para o dia em que começaremos a reescrever a história Milly Lacombe Colunista do UOL 24/06/2026 11h14 Deixe seu comentário Seleção feminina sofreu virada em último amistoso antes da disputa da Copa América Imagem: Lívia Villas Boas / CBF Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Por Mônica Esperidião, CSO da FSports Nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, o Brasil entra oficialmente na contagem regressiva para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027. Falta um ano para o maior evento esportivo feminino já realizado na América Latina e para uma oportunidade histórica de acelerar o desenvolvimento de uma modalidade que vem acumulando resultados expressivos dentro e fora de campo. Os sinais desse crescimento estão por toda parte. O futebol feminino reúne atualmente 58 milhões de fãs no Brasil, número que cresceu 57% nos últimos anos. Mais da metade da população brasileira declara interesse pela modalidade, enquanto as buscas relacionadas ao tema no Google multiplicaram-se por dez na última década. O que antes era visto como um segmento em expansão passou a ocupar uma posição cada vez mais relevante na indústria esportiva nacional. Sakamoto Jaques Wagner faz desserviço a Lula Nelson de Sá Chineses também têm sua CazéTV para ver a Copa José Saad Neto IA recria o gol mais bonito de Pelé marcado em 1959 José Fucs Será que Lula sobrevive à onda latina da direita? Esse movimento também se reflete no mercado. Pesquisas mostram que 86% das marcas que investiram em patrocínios ligados ao futebol feminino registraram resultados acima das expectativas. O interesse crescente do público, aliado à forte identificação com atletas, clubes e competições, criou um ambiente favorável para investimentos de longo prazo e para a construção de conexões genuínas entre marcas e torcedores. A realização da Copa do Mundo no Brasil potencializa esse cenário. Recentemente, a sanção da Lei Geral da Copa (Lei nº 15.421) trouxe segurança jurídica, operacional e institucional para o torneio, além de incorporar princípios relacionados à igualdade de gênero, ao combate à discriminação e ao fortalecimento da categoria. Trata-se de um passo importante para consolidar um ambiente capaz de atrair investimentos e ampliar o alcance do futebol feminino nos próximos anos. Os números de audiência ajudam a dimensionar a força desse mercado. Nos amistosos disputados entre Brasil e Estados Unidos em junho deste ano, nas cidades de São Paulo e Fortaleza, mais de 31 milhões de pessoas acompanharam as partidas nos canais do Grupo Globo. A transmissão na TV aberta registrou média nacional de 16,3 pontos, estabelecendo o recorde de audiência para um amistoso da Seleção Feminina. No SporTV, a audiência foi quatro vezes superior à do principal concorrente no mesmo horário. O comportamento do público também evidencia uma relação cada vez mais intensa com a modalidade. Os amistosos lideraram o consumo de conteúdo ao vivo no Globoplay, enquanto o portal globoesporte.com registrou aumento de 26% no tráfego feminino para páginas relacionadas à categoria. No YouTube, as transmissões da GE TV superaram dois milhões de views por partida, contribuindo para um alcance digital superior a 40 milhões de visualizações. As competições organizadas pela CBF seguem a mesma trajetória. Os torneios femininos nacionais já acumulam mais de 122 milhões de visualizações digitais orgânicas e contam com transmissão garantida para todas as partidas. O Brasileirão Feminino reúne hoje 58 milhões de torcedores interessados, dos quais 88% também acompanham a Copa do Mundo Feminina. Os dados revelam um público que acompanha regularmente o esporte, consome conteúdo, interage com as competições e participa ativamente das conversas sobre esse tema. Por sermos responsáveis pela comercialização, com exclusividade, dos direitos do futebol feminino da CBF no ciclo 2025-2029, vemos na prática esse avanço. Administramos propriedades da Seleção Brasileira Feminina, do Brasileirão Feminino A1, da Copa do Brasil Feminino e da Supercopa, um ecossistema de 240 jogos por ano, mais de 60 milhões de espectadores e R$ 321 milhões em valor de mídia. Continua após a publicidade O crescimento das comunidades digitais é outro ponto que reforça esse cenário. Os perfis @brasileiras, @copadobrasilfeminina e @brasileiraofeminino - todos geridos pela FSports - somam mais de 380 mil seguidores e registraram 21,7 milhões de visualizações apenas em maio de 2026. As taxas de engajamento variam entre 5% e 6%, índices significativamente superiores às médias observadas no mercado digital. Desde 2021, o volume de interações nesses canais cresceu 500%, refletindo a formação de uma audiência cada vez mais conectada e participativa. Em termos de Copa, a expectativa de crescimento é absurda. A edição de 2023, realizada na Austrália e na Nova Zelândia, consolidou-se como um dos maiores eventos esportivos do planeta ao registrar recordes de audiência, público e receitas comerciais. Antes mesmo do início da competição, a FIFA já havia alcançado um faturamento 100% superior ao da edição de 2019. Globalmente, o torneio foi acompanhado por cerca de 2 bilhões de pessoas, enquanto mais de 1,9 milhão de torcedores estiveram presentes nos estádios ao longo dos 64 jogos disputados. Além disso, os espaços do FIFA Fan Festival reuniram aproximadamente 770 mil pessoas nos países-sede. No Brasil, a competição alcançou uma exposição inédita, com transmissões pela Globo, SporTV, Globoplay e CazéTV. Segundo a Globo, a Copa foi assistida por 63,2 milhões de brasileiros, considerando a audiência da TV aberta e da TV por assinatura. Os dois primeiros jogos da Seleção Brasileira, contra Panamá e França, renderam à emissora a maior audiência no período da manhã em 15 anos. Pela primeira vez transmitindo uma Copa do Mundo Feminina, a CazéTV exibiu os 64 jogos do torneio e produziu cerca de 800 horas de conteúdo ao vivo. De acordo com a LiveMode, o canal alcançou 24 milhões de dispositivos únicos, sendo que mais da metade da audiência era formada por jovens e adultos entre 13 e 34 anos. Nos três jogos da Seleção Brasileira na fase de grupos, a plataforma ultrapassou a marca de 1 milhão de conexões simultâneas. Em 2027, o Brasil terá a oportunidade de ampliar essa trajetória em um dos mercados mais apaixonados por futebol do mundo.E tenho certeza absoluta que todos esses números serão bem maiores. Ao longo das próximas décadas, poucos eventos terão a capacidade de reunir, ao mesmo tempo, alcance global, relevância cultural, impacto social e potencial de negócios como a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027. O Brasil chega a esse momento com uma base de fãs consolidada, uma audiência crescente, competições fortalecidas e um mercado cada vez mais receptivo ao futebol praticado por mulheres. Continua após a publicidade Depois de um período de proibição e de anos de invisibilidade, hoje é impossível ignorar o futebol feminino, que se tornou uma plataforma relevante de negócios, de inclusão e de liberdade de expressão. A contagem regressiva para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 começou. E os próximos doze meses serão decisivos para transformar esse crescimento em um legado duradouro para a categoria. A FSports é a agência que detém a exclusividade dos direitos de comercialização do futebol feminino da CBF no ciclo 2025-2029 Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora STM nega ação de Bolsonaro para tirar ministro em caso de perda de patente Justiça de SP penhora helicóptero da igreja de Valdemiro Santiago Juca: Se precisar, Ancelotti pedirá a Neymar para ser salvador da pátria Escalação 'mutante': Ancelotti repete fórmula campeã da Argentina em 2022 Brasil pode perder por até um gol de diferença para avançar como 3° hoje