Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Minha 8ª Copa seguida, e quero ter o prazer de ver o Brasil campeão de novo Walter Casagrande Jr. e UOL Do UOL, em São Paulo 08/06/2026 15h25 Deixe seu comentário Paulo Roberto Falcão, Galvão Bueno, Walter Casagrande Jr. e Arnaldo Cézar Coelho, durante transmissão da TV Globo Imagem: Arquivo pessoal Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Embarco nestes dias aos Estados Unidos para cobrir minha oitava Copa do Mundo como comentarista e colunista esportivo ao vivo. O outro Mundial foi em 1986, como jogador. Como comentarista, tudo começou na Copa da França em 1998, quando fiz parte da equipe da Globo e fiz vários grandes jogos ao lado de Cléber Machado, Luís Roberto de Múcio e José Roberto Wright. Nessa minha primeira Copa ainda não cobria jogos da seleção brasileira, mas fiz partidas importantíssimas e maravilhosas. Josias de Souza Donald Trump se afoga na própria saliva Casagrande Quero ter o prazer de ver o Brasil campeão de novo Alicia Klein É loucura achar que Neymar fará diferença Sakamoto Nunes Marques começa no TSE com ajuda a Flávio Itália 1 a 0 Noruega, gol de Christian Vieri, que havia jogado comigo no Torino quando subiu da base. Também estava na vitória por 2 a 1 da Holanda sobre a Argentina com aquele golaço de Dennis Bergkamp, que já havia enfrentado numa final de Copa da Uefa entre Torino e Ajax. Essas duas partidas foram no belíssimo "Stade Vélodrome", em Marselha. Essa Copa foi muito especial não só por ter sido a minha primeira na Globo, mas também porque eu havia jogado junto ou enfrentado a maioria dos jogadores daquela época, principalmente da seleção italiana. Fiz também a vitória da França nos pênaltis contra a Itália e a semifinal entre franceses e croatas; com dois de Lilian Thuram, na época lateral, os "Bleus" foram para a decisão. Além da vitória holandesa por 2 a 1 contra a Croácia, ficando com o terceiro lugar. Continua após a publicidade Já a final — França 3 x 0 Brasil — assisti no estádio ao lado do pessoal do Casseta & Planeta e de Gilberto Gil. A seleção brasileira na estreia da Copa do Mundo de 1986: Carlos, Sócrates, Júlio César, Edinho, Elzo e Branco (de pé); Júnior, Careca, Alemão, Edson e Casagrande Imagem: Acervo CBF Na Copa de 2002, no Japão e na Coreia do Sul, eu já comentava jogos da seleção brasileira e outros também. Nessa Copa guardo na memória o jogo de abertura — França 0 x 1 Senegal —, com gol de Papa Bouba Diop, que foi uma surpresa incrível logo de cara. Também estava na grande vitória da Inglaterra por 3 a 0 sobre a Dinamarca; inclusive, fiz um resumo sobre os ingleses e dei para o Felipão, porque seria o próximo adversário do Brasil. Além de todos os jogos da seleção, mas principalmente a vitória por 2 a 1 contra a Inglaterra e a final contra a Alemanha. Continua após a publicidade Foi uma sensação indescritível estar no estádio e comentando o jogo em que o Brasil se tornou pentacampeão mundial. Na Alemanha, em 2006, além dos jogos da seleção, fiz a classificação alemã nos pênaltis em cima da Argentina, em Berlim. Na eliminação brasileira na derrota por 1 a 0 para a França, vi Zinedine Zidane em uma das maiores exibições de um jogador numa Copa. Na África do Sul, em 2010, valeu demais por conhecer um continente e um país incrível, com uma energia única. As minhas recordações são mais em relação ao que conheci na África do que propriamente das partidas, apesar de ter feito jogos superinteressantes. Viajei de carro de Joanesburgo, onde fiquei como sede, até Port Elizabeth para comentar a eliminação do Brasil na derrota por 2 a 1 para a Holanda no estádio Nelson Mandela Bay. O visual da natureza africana durante essa viagem ficou na minha mente. Continua após a publicidade Passando de carro ao lado de mata selvagem, savanas, com animais como zebras, avestruzes e cervos correndo em bandos. Mas na África do Sul o que mais me marcou foi a visita à caverna de Sterkfontein, local das escavações onde foram encontrados o "Mrs. Ples" (um crânio do Australopithecus africanus ) e o "Little Foot" (ancestral mais antigo já descoberto — viveu há 3,7 milhões de anos). A energia daquela caverna é inacreditável. Imagine estar dentro de um local onde viveram esses humanos primitivos. Bom, em 2014, aqui no Brasil, aquela derrota vexatória por 7 a 1 para a Alemanha no Mineirão cobriu qualquer outra memória legal das viagens e das partidas. Viajei o país todo fazendo jogos incríveis, mas aquele jogo ficou marcado na cabeça de todo brasileiro. A minha última Copa pela TV Globo foi em 2018 na Rússia, uma das mais importantes e marcantes para mim. Continua após a publicidade Primeiro porque fomos a Liverpool fazer o amistoso entre Brasil e Croácia e fui até o Cavern Club, onde tudo começou para os Beatles, e demos o pontapé inicial da cobertura num lugar histórico. Na Rússia conheci cidades maravilhosas como São Petersburgo, onde acontece em julho um fenômeno maravilhoso que são as noites brancas, e estávamos lá nessa noite. Não confundam com o "Sol da meia-noite", que acontece nos países que fazem parte do Círculo Polar Ártico. O céu fica totalmente branco durante essa noite, que é supercomemorada e festiva. Em 2022, fui para a primeira Copa realizada em dezembro na história, no Qatar, e também minha primeira fora da TV Globo. Estava acostumado a ficar numa cabine comentando, mas dessa vez ficava no estádio assistindo aos jogos para escrever minhas colunas para o UOL e a Folha de S.Paulo. Um modo totalmente novo para mim e com muito mais liberdade. Foi a Copa menos cansativa para se trabalhar porque o Qatar é um país pequeno e os estádios eram todos nas redondezas, com o centro de jornalismo sendo muito perto de metrô. Continua após a publicidade Dava para assistir em um dos cinemas disponíveis no centro de jornalismo aos jogos que começavam às 14h, depois aos das 16h e, no final desse jogo, pegava o ônibus reservado a jornalistas para ir ao jogo das 21h. Deu para acompanhar quase que a Copa toda pela facilidade de ser tudo perto. Presenciei uma das finais mais impressionantes da história das Copas do Mundo: França 3 x 3 Argentina, com shows de Messi e Mbappé. Di María também fez uma partida maravilhosa naquela noite de título da seleção argentina nos pênaltis. Estou feliz por estar presente em mais uma Copa do Mundo. Adoro trabalhar em eventos como Copa e Olimpíadas, porque encontro amigos estrangeiros que só vejo de quarto em quatro anos. Continua após a publicidade Espero ver o Brasil campeão novamente, afinal de contas é um privilégio estar presente numa final de Copa com vitória brasileira. Já tive esse prazer em 2002 e quero senti-lo novamente em 2026. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Sakamoto: STM corrigirá erro de 40 anos se cassar patente de Bolsonaro Exame indica que Neymar está fora da estreia da seleção na Copa Liquid Glass, Siri com IA, reposicionamento de fotos: o que muda no iPhone Aprovação de Trump permanece próxima da mínima histórica, aponta pesquisa AstraZeneca obtém resultados promissores com comprimido contra obesidade